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22 de Novembro de 2018

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Edição nº 956 / 2018

21/01/2018 - 08:32:08

População quer saber onde funciona a antiga DRT

Maria Salésia [email protected]
Prédio-sede da Superintendência continua abandonado

O prédio-sede da Superintendência Regional de Trabalho e Emprego (SRTE/AL), a antiga DRT (Delegacia Regional do Trabalho), localizado na Rua do Livramento, no Centro de Maceió, foi interditado em julho de 2017 e desde aquela data as pessoas que precisam do serviço do órgão ficam sem saber onde encontrar. Um comunicado exposto no local informa que “os serviços de Carteira do Trabalho e Seguro desemprego e atividades correlatas funcionam na Central JÁ, localizado no Maceió Shopping, em Mangabeiras”. Mas as letras pequenas e as grades dificultam a leitura. 

Enquanto o EXTRA registrava o abandono em que se encontra a antiga sede, o segurança Claudionor Pereira da Silva se dirigiu ao local em busca do CNPJ da empresa em que trabalhou para dar entrada no benefício do Fundo de Garantia, mas encontrou apenas a porta fechada com cadeado já tomado pela ferrugem. Com um papel escrito “CAGED-Ministério do Trabalho (assinado)”, ele reclamou que foi a “atendente” da Caixa Econômica quem o mandou procurar o Ministério. Atordoado e sem saber a quem recorrer, reclamou da falta de informação e da via-crúcis que teria que iniciar. Por sorte, acompanhou a equipe até a nova sede e resolveu o problema. Ao sair, agradeceu com um largo sorriso e um “Obrigado, consegui”.

Mesma sorte não teve outro trabalhador que não quis se identificar. Ele reclamava na recepção do 7º andar do Edifício Walmap de que estava sendo manipulado, mandado de um lado para outro, apenas para resolver a pendência de seguro desemprego com ordem judicial. “Já fui à Caixa (Econômica) cinco vezes para dar entrada, mas quando vou sacar o dinheiro volta para o sistema. Vai terminar o prazo e não consigo resolver”, reclamou. Ao ser orientado para procurar outro local, o trabalhador retrucou com “Aí já é outra briga”. Ele disse que resta apenas R$ 79,00 em sua conta e mesmo assim acontece o impasse. “O resto é prejuízo, tempo perdido.”

Os trabalhos da Superintendência foram divididos em dois endereços. O do JÁ Mangabeira, fruto de convênio com a Secretaria de Estado do Planejamento, Gestão e Patrimônio (Seplag),  e os demais serviços como protocolo, o setor que agiliza a entrada nas categorias profissionais que precisam de registro, setor de fiscalização, de homologação e rescisão de contrato de trabalho, plantão fiscal e departamento pessoal estão funcionando no 6º e 7º andar do Edifício Walmap, em frente a antiga sede, onde ocupa 22 salas. Como o prédio faz parte do patrimônio da União, foi firmada parceria e o órgão custeia apenas R$ 6.400 por mês pelo condomínio. 

Segundo o superintendente da SRTE em Alagoas, Antônio Carlos de Almeida Barbosa, o atendimento continua o mesmo, apenas dividido em dois endereços por falta de recursos para recuperar a antiga sede ou alugar um espaço para acomodar todos os serviços. “Recorremos a convênios e parcerias porque não tivemos outra alternativa, mas a prestação dos serviços para melhor servir a população não mudou”, garantiu Barbosa. 

INTERDIÇÃO

Em 11 de julho de 2017 o Corpo de Bombeiros e o Serviço de Engenharia do Estado de Alagoas (Serveal) interditaram o prédio-sede da SRTE por apresentar falhas graves na estrutura física. Entre os problemas estão mofo, possibilidade de incêndios, ausência de hidrante e reserva água para contar fogo. Embora a interdição só tenha acontecido no ano passado, há cerca de oito anos o então superintendente teria solicitado um novo prédio ao Ministério do Trabalho, em Brasília. O pedido continua engavetado e sem previsão de ser atendido. Enquanto isso, o prédio sede continua fechado e sem previsão para reforma. Apenas o vigia permanece na área para evitar depredação e outros atos de vandalismo.

Vale ressaltar que o advogado Antônio Carlos de Almeida Barbosa, primo do deputado estadual Antônio Albuquerque, foi nomeado para o cargo dois dias depois da interdição da sede.  Apesar de achar que o ideal seria de que não houvesse essa divisão nos locais de atendimento, o superintendente disse que não há previsão para uma nova sede para o órgão.

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