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15 de Novembro de 2018

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Edição nº 961 / 2018

06/03/2018 - 11:11:34

Televisões para todos os tipos de sexos

JOSÉ Arnaldo Lisboa Martins

Antigamente, existiam horas nas quais crianças não podiam assistir filmes, novelas, circos, teatros ou outros espetáculos, tanto durante o dias como durante a noites desde que fossem com cenas impróprias, imorais ou de violências. Para certas idades, eram limitadas as cenas e as palavras, pois existiam legendas dando informações sobre as proibições. Os pais proibiam seus filhos de assistirem o que era censurado, pois o governo antes se preocupava com a moral e com os costumes dos brasileiros, principalmente quando crianças. Hoje em dia, as meninas e meninos já assistem a todos os tipos de programas com maconheiros e maconheiras, do tipo BBB e com os programas das “altas noites”, falando abertamente sobre sexo e suas sacanagens. Antigamente, também, as mulheres usavam vestidos longos ou saias abaixo dos joelhos, porém o tempo foi passando e a moda chegou para que elas pudessem usar vestidos acima dos joelhos. Isso foi uma festa para os homens. A liberdade estava por perto, mas elas ainda não estavam conformadas com a liberação dos costumes e modas. Anos mais tarde, alguns estilistas aconselharam as mulheres a usarem as minissaias. Também foi outra grande festa para os homens! O tempo passou e essas mulheres disseram que seria muito melhor se os homens as vissem com as coxas aparecendo. Aí, os homens ficaram ainda mais alegres, pois só assim eles poderiam ver os tamanhos e as cores das calcinhas. 

Com os maiôs, as coisas também aconteceram, pois, eles eram fabricados com uma só peça, sem mostrar as barrigas e as costas. Eram como um “caçolão de praia”, porém as mulheres preferiram que dividissem os maiôs em duas peças, deixando a barriga e as costas nuas. Os estilistas concordaram, mas, tempos depois, resolveram encurtá-los para que eles ficassem uma mini tanga que coubesse numa caixa de fósforos. 

Agora, tanto para as crianças como para os adultos, tudo ficou liberado. As crianças assistem o que bem querem, na hora que quiserem, sem nenhuma proibição ou limitação de idades. Por sua vez, as mulheres mostram suas coxas e suas calcinhas de maneiras fáceis e sem nenhuma classe, fazendo com que já não aconteçam os desejos que antes aconteciam, pois o “fruto que antes era proibido” tornou-se banal, corriqueiro e vulgar. 

Nesta semana que vai se findar, estava sendo exibido um programa daqueles do tipo “sexo e amor”, no qual eram feitas perguntas sobre o que mais as entrevistadas gostavam do sexo e qual o tipo de sexo. Com o maior desembaraço, uma das entrevistadas disse que já traiu o namorado, que já fez sexo oral e anal com vários homens e que já transou com amigas. Falou como uma verdadeira “puta”. Nessa hora, eu notei que eu estava assistindo a uma “putaria”, num “puteiro”  dirigido por uma “puta” televisão brasileira. Também notei que o governo tirou a matéria, Educação Moral e Cívica, para que programas assim, de sexo, tivessem as preferencias do governo, dos senadores, dos deputados federais e dos senhores ministros. 

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