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16 de Agosto de 2018

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Edição nº 959 / 2018

13/02/2018 - 15:00:00

Aplicativos ajudam a recuperar celular roubado no Carnaval

Reportagem do Fantástico faz aumentar procura por apps de rastreamento

Bruno Fernandes Estagiário sob supervisão da Redação
Roubo de celular entre os crimes mais comuns em desfile de blocos; apps ajudam a encontrar aparelho

Qualquer pessoa que teve um celular perdido ou roubado sabe da dor de cabeça que isso provoca, dos temores com a perda da agenda, músicas, fotos, mensagens e detalhes de aplicativos. A melhor solução, simplesmente, é recuperar o aparelho.

Celulares com Android e iPhones (iOS) possuem aplicativos para rastreamento remoto. A função é ideal para essa época de Carnaval, em que casos de perda, roubo ou furto do telefone aumentam consideravelmente. 

A vontade do brasileiro de rastrear aparelhos roubados ou perdidos foi atiçada após uma reportagem exibida no Fantástico, na qual a equipe de reportagem montou uma “isca” em um aparelho celular, feita por um especialista em tecnologia.

O aplicativo passou a mostrar tudo o que acontecia no aparelho, capturando remotamente áudios, vídeos, além de registrar localização, chamadas feitas e recebidas, e até rede wifi na qual o telefone estava conectado. 

Cerberus é o nome do aplicativo utilizado pela equipe de reportagem.  O app voltado a segurança é capaz de monitorar e obter informações de um celular Android roubado ou perdido. A partir de suas funcionalidades, é possível enviar comandos a distância para rastreamento de localização, bloqueio e acesso a imagens durante o uso do dispositivo. Com isso, ele poderá ser recuperado e seus dados pessoais ficarão mais protegidos.

O app, considerado um dos mais completos do mercado é pago: 1 dispositivo: 5€ por ano, 3 dispositivos: 14€ por ano, 5 dispositivos: 22.50€ por ano, 10 dispositivos: 43€ por ano. Na quarta, dia 7, 1 euro estava cotado a R$ 4,024. Esses valores podem ser considerados adequados para o serviço. Entretanto, se você ainda tem dúvidas quanto à sua eficiência, pode testá-lo por até seis dias de modo gratuito.

Para quem não está disposto a pagar um pouco mais pela segurança do dispositivo e prefere investir na festa de momo existem alternativas gratuitas proporcionadas pelo próprio sistema operacional do celular.

Android

Em abril de 2016, o Google lançou uma ferramenta que permite ao usuário encontrar o telefone apenas digitando find my phone (encontre meu telefone, em tradução livre) na busca.

Você precisa usar um navegador que esteja logado na conta do Google à qual seu telefone está ligado. Funciona até se o usuário não tiver ativado ou instalado qualquer coisa no aparelho.

Além de mostrar o lugar onde está o celular em um mapa, o usuário também pode fazer o aparelho tocar no volume máximo para ajudar na busca no caso de ele ter escorregado para trás do sofá ou embaixo da cama, por exemplo.

Em caso de roubo, o dono do aparelho pode ir até o site do Google Device Manager e lá é possível travar o aparelho ou apagar todos os dados contidos nele.

Apple

Os aparelhos da Apple podem ser rastreados exatamente da mesma forma, quando o usuário se loga no iCloud (iCloud.com). Ali será possível ver a ferramenta Find My Phone e também ver todos os outros dispositivos ligados à mesma conta no iCloud. A ferramenta só funciona se você estiver com seu celular logado no iCloud.

Windows Phone

A mesma ferramenta pode ser usada no telefone celular Windows e, novamente, o usuário precisa estar logado na conta com o aparelho celular, senão não vai funcionar. 

Para que todas estas soluções funcionem, o seu telefone precisa estar ligado e conectado à internet.

E atenção: se você estiver passeando e perder seu telefone (ou tiver o aparelho roubado), e a bateria acabar, nenhuma destas ferramentas vai ajudar.

Estatísticas 

Nas ruas de Maceió, é fácil encontrar pessoas distraídas com o celular. É quase impossível não usar o aparelho em ambientes públicos como shows e blocos de carnaval. De acordo com dados da Secretaria de Segurança Pública (SSP), entre janeiro e julho de 2017 foram 11.986 aparelhos roubados em Alagoas. Este número pode ser ainda maior, já que muitas vítimas não fazem o Boletim de Ocorrência (BO). 

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