Acompanhe nas redes sociais:

20 de Setembro de 2018

Outras Edições

Edição nº 961 / 2018

06/03/2018 - 11:10:00

Gabriel Mousinho

Gabriel Mousinho

Jogo perigoso

A exemplo do que fez há cerca de 4 anos na eleição para governador. quando apresentou Júlio Cézar, hoje prefeito de Palmeira dos Índios, como candidato, Téo Vilela, mesmo se afastando de pleitear cargo eletivo nas próximas eleições, tenta embaralhar a situação política do seu grupo defendendo o nome de Rodrigo Cunha para o Senado.

Téo sabe, mais do que ninguém, que o prefeito Rui Palmeira, que poderá ser o candidato do grupo de oposição ao governo do Estado, está afinadíssimo com o senador Benedito de Lira e o deputado Maurício Quintella, virtuais candidatos ao Senado. Defendendo a candidatura de Rodrigo Cunha, que ainda não tem lá essa musculatura política toda para um cargo majoritário, o meio de campo pode embolar.

O ex-governador, na eleição de 2014, deu a entender que estava fazendo o jogo dos Calheiros, quando apresentou o atual prefeito de Traipu, Eduardo Tavares, como candidato para fazer frente a Renan Filho e depois lhe puxou o tapete. Em seguida, onde o lógico seria apoiar o senador Benedito de Lira, preferiu dividir os votos e lançar Júlio Cézar como candidato, que ele sabia não chegar lá.

Assim, parece que a situação se repete. Dando sugestões deste tipo cria-se, a partir de agora, uma falsa impressão de que o grupo liderado por Rui Palmeira passa por uma fase de conturbação política. Seria melhor que Téo ficasse calado. Ajudaria muito mais.

Jogada

Ao empurrar o deputado Rodrigo Cunha para o Senado, Téo Vilela quer, na verdade, fazer uma dobradinha dele com seu sobrinho Pedro Vilela, que não quer deixar a Câmara Federal. Cunha seria um puxa-voto para o Pedro. 

Reta final

As definições políticas para chapas majoritárias e proporcionais devem acontecer até o mês de abril. Os candidatos, depois das composições, já devem sair sabendo o que procurar nas eleições de outubro. 

Ansioso

O deputado Ronaldo Lessa anda muito agoniado para definir sua situação nas eleições de outubro. Algumas pesquisas indicam que, se Ronaldo for candidato ao Senado, o segundo voto não seria do senador Renan Calheiros. Lessa cresceu depois da desistência de Téo Vilela, mas uma dobradinha com Renan não está sendo bem recebida pelo eleitorado.

Balançado

Trabalhando com pesquisas, Ronaldo Lessa tem observado que teria melhor aceitação do que Marx Beltrão e Maurício Quintella numa eventual candidatura ao Senado. Seu drama é não saber até agora pra onde vai.

Rompido

Ricardinho Santa Rita virou sua página política e caiu fora do reduto dos Calheiros. Está fechado com JHC, embora seu pai continue firme, pelo menos até agora, com o senador Renan.

Sem espaço

Se Maurício Quintella decidir mesmo disputar uma das duas vagas de senador, com certeza o grupo ficará pequeno para a possibilidade de Marx Beltrão migrar para a oposição, que deverá ser comandada por Rui Palmeira. A tendência é o ministro do Turismo se arrumar mesmo com os Calheiros.

A parada é dura

Quatro potenciais candidatos ao Senado irão disputar as duas vagas, num salve-se quem puder: Benedito de Lira, Renan Calheiros, Maurício Quintella e Marx Beltrão. Este último tem avançado muito no interior.

O velho João

Mesmo bem doente, o deputado João Beltrão não perdeu a oportunidade de jogar duro com os adversários. Num áudio divulgado ele bate forte no ex-prefeito Cristiano Matheus, com adjetivos impublicáveis.

Disparado

Mesmo com o deficit de 40 mil residências em Maceió, o município bateu o recorde de construção de unidades habitacionais nos últimos anos. Deixou muitos quilômetros para trás o governo do Estado, que patina em números considerados insignificantes.

A conta é alta

Quem comprar a antiga Companhia de Eletricidade de Alagoas, Ceal, vai ter que arcar com uma dívida de mais de R$ 1,8 bilhão com os trabalhadores que ganharam o Plano Bresser na justiça. Quem ficar com a concessão terá obrigatoriamente que assumir, além desse débito, outras dívidas cabeludas da empresa.

Aniversário

Agora em 2018 faz exatamente 30 anos que o ex-ministro e ex-governador Guilherme Palmeira derrotava Renan Calheiros nas urnas e era eleito prefeito de Maceió. Este ano a disputa deve se repetir, desta vez com Rui enfrentando o filho de Renan que busca a reeleição para o governo do Estado.

Dúvida

Bem que o procurador-geral de Justiça, Alfredo Gaspar, gostaria de disputar uma vaga para o Senado. Mas até agora não se sabe ao certo se será necessário Alfredo pedir demissão do cargo de promotor, ou se uma licença resolveria o problema. Uns acham que sim, outros acham que não.

Liderando

O deputado Arthur Lira volta a liderar a bancada do PP na Câmara e deve comandar um bloco de mais de 230 deputados. Lira tem se destacado na Câmara e contado com o apoio de lideranças e até mesmo do presidente da Casa, Rodrigo Maia.

Os fantasmas

A polícia está apurando para saber se existe alguma relação entre os assassinatos ocorridos em Batalha e servidores fantasmas na Assembleia Legislativa. Aliás, é um assunto que já mereceu a manchete de jornais, mas que até agora nada de prático aconteceu na Casa de Tavares Bastos.

Comentários

Curta no Facebook

Siga no Twitter

Jornal Extra nas redes sociais:
2i9multiagencia