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13 de Novembro de 2018

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Edição nº 954 / 2018

09/01/2018 - 15:21:29

Eleições: a volta ao mesmo lugar

ELIAS FRAGOSO

No momento espalha-se no país uma sensação de insegurança pelo quadro atual dos potenciais candidatos a presidente da República. Lula e Bolsonaro, farinhas do mesmo saco extremista e demagogos empedernidos, são tudo o que a Nação não precisa nestas horas em que clama por mudanças reais. Um representa o projeto petista-peemedebista que faliu o Brasil com sua criminosa corrupção - financeira e dos nossos valores -  e nos colocou perante o mundo na condição de uma republiqueta de bananas. O outro, o extremismo inconsequente que sequer conta com o apoio militar (exceto, de núcleos mais radicais da caserna e dos desinformados, claro). A população em maioria e o empresariado rejeitam essas duas opções radicais.

Frise-se, no entanto, que num sistema eleitoral de dois turnos (caso do brasileiro), opções radicalizantes têm menor probabilidade de sair vencedoras. Exceto se a corrente centrista não se aglutinar em torno de uma proposta e de um nome, como ocorreu em 1989 e deu no que deu.

E aí é onde mora o perigo. O chamado “centro democrático” repete o erro daquela fatídica eleição. Sem candidatos populares (Alckmin, o mais “vistoso” deles, mesmo após 12 anos no poder no mais importante estado do país e de uma candidatura à presidência que lhe deu visibilidade nacional, não alcança sequer míseros 10% das intenções de votos), ensaiam um fatídico “cada um por si”. Se isto ocorrer, os extremos os engolirá. 

E por que? Simples, as várias pré-candidatos centristas com baixa intenção de votos abrem as portas para que o eleitorado radical – até o momento constante – leve ao segundo turno seus candidatos (que detêm respectivamente cerca de 17% e 24% dos votos). 

O maior empecilho centrista certamente se chama Michel Temer e a enorme camarilha de “excrescências” encalacrada na Lava Jato que orbitam no chamado Centrão. Que buscam uma saída para dar cabo da Lava Jato e a ameaça de cadeia e perda da fortuna roubada do país. 

Mesmo se houver o esvaziamento da candidatura petista com a prisão/inelegibilidade do chefe do bando, o Centro ainda assim só terá chances nesta eleição se apresentar um candidato não vinculado às denúncias de corrupção, que não “represente” o governo (ao menos publicamente), que se comprometa com as mudanças que o povo deseja e o país necessita. Com propostas claras sobre os rumos a serem dados ao país. Que assuma compromissos contra a corrupção e a defesa dos valores tradicionais da família, tão ameaçados nos últimos tempos. E sobretudo: que passe credibilidade ao povo.

Como se vê, um perfil difícil de encontrar e mais difícil ainda, disposto a meter a mão na lama que se tornou a política brasileira.  Não passa sequer perto do perfil dos atuais pré-candidatos centristas. Políticos tradicionais, que insistem em confabulações à sorrelfa do povo, preparam-se para encetar o mesmo discurso de promessas falsas, vãs, personalista. Ilusionista.

Esta eleição se dirige para índices recordes de abstenção e votos nulos que podem superar 50% dos votos válidos dada a anemia de candidatos confiáveis. O que significa dizer: caminhamos para a manutenção do status quo corrupto-imobilizante atual, ou para a volta aos tempos do populismo fanático esquerdista que nos levará ao atraso e à decadência de uma Venezuela ou uma Cuba ou para outra aventura demagógica de direita, com alguns gravames a mais até que a de 1989.

Se Deus é brasileiro como dizem, precisa olhar urgente por seu povo. Por que se depender da fauna política a coisa está e promete ficar ainda mais complicada.

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