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13 de Novembro de 2018

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Edição nº 960 / 2018

27/02/2018 - 16:29:33

“Oh pátria amada, por onde andarás? Teus filhos já não aguentam mais”

MENDES DE BARROS

O carnaval, festa popular por excelência, acaba por oferecer uma esperança de que o povo brasileiro começa a proceder no sentido de livrar-se da indignidade em que se tornou a política de onde emana o poder público em geral.

Com o país envolto no maior processo de corrupção de que se tem conhecimento, aqui ou alhures, a população brasileira se deixou levar ao desgaste moral, econômico, político e administrativo sem observar que o destino desse procedimento não poderia ser outro além da falta de vergonha e a miséria com que a maioria dos atuais políticos lhe entorpeceu.

O País, os estados e municípios, roguemos que haja exceções, encontram-se envoltos em  dificuldades insuperáveis para atendimento nas diversas áreas da administração da saúde, educação, energia, transporte urbano e rural, alguns chegando ao cumulo do não pagamento da remuneração dos funcionários, o que transformou o Estado do Rio de Janeiro em verdadeira “Praça de Guerra”, onde os ladrões “eleitos” estão presos e os ladrões que os elegeram matam crianças e assaltam os decentes em escala jamais vista.

A vitória da Escola de samba Beija-flor de Nilópolis, no Rio de Janeiro, deixa bem claro que o povo brasileiro está resolvido a enfrentar o descalabro administrativo provocado por esta horda de políticos irresponsáveis e desonestos e a insatisfação popular contra a gatunagem desmedida a que submeteram o país.

A reação necessária haverá de se concretizar nas eleições de outubro próximo quando o eleitorado decente deverá escolher governantes e parlamentares capazes de entender que os recursos públicos não deverão ser depositados em contas pessoais e familiares, assim como as empresas públicas, não fazem parte de seus patrimônios particulares.

Considerando-se que a reação vem da origem do poder democrático e na forma mais sensível, onde se pode constatar a essência de sua constituição e força na decisão popular que não mais aceita, sem correção, que farras internacionais e assaltos à Petrobras e demais empresas públicas venham deixar as contas à disposição de políticos desonestos.

A mensagem procede da reação de brasileiros humildes, porem decentes, para comprovar que, na democracia, o poder emana do povo consciente que, por ser humano, cometeu o erro de eleger Cabrais, Cunhas e  Pé Grande, além de um Crivella que, com cinismo imensurável, declara haver ido à Europa para, em cinco dias, dos quais passou um na Suíça, um na Alemanha e outro na Suécia, na busca de soluções para combater a violência no Rio de Janeiro.

Pátria amada, querida, os “nilopolitanos” têm razão: seus filhos já não aguentam mais. 

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