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19 de Setembro de 2018

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Edição nº 957 / 2018

30/01/2018 - 15:46:44

Obras em hospitais alagoanos contribuem na geração de novos empregos

cerca de 600 trabalhadores estarão envolvidos na construção das novas unidades de saúde

Texto de Keila Oliveira Fotos - Myllena Diniz
Hospital Regional do Norte beneficiará mais de 160 mil pessoas

Apesar das demissões no setor da construção civil registradas nos últimos anos, em todo o Brasil, devido à recessão econômica, as obras públicas estruturantes em Alagoas têm favorecido a demanda existente no segmento e colaborado com a geração de novos empregos no Estado. É o caso das construções dos Hospitais Metropolitano, da Mulher e Regional do Norte, conduzidas pelo governo estadual, que atualmente empregam mais de 300 trabalhadores diretos – número que tende a dobrar em 2018.

 De acordo com o presidente do Sindicato da Indústria da Construção do Estado de Alagoas (Sinduscon), Alfredo Brêda, as contratações refletem a melhora do setor, esperada após a crise que atingiu o mercado desde meados de 2014. Brêda afirma que, atualmente, em Alagoas, existem cerca de 50 mil empregados diretos e indiretos em obras públicas e privadas, número alto se levar em consideração o alto índice de demissões acarretados quatro anos atrás.

 “O setor da construção civil é o terceiro que mais emprega no País e, dependendo do local, chega a ser o segundo. Após a crise, tivemos muitas demissões em nível nacional, mas a previsão é de que, até o segundo semestre deste ano, haja um equilíbrio nas contratações em Alagoas. Por isso, é muito importante o apoio que o Estado tem dado com as obras estruturantes que estão em andamento”, destaca o presidente.

 Segundo Brêda, o estímulo do Estado já apresenta resultados expressivos. “Hoje, essas obras estruturantes representam cerca de 50% do setor em Alagoas, o que contribui, significativamente, com as contratações e, consequentemente, com a movimentação do setor, além das demais áreas que são beneficiadas”, pontua.

 O cenário tem feito a diferença e gerado oportunidades para centenas de famílias, como a do servente de pedreiro André Gomes, há cinco meses no quadro funcional das obras do Hospital da Mulher, em Maceió.

 “Antes, eu estava trabalhando com um amigo na área da segurança, mas nada formal. Sou servente de pedreiro há mais de cinco anos e conseguir emprego na área não estava sendo muito fácil. Foi aí que meu amigo me indicou as obras do hospital, eu trouxe meu currículo e fui aceito, graças a Deus! Estou aqui há cinco meses e me sinto muito feliz por fazer parte da construção de algo que vai ajudar tantas pessoas”, declarou o operário.

 Para o secretário de Estado da Infraestrutura de Alagoas, Humberto Carvalho, a construção dos equipamentos de saúde tem um impacto ainda maior na geração de emprego e renda, já que ultrapassa os limites da construção civil.

 “Alagoas vem dando uma resposta e suprindo parte da demanda da construção civil, criando oportunidades de emprego para serventes, pedreiros, engenheiros, arquitetos, enfim, a classe como um todo. E é muito importante seguirmos com o cronograma proposto para a construção dos equipamentos, pois eles não só têm beneficiado os trabalhadores nas obras como trarão novas oportunidades para os profissionais da saúde, que serão contratados para os hospitais.”, destacou o secretário.

 Na última visita ao Hospital da Mulher, neste mês, o governador Renan Filho destacou a importância dessas obras para os trabalhadores. “Construir hospitais é, antes de tudo, gerar oportunidade de trabalho para quem é do âmbito da construção civil. Só no Hospital da Mulher, temos 110 funcionários e a previsão é que, nos próximos dias, o quadro aumente para 150; no Metropolitano, há mais de 150 trabalhadores, e iremos contratar mais, chegando a, aproximadamente, 350 pessoas, construindo o que é o maior investimento em saúde na história de Alagoas”, afirmou o governador.

Investimentos 

históricos

 Com 68% dos serviços concluídos, o Hospital da Mulher, localizado no bairro do Poço, em Maceió, é dedicado, exclusivamente, ao atendimento da mulher alagoana. Orçado em R$ 24 milhões, o hospital contará com 127 leitos, divididos em Enfermarias, Centro de Parto Normal, Unidades de Cuidados Intermediários (UCI) e Consultório de Odontologia, com capacidade para 1,5 mil atendimentos mensais. A previsão de entrega é para junho deste ano.

 Outro em andamento é o Hospital Metropolitano, o maior equipamento público de saúde da história de Alagoas. Situado às margens da Avenida Menino Marcelo, na Cidade Universitária, em Maceió, quando concluído, ocupará um terreno de mais de 57 mil m² e beneficiará, principalmente, a capital alagoana, em especial os bairros da parte alta e os municípios da Zona da Mata. O investimento ultrapassa a marca dos R$ 64 milhões, com recursos oriundos do Fundo Estadual de Combate e Erradicação da Pobreza (Fecoep) e de emendas parlamentares.

 Com investimentos de mais de R$ 29milhões, também do Fecoep, o Hospital Regional do Norte deverá ofertar 113 leitos, distribuídos em Maternidade, Pediatria, Cirurgia e Clínica Médica. Serão mais de 160 mil beneficiados, nos municípios de Jacuípe, Japaratinga, Maragogi, Matriz do Camaragibe, Passo do Camaragibe, Porto Calvo, Porto de Pedras, São Luiz do Quitunde e São Miguel dos Milagres.

Mais de 10 mil 

contratações

No dia 29 de janeiro, o Estado promove a licitação para o Hospital Regional do Alto Sertão, em Delmiro Gouveia, e o Hospital Regional da Mata, que será erguido em União dos Palmares. Depois de concluídos, juntos, os cincos hospitais públicos irão gerar cerca de 10 mil novos postos de trabalhos diretos apenas na área da Saúde em Alagoas.

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