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24 de Setembro de 2018

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Edição nº 955 / 2018

16/01/2018 - 11:12:37

Jorge Oliveira

Intelectuais de botequim do Rio apoiam corrupção

Jorge Oliveira

Barra de São Miguel, AL – Um grupo de intelectuais e artistas de botequim do Rio de Janeiro, que durante muito tempo mamou nas tetas da Lei Rouanet, junta-se agora para apoiar a corrupção promovendo reuniões para protestar contra a revisão da condenação do Lula em Porto Alegre, no dia 24. Como era de se esperar, uma manifestação como esta só poderia ocorrer no Rio onde o Lula e a sua turma ajudaram Cabral & companhia a chegarem ao poder com os votos desses exóticos eruditos. Os petistas, que organizam o manifesto tendo à frente o sociólogo Emir Sader e a deputada Benedita da Silva, escolheram teatros símbolos da resistência à ditadura para se insurgir contra os desembargadores que vão analisar a sentença do capo di tutti capi.

É lamentável que essa turma profane locais que antes serviram de palco da luta contra os militares, onde se apresentavam artistas em shows beneficentes para bancar a divulgação de manifestos – muitos rodados até em mimeógrafos - para ajudar o movimento contra o regime. Agora, esses símbolos da liberdade servem de palanque para os militantes petistas que defendem a maior organização criminosa da história do país. Esses senhores e senhoras, que se rotulam de intelectuais e artistas de vanguarda, reivindicam a volta da dupla Lula/Dilma que quebrou o país e dilapidou o patrimônio público.

Muitos deles já figuram nas páginas policiais da Lava Jato e outros foram presos por fraudar incentivo fiscal da Lei Rouanet. Lembro que alguns estiveram numa manifestação contra o deputado Roberto Freire, presidente do PPS, então ministro da Cultura. Queriam pressioná-lo a não investigar as mutretas do desvio de verba dos projetos da Lei Rouanet. Receberam o troco à altura, botaram o rabinho entre as pernas e desapareceram da solenidade para onde tinham ido numa ação solidária para evitar o prosseguimento dos processos que corriam no MInC. 

Os pseudointelectuais cariocas são os mesmos que nas últimas décadas apoiaram a dobradinha PT/PMDB no Rio. Estiveram à frente das campanhas de Sérgio Cabral e Pezão porque, adeptos do fanatismo lulista, seguiam a orientação do seu guru. São responsáveis, portanto, pela falência econômica do Rio e cúmplices do martírio de milhares de servidores públicos que não recebem salários há mais de um ano. Alheios a esse espetáculo do flagelo humano, eles agora anunciam apoio incondicional a Lula e a sua quadrilha, pois consideram que o capo é inocente e que a justiça o persegue para tirá-lo da disputa presidencial. 

O fanatismo não os deixa ver o mais óbvio dos óbvios: Lula é o mentor da organização, condenado a mais de 9 anos de prisão, com mais cinco processos nas costas. Não enxergam a gorda conta bancária do seu guru e todas as evidências de que ele e a sua trupe foram responsáveis pela maior recessão econômica do país com mais de 14 milhões de desempregados. Não veem que os presídios estão lotados de petistas, comprovadamente ladrões, responsáveis pela bancarrota da Petrobras até então uma das empresas mais importantes do mundo. Ainda falam em golpe, quando todos sabem que a Dilma faliu o país na administração mais desastrada desde o advento da República. 

Orelha

Intelectuais de orelhas de livros, arrotam sabedoria e conhecimento porque se autointitulam formuladores da inteligência brasileira. Destrambelhados, permanecem na esquerda por vício ou por falta de conhecimento de que o mundo mudou. Não raciocinam em defesa dos pobres, porque deles querem distância. São incapazes de se revoltarem contra a fome, o desemprego, e as injustiças sociais no Brasil, pois essas coisas não dão manchetes e nem alimentam o ego desses pensadores tupiniquins. E, finalmente, têm horror a se juntar ao povão para preservar o status quo. Por isso, as manifestações acontecem sempre à beira-mar na Zona Sul carioca. 

Aético

O show que eles estão promovendo para pressionar o Tribunal de Justiça de Porto Alegre nada mais é do que um espetáculo mambembe da esquerda festiva para atrair novos adesistas a uma causa falsa, podre, imoral e aética. O papelucho que vai emergir desse encontro dos pensadores da humanidade não vale nada. O que vale, na verdade, é o que está escrito nos autos. E o que está lá, apurado em criteriosa investigação, é que o Lula organizou a maior corja de corruptos do país e por esses atos criminosos será julgado mais uma vez. 

Sem critério 

A essa altura você também deve estar se perguntando: que bagunça é essa, gente? Que país é esse? Ai, eu respondo: é a nossa republiqueta de bananas, conforme-se. Primeiro foi a nomeação do ministro das Cidades, o deputado Alexandre Baldy, de Goiás, envolvido com o bicheiro Carlinhos Cachoeira, a quem o contraventor chamava de “menino de ouro”. Agora é a deputada Cristiane Brasil no Ministério do Trabalho. Ela é filha do delator Roberto Jefferson, ex-presidiário, que ajudou a afundar o PT ao denunciar a cúpula do mensalão. Não seria exagero dizer aqui que a republiqueta também é a Casa de Noca. 

Fisiologismo

É triste, mas é a realidade: o padrão Temer de qualidade só é comparado ao de Dilma, a presidente lunática. Não se exige de seus ministros para nomeá-los nenhuma qualificação profissional. Basta apenas que ele seja de um partido aliado e fiel ao governo. A senhora que hoje chega ao Ministério do Trabalho está envolvida na Lava Jato e na podridão dos irmãos Batista, da JBS. Quanto ao pai, dispensam-se comentários. Ao se emocionar com a nomeação da filha, Roberto Jefferson disse que o ato de Temer limpa o nome da família, como se isso apagasse da memória dos brasileiros todo os seus malfeitos ao longo da sua carreira política. 

Reeducandos

O Palácio do Planalto deixou de ser o local de despacho do presidente para se transformar numa casa de reeducandos. Lá dentro já estão Moreira Franco e Eliseu Padilha, dois ministros da cozinha de Temer envolvidos na Lava Jato. O próprio presidente já responde por crimes de corrupção. Portanto, encher os ministérios de gente envolvida em corrupção parece ser uma coisa muito natural desse governo. 

Déspota

Como um déspota, do alto da poltrona, Temer decide o que é bom para o país ou para si próprio. Bastou a economia apresentar sinal de sobrevivência para ele agir como um chefete de uma republiqueta. Já tentou, com uma canetada, mudar a legislação do trabalho escravo no Brasil, liberar uma área de preservação ambiental na Amazônia para mineração, ajudar amigos presos com indulto natalino e continua, desavergonhadamente, liberando bilhões de reais em emendas para se sustentar no cargo ou aprovar as suas reformas. 

Respeito

Como se não existissem outros poderes da República, Temer age ignorando as leis. Por isso, suas ações descabidas e sem respaldo constitucional têm sido derrubadas no Supremo Tribunal Federal. É lamentável, pois como ex-deputado e jurista ele deveria respeitar a constituição pela experiência no parlamento, onde foi três vezes presidente da Câmara, e como professor de direito constitucional. Mas na presidência tem deixado que assessores despreparados governem por ele, daí as aberrações que chegam ao Congresso Nacional em forma de Medida Provisória e as mudanças das leis por decreto presidencial.

Incapazes

Na verdade, o país está acéfalo, o poder caiu nas mãos de pessoas incapazes e despreparadas para os cargos que ocupam. Veja: Moreira Franco, até a ascensão de Temer, era empregado do PMDB. Vivia às custas do partido, a exemplo de outros ex-parlamentares desempregados. Eliseu Padilha, quando perdeu o mandato de deputado, também se ancorou nos penduricalhos do partido como dirigente da Fundação Ulysses Guimarães. Como se vê, nenhuma dessas pessoas seria aproveitada em uma empresa privada. Portanto, a saída para a sobrevivência é a de se agrupar dentro de um partido político de onde tiram seu sustento às custas do contribuinte.

Herança

Não se esqueça, o presidente Temer é uma invenção do Lula. Partiu dele a ideia de grudá-lo na Dilma por duas razões: precisava de um partido com estrutura para se coligar com o seu e de um politico experiente para monitorar a sua candidata na presidência. Viu-se, depois, traído e o poder escorregar pelos dedos. 

Aliança

Na surdina, Lula quer reeditar essa aliança nos estados com o hoje PMDB de Michel Temer nas eleições deste ano, por isso orientou que seus militantes tratem o governo Temer com parcimônia, fazendo uma oposição moderada para não sucumbir nas urnas este ano. Como se vê, mais uma vez o PT pensa primeiramente nos seus interesses fisiológicos. O povo, a quem ele dizia estar aliado, que se lixe. É lamentável, mas verdadeiro: ainda estamos convivendo com essa herança maldita do PT que pretende voltar ao poder a todo custo. Só nos resta, portanto, rezar muito em 2018.   

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