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21 de Setembro de 2018

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Edição nº 959 / 2018

15/02/2018 - 10:26:25

Gabriel Mousinho

Gabriel Mousinho

Pausa política

O Carnaval deste ano com certeza não será como outros, quando a nata política se reunia na Barra de São Miguel para definir o futuro de Alagoas em composições as mais diferentes possíveis. Agora, os verdadeiros protagonistas preferiram fugir do foco com destino ignorado, com alguns poucos se arriscando a andar tranquilamente pelas areias de uma das mais belas praias do Brasil.

Se antes os conchavos políticos eram definidos durante o Carnaval, parece que agora não. O assunto sucessão estadual e candidaturas ao Senado fica para depois. A verdade é que, fora os que já se declararam candidatos, os outros não querem colocar as cartas na mesa. É o caso, por exemplo, do prefeito Rui Palmeira, que só deve mesmo anunciar sua pretensão de disputar o governo no mês de março.

Enquanto os cargos majoritários ganham um tempo, os candidatos às eleições proporcionais estão a todo vapor. Até mesmo neste Carnaval.

Ameaça de Lessa

Depois de idas e vindas, uma candidatura de Ronaldo Lessa ao Senado só tem um problema: prejudicar a reeleição do senador Renan Calheiros. Esta avaliação é feita nos bastidores políticos e, dessa forma, Ronaldo Lessa, que já faz parte do grupo dos Calheiros, pode botar o pé no freio.

Disputa

Com Lessa candidato ao Senado o primeiro voto seria disputado entre ele mesmo e Renan, o que seria um risco para o ex-presidente do Senado que veria um candidato com real possibilidade de ganhar uma vaga nas próximas eleições. A disputa é peso-pesado, com Benedito de Lira e possivelmente Maurício Quintella e Marx Beltrão.

Aliança

O mais provável é que Ronaldo Lessa se alie à ex-vereadora Heloísa Helena, que mostra disposição de disputar uma vaga para deputada federal, mas sem participar do chapão. Já Ronaldo, que está comprometido com o governador Renan Filho, ainda não sabe como vai ficar a possibilidade da montagem de um chapão.

Adiando

O prefeito Rui Palmeira decidiu que não vai se antecipar à legislação eleitoral e anunciar sua candidatura ao governo logo depois do Carnaval. Vai esperar as águas de março, quando então decidirá sobre a questão. Até lá, o grupo do prefeito de Maceió faz avaliação diária da situação política atual.

Revoada

Como a disputa é pesada, existe a possibilidade de uma revoada de deputados estaduais do MDB para outras siglas partidárias. Eles querem se salvar nas eleições, mas garantem estar junto ao projeto de reeleição de Renan Filho.

Vem mais por aí

A crise que se abateu sobre o setor sucroalcooleiro de Alagoas não deve parar por aí. Depois do fechamento da Usina Cachoeira do Meirim, outras estão na linha de tiro. Até agora fecharam Laginha, Uruba, que depois foi reaberta em cooperativa, João de Deus, Terra Nova, Roçadinho, Cansanção de Sinimbu, Santa Maria, em Porto Calvo, Sumaúma e Capricho. O caso é sério.

Área de risco

Ao deflagrar a Operação Pausare, que apura desvio de R$ 6 bilhões do Fundo de Pensão dos Correios, a Polícia Federal está buscando provas até em Alagoas do roubo cinematográfico. Milton Lyra, ex-assessor do então deputado João Lyra, está envolvido até o gogó com as falcatruas. 

Devagar com             o andor

O Tribunal de Contas anunciou o recadastramento de servidores efetivos e comissionados a partir do dia 19 de fevereiro. Mas recomenda-se que não vá todo mundo no mesmo dia para não congestionar os espaços da instituição.

O dinheiro sumiu

Divulgaram na semana passada que a Justiça na Suíça havia bloqueado contas do ex-deputado João Lyra. Fizeram um carnaval danado e meteram até no meio o senador Fernando Collor. Quem convive ou conviveu com João Lyra sabe que o cofre no exterior foi raspado há muito tempo em “operações” realizadas por uma antiga assessora de JL.

Devagar, Alfredo

1O procurador Alfredo Gaspar de Mendonça, que analisa se sairá ou não candidato ao Senado nas próximas eleições, precisa, a partir de agora, ter muito cuidado para não cometer deslizes. Ao tentar desvincular seu nome dos Calheiros e de Fernando Collor, ele tem revelado nos bastidores que nunca recebeu, sequer, votos de feliz aniversário desses profissionais da política. Esta maneira de agir ou decorre da inabilidade política ou de autoconfiança exagerada.

Devagar, Alfredo 

2utra revelação é o discurso de que “prefere ver um milhão de bandidos mortos do que um policial ferido”, o que demonstra imaturidade em época de tanta dificuldade. Como se sabe, Inteligência emocional será a grande arma de qualquer político ou candidato que queira realizar as mudanças sociais necessárias. 

Definido

O eterno chefe da torcida azulina, Zé Emílio, já definiu em quem vai votar em outubro próximo para o Senado: Renan Calheiros e Benedito de Lira sapecou Emílio, que continua privando da amizade de João Lyra.

Enrolados

As coisas tinham esfriado, mas a Procuradoria Geral da República estava de olho na Operação Taturana deflagrado há muitos anos em Alagoas. Os deputados Paulão e Cícero Almeida foram denunciados por haverem contraído empréstimos financeiros e pagos com dinheiro da verba de gabinete, o que eles negam.

Onde há fumaça...

Publicamente não se fala nisso, mas nos bastidores as notícias são de que o relacionamento político entre os Beltrão e os Calheiros não andam nada bom. O ministro Marx Beltrão, entretanto, diz que tudo não passa de fofocas e continua ligado ao senador Renan Calheiros. Será?

Mudando de partido

Na guerra de bastidores se comenta que Marx Beltrão deverá pular do barco do MDB e se filiar ao PSD, partido que ele domina em Alagoas. Por qual razão? A não ser que não se sinta confortável nem confiável no partido onde se encontra.

O bicho vai pegar

As denúncias de que a família Dantas participou de assassinatos em Batalha e de graves irregularidades na Assembleia Legislativa ainda vãoi dar muito que falar. O Ministério Público aguarda mais informações para investigar o caso. A denúncia foi feita por José Márcio Cavalcante de Melo, o “Baixinho Boiadeiro”, filho de “Neguinho Boiadeiro”, assassinado na porta da Câmara naquela cidade.

De fora

O presidente do Detran, Antônio Carlos Gouveia, tirou o corpo da greve dos servidores do órgão. Ele disse e repetiu várias vezes que não tem competência para resolver o problema salarial dos empregados e que o caso não é problema dele. Ah, sim

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