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26 de Setembro de 2018

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Edição nº 956 / 2018

20/01/2018 - 08:25:17

Usuário desaprova nova tarifa de ônibus e qualidade dos serviços

Vera Alves [email protected]
Foto: Bruno Fernandes

Desde a divulgação de que as empresas do transporte urbano de Maceió querem um aumento de 15% na tarifa cobrada aos usuários, se avolumaram nas redes sociais as queixas sobre o serviço prestado na capital alagoana. O EXTRA ouviu o maceioense ao longo da última semana para entender por que pagar R$ 4,02 pela passagem – como pedem as empresas – lhe parece tão desproporcional perante o que recebe em termos de comodidade.

As queixas ouvidas e os registros feitos pela equipe de reportagem do semanário mostram que os problemas enfrentados pelo usuário do transporte coletivo de Maceió não se restringem ao valor da tarifa ou à superlotação dos coletivos. Vão desde carros em péssimas condições ao mau comportamento de motoristas em situações que levaram várias pessoas a se acidentarem no interior dos ônibus.

Idosos e portadores de deficiência são os mais queixosos. Os primeiros afetados pela retirada dos assentos especiais antes instalados na dianteira dos ônibus e os cadeirantes pela forma grosseira com que ainda são tratados por alguns profissionais. 

De uma forma geral, há um sentimento de frustração em relação à licitação do transporte urbano, cujo resultado foi divulgado em novembro de 2015 e que teve os contratos assinados com as empresas no final de dezembro do mesmo ano. 

Para a licitação, a Prefeitura levou em conta a pesquisa Origem-Destino realizada em 2014 e cujos dados foram anexados ao edital da concorrência. Pelo levantamento, o “sistema de transporte coletivo municipal transportou uma média de 325 mil passageiros no dia útil em outubro de 2014 e 93 milhões de passageiros no ano de 2014 sendo os usuários caracterizados por 83,7% de pagantes, 10,4% de estudantes e 5,9% de gratuidades”.

Isto significa que naquele ano 7,750 milhões de pessoas eram transportadas mensalmente pelo sistema na capital, sendo 6.486.750 pagantes. Em novembro do ano passado, o Sindicato das Empresas de Transporte Urbanos de Passageiros de Maceió (Sinturb) fez chegar à imprensa a informação de que houvera em 2016 uma perda de mais de meio milhão de passageiros para o transporte clandestino, lotações e táxi. 

De acordo com o sindicato das empresas, que contabilizou apenas os passageiros pagantes, 2016 fechou com a média mensal de 6.439.737 passageiros transportados – 77,2 milhões no ano – contra os 6.986.300 de 2014: redução de 546.563 passageiros por mês.

Na semana passada, em coletiva na qual confirmou estar pedindo um reajuste de quase 15% na passagem, o Sinturb afirmou que 12% são atrelados à perda de passageiros para integração temporal e a concorrência do transporte clandestino, mototáxis, táxis e complementar. Os outros 3% se referem ao reajuste tarifário previsto na licitação. 

As empresas também destacaram o reajuste do diesel

De acordo com a Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito - SMTT, hoje são realizadas diariamente 4.275 viagens pela frota de 683 ônibus da capital, estando disponíveis para os usuários 1.515 pontos de parada dos coletivos.

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