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14 de Novembro de 2018

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Edição nº 960 / 2018

27/02/2018 - 16:27:41

Pisou fundo no acelerador

Jorge Morais

Com o anúncio por parte de algumas pessoas mais próximas ao prefeito Rui Palmeira de que ele será mesmo o candidato de oposição nas eleições ao governo de Alagoas, o governador Renan Filho não perdeu tempo e pisou fundo no acelerador. Mesmo que oficialmente nada tenha saído da boca do prefeito, o governador não perdeu tempo. Reuniu a sua tropa de choque e mandou que acelerasse as ações de suas secretarias e, pessoalmente, começou a fazer inaugurações e promessas que deverão ser cumpridas até a chegada das eleições.

No dia a dia, Renan Filho divide sua vida entre a capital e o interior. Todos os dias chega bem cedinho ao Palácio do Governo - o conhecido prédio espelhado -, despacha com assessores, recebe alguns políticos, especialmente os deputados estaduais, e, depois segue para visitar as cidades onde tem obras em andamento. Para alguns assessores mais próximos, o homem é incansável e sabe de tudo o que está ocorrendo na sua gestão, principalmente porque estabelece metas. Eu mesmo tenho amigos na equipe do governador que estão sem tempo até para um cafezinho.

Se Rui Palmeira vai ser mesmo candidato, para muitos continua sendo um mistério. Dizem que dia 5 de abril ele envia sua carta de renúncia à Câmara de Vereadores e, no dia seguinte, o presidente Kelmann Vieira faz a leitura e, imediatamente, é dada a posse ao vice Marcelo Palmeira no cargo de prefeito de Maceió. A partir daí, o novo prefeito terá 2 anos e 9 meses à frente da Prefeitura, um tempo considerável para administrar a cidade e fortalecer seu nome para o processo eleitoral de 2020, quando será o natural candidato à reeleição. Enquanto isso, Rui vai colocar em jogo seu projeto e desejo de ser governador ou ficar desempregado por, pelo menos, quatro anos.

Aos poucos o quadro político no estado de Alagoas está se desenhando. Qualquer outro candidato será apenas um mero participante do processo. Nenhuma dúvida de que a tendência da campanha gire em torno de Renan Filho e Rui Palmeira. Nomes como Alfredo Gaspar de Mendonça (cotado, também, para ser o vice de Renan Filho) e Omar Coêlho, com todo respeito que tenho aos dois, pela capacidade de trabalho, decência em suas atividades fora da política, transparência no que fazem no seu dia a dia, não vejo como enfrentar duas máquinas - governo estadual e governo municipal - em uma eleição tão polarizada como deverá ser em 2018. No máximo, deverão no futuro fazer parte da história.

Enquanto os candidatos ao governo estão se apresentando, para o Senado da República o quadro está ficando mais fácil de entendimento. A desistência do ex-governador Teotonio Vilela Filho em sair candidato abre uma brecha muito grande para o deputado federal e ministro Maurício Quintella, que formaria uma dobradinha com o senador Benedito de Lira, candidato a reeleição. Pela situação, Renan Calheiros e Marx Beltrão devem sair de braços dados. Mas, não para por aí. Fugindo de qualquer coligação na majoritária e acompanhando o partido nacionalmente, o Podemos já tem dois nomes para o Senado da República e um para o governo, no caso, Omar Coêlho.

De tudo isso, o que é mais interessante é a situação dos candidatos à Câmara dos Deputados e à Assembleia Legislativa. Para deputado federal é possível que somente cinco deles saiam para a reeleição, o que abre um bom espaço para os chamados novatos, enquanto para deputado estadual a eleição anuncia-se como uma das mais apertadas, inclusive com muitos ex-prefeitos e vereadores por Maceió aparecendo bem nas pesquisas. Vamos aguardar o resultado de tudo isso.

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