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14 de Novembro de 2018

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Edição nº 960 / 2018

26/02/2018 - 17:55:32

Eleições terão ‘chapa dos sonhos’ e revoada tucana em Alagoas

Briga pelo Governo divide Renan Filho e Rui Palmeira; prefeito de Traipu deixa PSDB

Odilon Rios Especial para o EXTRA

Apesar dos partidos terem até o dia 7 de abril para apresentarem seus nomes na disputa eleitoral deste ano, o quadro alagoano e nacional está praticamente definido. Em Alagoas, os dois principais candidatos que polarizam as urnas serão o governador Renan Filho (MDB) na disputa pela reeleição e o prefeito Rui Palmeira (PSDB).

O prefeito de Traipu, Eduardo Tavares, ainda filiado ao PSDB, anunciou esta semana sua saída do ninho tucano e seu apoio à reeleição de Renan Filho.

Semana passada, o ex-governador Teotonio Vilela Filho desistiu de sair ao Senado e anunciou sua “chapa dos sonhos”: Rui na disputa ao governo e o deputado estadual Rodrigo Cunha ao Senado.

Se o sonho sair da cabeça, o deputado federal Pedro Vilela, do PSDB, segue como prioridade do partido na disputa pela reeleição, garantindo a “cota Vilela” na capital federal.

Heloísa Helena (Rede) está na disputa pela vaga de deputada federal. Precisa de 150 mil votos para chegar a Brasília além de articular a eleição de Marina Silva (Rede) na corrida presidencial.

Outros nomes surgem a deputado federal: o advogado Richard Manso, anunciado esta semana pelo Podemos; o juiz Marcelo Tadeu, cotado para entrar no PDT; o secretário municipal de Saúde e presidente estadual do DEM, José Thomáz Nonô.

Na Assembleia Legislativa, o defensor público Othoniel Pinheiro anunciou sua pré-candidatura pelo PT. No dia 1 de março fará um evento maior, em forma de palestra, para expor suas ideias.

O senador Fernando Collor (PTC) também está na disputa, só que pedindo votos. Sonha em ver o filho, Arnon Neto, na Câmara Federal; o sobrinho, Fernando Lyra, pode ser candidato a federal ou estadual. Ele também se filiou ao PTC. A ex-prefeita Célia Rocha vai às ruas em busca de uma vaga à Assembleia Legislativa.

O senador Renan Calheiros (PMDB) projeta o filho reeleito e um dos Calheiros na Assembleia Legislativa. Pode ser Olavo ou Remi Calheiros, ex-prefeito de Murici. 

O senador Benedito de Lira (PP) deve disputar a reeleição. O filho dele, o deputado federal Arthur Lira (PP), também busca apoio no Governo Michel Temer para permanecer em Brasília, na Câmara. Com a renúncia de Rui Palmeira na disputa ao governo (tem até o dia 7 de abril para oficializar este pedido), o enteado de Biu e vice de Rui, Marcelo Palmeira (PP) será prefeito da capital alagoana até 2020.

Os ministros Marx Beltrão (PMDB, Turismo) e Maurício Quintella (PR, Transportes) também são estimulados por Michel Temer. Disputam, a princípio, lados diferentes. Beltrão quer o Senado e está disposto a mudar para o PSD se sentir indecisão no MDB, cuja estrela é Renan Calheiros; Quintella deve buscar a reeleição para a Câmara Federal.

O PT prioriza a reeleição de Paulão em Brasília. Declarou apoio a Renan Filho.

O PC do B, na base de alianças do Governo, pretende lançar o reitor da Universidade Estadual de Alagoas (Uneal), Jairo Campos, e o presidente do Sindicato dos Professores de Alagoas (Sinpro), Eduardo Vasconcelos. A  ideia é que um dispute uma vaga a federal e outro a estadual. O partido discute se a secretária Estadual de Esportes, Cláudia Petuba, vai buscar uma vaga na Assembleia Legislativa.

O PSB, comandado pelo deputado federal João Henrique Caldas, vai buscar o bis na Câmara.

O procurador-Geral de Justiça, Alfredo Gaspar de Mendonça, ainda sem estar filiado a um partido, pretende disputar o Senado.

Tavares: “Ninho tucano não está sendo acolhedor”

O prefeito de Traipu, Eduardo Tavares, ainda não oficializou sua saída do PSDB.

“Gosto muito do Rui, mas é um paradoxo. Não me sinto à vontade. O ninho tucano não está sendo acolhedor para mim”, explicou.

“Nenhum candidato [à presidência da República] presta. Para mim o Geraldo Alckmin [governador de São Paulo] já passou. Ele é mais do mesmo. Não votarei nulo ou branco. Escolheria o menos ruim. O candidato dos meus sonhos não apareceu. Os homens de bem se afastaram da política. Ciro Gomes [ex-governador do Ceará, ex-ministro] é preparado, mas o temperamento dele é receoso. Hoje, o papel mais importante é o da honestidade. Honestidade é o ponto primordial. O futuro ainda não apareceu”, analisou.

Segundo ele, é hora de o Ministério Público apresentar nomes para as eleições. “Estamos em um tempo em que deputados federais e senadores discutem tirar garantias do Ministério Público. É preciso termos uma bancada que defenda estes direitos”, afirmou.

Tavares acredita que a decisão do Governo Michel Temer, em intervir na segurança pública do Rio de Janeiro, pode não ser bem recebida pelo eleitor.

“Não vejo que o papel do Exército seja a guerrilha urbana. O Exército tem de vigiar as fronteiras. Isso vai dar sensação falsa de segurança ao Rio. É uma medida paliativa que não resolve. Exército não é para trocar tiro com bandido. Acho que o Brasil tem de criar uma política de segurança pública. Talvez tenha agora com o Ministério da Segurança Pública. O governo pratica uma pataquada. Sou contra”.

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