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20 de Novembro de 2018

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Edição nº 957 / 2018

27/01/2018 - 07:35:34

Reforma da Previdência pode levar brasileiros a desistirem de ter filhos

Maria Salésia com assessoria
Foto: Divulgação

Os argumentos de quem é contra ou a favor da Reforma da Previdência do governo Temer são os mais variados e à medida que se aproxima de sua votação os ânimos ficam mais acirrados. Apesar de parecer que a opinião pública é o que menos importa, pesquisa realizada em todo o País aponta que  58% dos brasileiros a consideram desnecessária e 57% vão alterar seus planos de ter filhos. Se levado em consideração o ranking de apoio por estado, Alagoas ocupa a 16ª posição. Outro dado significativo em relação à Terra dos Marechais é que se a reforma for aprovada nos termos propostos, cerca de 60% dos alagoanos vão mudar o planejamento familiar.

O resultado faz parte de uma pesquisa feita pelo Trocando Fraldas, portal especializado em maternidade. De acordo o levantamento, a maioria da população espera consequências negativas, as gerações mais novas sofrerão mais, os jovens vão ter filhos mais tarde e os casais vão ter menos filhos. Três de cada cinco pessoas acreditam que a reforma terá impacto negativo nelas. Mais da metade considera a geração dos seus filhos a mais prejudicada.

O imbróglio é visível. Para se ter uma ideia, o desejo de alteração de planejamento familiar no passado atinge mais da metade dos estados do Norte e Nordeste que teria mudado seus planos de ter filhos, entre eles Alagoas. No total, 48% dos brasileiros teriam mudado seu planejamento familiar se soubessem antes de que a reforma iria acontecer. 

Outra constatação é que caso seja aprovada, haverá impactos comportamentais porque pode ser preciso trabalhar mais para garantir a aposentadoria. E ainda refletir diretamente no planejamento familiar, pois talvez as famílias priorizem trabalho sobre ter filhos. E foi em busca dessas respostas que o portal ouviu mais de 16.000 usuários, em sua maioria mulheres (15.000), em todo Brasil entre os dias 5 e 16 de janeiro por meio de um questionário. Os participantes o preencheram de forma espontânea, indicando também sua faixa de idade, seu sexo e seu local de moradia para possibilitar comparações entre regiões e estados.

Vale ressaltar que há diferenças entre as faixas etárias, sendo a reprovação maior nas faixas entre 25 e 34 anos e principalmente aqueles que não querem mais filhos. Já a faixa provavelmente menos afetada pela reforma, acima de 50 anos, possui o maior índice de reprovação. De todas as regiões, a Norte é a que o apoio à reforma é considerado maior com 45%. O Nordeste, no entanto, tem a menor taxa de aprovação de 36%. Outro dado apontado é que em Rondônia, Santa Catarina e no Amapá quase metade da população apoia a reforma enquanto menos de um terço no Rio Grande do Norte, Distrito Federal e na Paraíba querem a mudança.

O levantamento mostra ainda que em Florianópolis a aprovação chega a 64% seguido por Porto Velho com 58% e em Teresina, Curitiba, Cuiabá e São Paulo ainda tem mais gente a favor do que contra. Capitais nordestinas como Aracajú (32%), João Pessoa, Recife e Salvador (todos 36%) oferecem o menor apoio.

Vale ressaltar que enquanto os mais jovens e as faixas acima de 45 anos temem menos consequência negativas, o medo é maior para a população entre 30 e 39 com dois terços. Relativamente aos homens, 9% mais mulheres relatam impactos negativos pela reforma que pode ser atribuído ao menor prazo possível de contribuição quando têm filhos. No entanto, a divergência entre pessoas com e sem filhos também é considerável, com 6% levando à mesma conclusão da falta de possibilidade de contribuição com o INSS.

Na Região Nordeste, o temor por consequências não desejadas é maior com 64% e menor na região Norte com 56%. Sergipe, Tocantins e Rio Grande do Norte lideram o ranking do medo com mais de 70%, enquanto apenas 44% no Acre e 5 em cada 9 pessoas em Rondônia, Amazonas e Mato Grosso compartilham esse sentimento. Três quartos dos moradores de Aracajú e Natal avaliam que a reforma não seja vantajosa para eles seguidos por Palmas, Salvador e Brasília com mais de 70%. 

Muitas águas ainda vão rolar até o final da tão propagada Reforma da Previdência. Mas caso seja aprovada, as capitais mais impactadas serão São Luís e Rio Branco com 7 a cada 10 trabalhadores, seguidos por Salvador, Natal e João Pessoa com 63%. 

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