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26 de Setembro de 2018

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Edição nº 960 / 2018

27/02/2018 - 16:15:23

Gabriel Mousinho

Gabriel Mousinho

A vez do Senado

A desistência do ex-governador Téo Vilela de se candidatar ao Senado Federal apressou as composições políticas, embora os figurantes queiram manter-se no anonimato até o início de abril, quando alguns candidatos se afastarão dos cargos para disputar as eleições de outubro.

No Senado, é quase certa a dobradinha Renan Calheiros e Marx Beltrão apesar de alguns desconfortos e, do lado da oposição, Benedito de Lira e Maurício Quintella. É uma eleição difícil, principalmente pelo aporte de recursos que certamente diminuirá desde a Operação Lava Jato.

O quadro eleitoral ainda não está definido, mas certamente, para o Senado, é provável que já esteja tudo praticamente arranjado. Resta saber se Marx vai mesmo continuar com a parceria com Renan Calheiros, que joga toda a sua vida política para se manter no cargo e continuar com foro privilegiado conforme determina a lei. Se Calheiros se vir ameaçado, os rumos da eleição podem mudar dentro do MDB. 

O jogo, agora de profissionais do ramo, só termina mesmo em abril. Até lá muito água ainda vai passar por baixo da ponte.

Amnésia

O governador Renan Filho tem aplaudido a instalação de um posto da Embrapa, em Alagoas, mas seu comportamento é como se fosse obra de seu governo. Ele esqueceu que o padrinho dessa iniciativa do governo federal é o senador Benedito de Lira.

Difícil de acreditar

Renan Filho se apresenta agora como pretenso salvador do setor sucroalcooleiro, mas parece ter esquecido que nem ele nem o pai fizeram muita força para salvar as usinas do empresário João Lyra. Aliás, Lyra é um poço só de mágoas com os Calheiros, em quem votou nas últimas eleições.

Bigu

Visível oposição ao governo federal, especialmente ao presidente Michel Temer, Renan Filho faz um carnaval danado com as obras que Alagoas está tocando, como se fossem realizações suas. Esquece que a maioria dos recursos é oriunda do governo federal através de ações de deputados e senadores.

Agora, sim

O prefeito Rui Palmeira logo no começo de abril ou até mesmo no final de março vai anunciar se será ou não candidato ao governo do Estado para enfrentar Renan Filho. Aí se vai ver com quantos paus se faz uma jangada.

Sumindo

As esperanças dos Calheiros de ter Lula como candidato a presidente e pegar carona na sua popularidade parecem que a cada dia vai se esvaindo. Se Lula for preso, o que é bem provável, Renan pai e Renan Filho não têm em quem se apoiar. Vão lutar muito para não serem derrotados nas eleições de outubro.

Exposição

O governo federa deu o bote errado e complicou, pelo menos no momento, a situação de sua base aliada no Congresso Nacional quando retirou de pauta a Reforma da Previdência. Deputados e senadores foram insultados em todo o Brasil na última segunda-feira com os protestos de militantes do PT.

Confronto

Como está sem sustentação política, o senador Renan Calheiros, que sempre contou com a ajuda do governo federal, agora mudou de lado. Está indo para o confronto com o presidente Michel Temer, como se isso lhe rendesse os votos necessários para se reeleger. É o salve-se enquanto é tempo.

Hostilidade e omissão

Sindicalistas vestidos de vermelho, do PT e na sua maioria detentores de cargos públicos, hostilizaram deputados e até o senador Benedito de Lira sobre a Reforma da Previdência, no aeroporto Zumbi dos Palmares na última segunda-feira. Mas não falaram sobre a iminente prisão de Lula nem dos processos que responde o senador Renan Calheiros na Operação Lava Jato.

Torcida

Os aliados do governador Renan Filho trabalham dia e noite para que Rui Palmeira não seja candidato. Querem o caminho livre para outubro. Mas, alto lá. A oposição já avisou que o Palácio dos Martírios não vai ter boa vida nessas eleições.

Levando a sério?

Mesmo com a disposição de sair candidato a presidente, o senador Fernando Collor não está sendo levado muito a sério pela imprensa nacional. Ninguém ouve falar na candidatura do ex-presidente, ou seja, ninguém está acreditando que ele levará esse projeto adiante.

Aventura

As duas vagas para o Senado serão muito disputadas, já que fortes candidatos estarão presentes nas urnas em outubro. Para analistas políticos, uma candidatura do procurador Alfredo Gaspar é no momento muito precipitada. Mesmo com um excelente trabalho realizado quando secretário de Segurança e uma atuação firme no Ministério Público, Alfredo ainda não tem grandes conhecimentos políticos nos 102 municípios do estado. Na disputa pelas duas vagas, pesos-pesados da política, como Benedito de Lira, Renan Calheiros, Maurício Quintella, e Marx Beltrão, podendo aparecer por aí Rodrigo Cunha. 

Momento histórico

O presidente da Câmara, Kelmann Vieira, ficará na história daquele parlamento como o dirigente que conseguiu tirar a instituição de um local onde não atendia mais às necessidades dos vereadores e do corpo administrativo. Vai agora para um prédio com espaço e estrutura ideal para a realização dos trabalhos legislativos, no bairro de Jaraguá. Kelmann contou para esse projeto, com um trabalho feito com responsabilidade e com o cuidado devido ao dinheiro público.

Sem hesitação

Kelmann Vieira, que tem demonstrado posições firmes em suas decisões e já definiu seu voto nas eleições de outubro. Para o Senado, vota em Renan Calheiros. Para o governo, vota em Rui Palmeira se ele for o candidato da oposição.

Coisa velha

A Assembleia Legislativa nunca teve jeito e nem vai ter. Cortar agora privilégios passou a ser um caso rotineiro, mostrando que a Justiça está de olho em muitos espertalhões que por ali aportaram. Quem sofre é o servidor que trabalha e os aposentados, pelas irresponsabilidades de quem comanda a Casa de Tavares Bastos.

Novos voos

O prefeito Gustavo Feijó, de Boca da Mata, passou o cargo ao vice Walter Acioli, certamente para se dedicar à sua campanha à presidência da CBF. Feijó, com chances de chegar lá, amarga um processo por recebimento de valores indevidos para sua campanha a prefeito por aquela mesma instituição.

Reeleição

O deputado Arthur Lira é um dos poucos que tem uma reeleição garantida na Câmara Federal, a exemplo de Maurício Quintella e Marx Beltrão, se também fossem candidatos, mas que agora postulam o Senado. Lira notabilizou-se por ajudar, com seu prestígio em Brasília, dezenas de municípios alagoanos, tanto na área da saúde, como em infraestrutura através da Codevasf.

Pronto para a função

O vice Marcelo Palmeira, que assumiu interinamente a Prefeitura de Maceió, está pronto política e administrativamente para assumir os destinos do município caso Rui Palmeira seja mesmo candidato ao governo do Estado. Palmeira amadureceu no cargo, acompanhou todas as obras da prefeitura nos últimos anos e manteve um relacionamento de alto nível com o prefeito Rui Palmeira.

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