Acompanhe nas redes sociais:

25 de Setembro de 2018

Outras Edições

Edição nº 955 / 2018

16/01/2018 - 11:28:21

Economia: Feliz 2021 ou 2022!

ELIAS FRAGOSO

Época de projeções econômicas para 2018. No início de 2017 dizíamos aqui que o ano seria de crescimento no modelo “voo de galinha” curto e baixo. Foi o que acorreu, embora vários índices tenham melhorado incontestavelmente. Também pudera, depois de dois anos de uma brutal recessão decorrência dos equívocos econômicos dos governos petistas, não podia dar outra.

De positivo, 2017 ficará marcado com o ponto de inflexão da economia, por isso entendemos que 2018 (assim como 2019) serão anos de transição rumo à retomada consistente do crescimento. Neste ano, o PIB deverá retomar sua taxa histórica em torno de 2,5%, a inflação ficará na casa dos 3,7% (abaixo da meta de 4,5%), a taxa de câmbio continuará a ser depreciada (é bom para as exportações – que, aliás, foi recorde em 2017), a SELIC (a taxa básica de juros) deverá orbitar em 6 % embora haja espaço para chegarmos até 5,5%, o que facilitaria o aumento do consumo (não acontecerá. A precificação dos juros no Brasil é quase monopolista, está concentrada em apenas 4 bancos) mas tendo como contrapartida, menor interesse do capital externo em aportar por estas paragens. 

No front do desemprego se projeta pequeno avanço (teremos que nos acostumar com um novo – e mais alto -  patamar para esta taxa. Mas isso é assunto para outro artigo), assim como no nível de endividamento das pessoas.  Em termos de investimentos e poupança, irmãos siameses, regrediremos à menor taxa dos últimos anos dificultando enormemente o financiamento das empresas (que competem com o governo na captação de recursos) que, aliados à nossa histórica baixa produtividade, impedem que a economia cresça a taxas maiores nos curto e médio prazos.

A reforma trabalhista (meia boca), a aprovação do teto de gastos (que somente será efetivo se o governo sair da lona. Se não, será descumprida) e a tentativa de reforma da previdência, dentre outras medidas reformistas, não deixam de ser um passo à frente se comparados com o trágico e incompetente governo anterior. O país de fato precisa delas, como da reforma fiscal e da reforma política que, certamente ficarão para o próximo governo (que terá que rever e aprofundar as reformas trabalhista e da previdência).

Mais do mesmo, se dirá. Primeiramente é preciso dizer que o “rombo” provocado nas finanças governamentais literalmente quebrou todos, isso mesmo, sublinhado, todos os órgãos governamentais e intragovernamentais deste país. Em segundo lugar, é preciso que se entenda que ajustar os rumos da economia levará tempo, já que a desconstrução foi muito grande. Governo quebrado, situação fiscal quase insustentável, o setor real da economia – as empresas privadas -  endividado, com faturamento em queda ou neutro e sem espaço para captar recursos para investimentos, também são causas reais para a retomada mais lenta.

Mas, não podemos desconsiderar o fator político. Acossado por todos os lados, o presidente da república e seu grupo de ministros e políticos ameaçados pela Lava Jato e nossas “excrescências congressuais”, a postos para se aproveitarem de sua fraqueza e tibieza e pilhar ainda mais os cofres públicos, são certamente, fator de instabilidade para o mapa econômico de 2018.

A economia parou de cair, mas não está crescendo satisfatoriamente. As eleições de 2018 podem ser fator de desestabilização econômica. A transferência para o novo governo da responsabilidade de concluir as reformas, certamente acarretará mudança no calendário da estabilização. De 2020 para 2021 ou 2022.

Temos um longo caminho pela frente antes de nos livrarmos em definitivo da aventura petista-peemedebista. E isso depende, claro, das escolhas que fizermos nas eleições que aproximam. 

Comentários

Curta no Facebook

Siga no Twitter

Jornal Extra nas redes sociais:
2i9multiagencia