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18 de Setembro de 2018

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Edição nº 957 / 2018

30/01/2018 - 15:53:19

Surgiu um fato novo, diria novíssimo

JORGE MORAIS

No artigo da edição passada escrevi sobre as eleições para presidente da República, quando, em uma rápida análise, comentei as possibilidades de pretensos candidatos, entre eles, o desempregado Luiz Inácio Lula da Silva; o deputado federal Jair Bolsonaro; o governador de São Paulo Geraldo Alckmin; os desempregados políticos Ciro Gomes e Marina da Silva, incluo, ainda, o senador Álvaro Dias; e meia dúzia de chamados “poca urna” de todas as eleições. Nesse grupo aí tem gente de toda espécie.

Tem aqueles envolvidos em esquemas financeiros com empreiteiras - como é o caso do Lula, condenado a 9 anos e 6 meses - pelos desvios de recursos da Petrobras, Caixa Econômica, BNDES e outras instituições, e tem, também, quem nunca sofreu qualquer tipo de acusação, como o senador Álvaro Dias, Ciro e Marina. Mesmo assim, o eleitor continua carente de novas opções. Ouvi muito esse comentário nas ruas. Votar em quem para presidente? Como diz o comentarista esportivo Marlon Araújo, da Pajuçara FM: “o velho continua velho”.

Eis que, para a surpresa de muita gente, o ex-presidente do Brasil e senador da República, Fernando Collor de Mello, anunciou a sua pré-candidatura, em solenidade na cidade de Arapiraca, no lançamento do Partido Trabalhista Cristão (PTC) na cidade, comandado no estado de Alagoas pela ex-prefeita e candidata a deputada estadual Célia Rocha. Collor, é a maior expressão nacional do pequeno PTC, legenda que substituiu ao antigo PRN, pelo qual o senador alagoano se elegeu presidente em 1991.

Fernando Collor, como senador do Brasil, é presidente da Comissão de Relações Exteriores, uma das mais atuantes e importantes comissões do Senado da República, onde desempenha um papel fundamental pelo fato de ter sido presidente do Brasil e conhecer, provavelmente, mais do que ninguém, o papel que precisa ser desempenhado à frente desta comissão. Pois bem: Collor é pré-candidato a presidente da República. Se ele combinou isso com a alta cúpula do partido, não tenho como afirmar, mas que pegou todo mundo de surpresa, não tenho dúvida disso.

E o senador, acostumado a trabalhar em silêncio e deixar muita coisa para última hora, como fez em um passado recente, surpreendeu não só com o anúncio da sua pré-candidatura, como ainda lançou o filho, Arnon de Mello, candidato a deputado federal, numa dobradinha com Célia Rocha para estadual, uma maneira encontrada para fortalecer o PTC em Alagoas. Esse fato é interessante depois da mudança na regra eleitoral, quando o partido para existir em suas bases precisa fazer, pelo menos, um deputado federal.

E agora, depois dessa, como fica o cenário nacional? O que muda nas eleições presidenciais desse ano com a candidatura de Fernando Collor? Inocentado das denúncias que o levaram a renunciar e passar alguns anos inelegível - por causa da Casa da Dinda e de um Fiat Elba -, Collor pretende voltar para dar continuidade ao que iniciou e não terminou. Pelo menos é isso o que as pessoas mais próximas andam dizendo. O único temor que tem o eleitor brasileiro - e ele não esquece - é o confisco do dinheiro da poupança e o que as empresas tinham em bancos. Olhando direitinho, tudo isso acho muito pequeno para o que esses caras vem roubando no Brasil. Já andam dizendo por ai: Collor Neles!. 

EM TEMPO: este artigo foi fechado antes do final do julgamento do Lula.

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