Acompanhe nas redes sociais:

21 de Setembro de 2018

Outras Edições

Edição nº 957 / 2018

30/01/2018 - 15:53:45

Maceió pede socorro...

ALARI ROMARIZ

Estamos em 2018. O país inteiro vive uma crise sem precedentes. E os problemas básicos das cidades ficam sem solução.

Maceió, capital de Alagoas, é uma cidade sofrida. Os políticos que por aqui passam não cuidam direito dos casos mais sérios: drenagem e o Salgadinho.

As partes baixas de Maceió se transformam em verdadeiras lagoas no período chuvoso: Vila Brejal, Bebedouro e Ponta Grossa sofrem demais.     

Ando sempre pelo Centro e preciso ter cuidado com o esgoto fétido, correndo a céu aberto. Em frente à Biblioteca Pública Estadual, na Praça da Catedral, existe uma caixa de dejetos escorrendo água podre eternamente. O mau cheiro na entrada do prédio público é insuportável. Um cartão de visita negativo num lugar muito procurado por turistas, estudantes e pesquisadores.

Na calçada da Rua Agerson Dantas, esquina com a Rua Senador Mendonça, existe outro caso idêntico ao da Biblioteca Pública. Só para citar esses dois.

O Mercado Público é outro local digno de ser olhado pelas autoridades municipais. Lixo, mau cheiro, esgotos, tudo junto. Os feirantes não são educados para lidar com os restos de carne, peixe, camarão. Tenho vergonha de levar um visitante ao nosso mercado.

Mas o maior problema de Maceió é o Riacho Salgadinho. Há vinte anos ou mais, tudo o que vem do Farol, do Reginaldo, do Feitosa e da Pitanguinha desce pelo riacho e cai na Praia da Avenida da Paz. Nossa mais bela praia, localizada no centro da cidade, virou um reduto de porcarias, carregadas pelas águas do riacho por uma distância de seis quilômetros.

Vários administradores passaram pela capital do estado e nenhum resolveu o problema. Uma prefeita tomou banho na citada praia, tentando mostrar ao povo a solução encontrada. Pura jogada política em vésperas de eleição.

O atual prefeito, reeleito há pouco tempo, nem ameaçou falar no Salgadinho. Já se diz candidato ao governo estadual e deve sair, deixando o óbice crônico de Maceió sem solução.

Encontrei o vice-prefeito, perguntei pelo Salgadinho e ele me disse: “É muito difícil, mas já existem estudos para retirar a longa faixa preta de nossa linda praia”.

Nós conhecemos técnicos especializados no assunto aqui em Alagoas. Não será necessário buscar gente de fora. Sei que o impasse vem lá de cima, por trás do Hospital dos Usineiros, que já foi denunciado por jogar lixo hospitalar no pobre riacho.

A população ribeirinha joga o lixo das casas no Salgadinho. Estou cansada de ver sofás, pneus, geladeiras, colchões, correndo pelas águas, indo desaguar no verde mar de Jaraguá até o centro.

Impossível que as autoridades não vejam a mesma coisa. Quem desce do Farol para praia passa pelo local com cheiro ruim. Quem vem da Ponta Verde para o centro, passa pela Avenida da Paz, observa a sujeira e um longo volume de águas escuras entrando no mar.

No período inteiro das eleições passadas cobrei dos candidatos uma solução para o Salgadinho. Ninguém respondia. Todos fizeram “ouvidos de mercador”. E tudo continua com antes. 

Nesses vinte anos, nenhum prefeito tirou o festival de urubus da praia mais bonita e mais central da cidade! Entretanto verbas chegaram. E grandes.

O outro problema crônico de Maceió era o Lixão, mas graças a Deus foi resolvido. Ouvi promessas de que no local surgiria um lindo parque. Até hoje não apareceu nada!

Rui Palmeira está no segundo mandato. Não foi dos piores. Fez alguma coisa. Mas não me parece interessado em drenar Maceió e despoluir o Salgadinho e a Praia da Avenida da Paz. Se for candidato ao governo do Estado, deve deixar o cargo em 60 ou 90 dias e não terá tempo para realizar as obras. Se ficar, teremos uma leve esperança para que o Salgadinho volte a respirar.

Enquanto isso, Maceió chora e pede socorro!!!

Comentários

Curta no Facebook

Siga no Twitter

Jornal Extra nas redes sociais:
2i9multiagencia