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20 de Setembro de 2018

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Edição nº 954 / 2018

09/01/2018 - 15:20:57

Sonhando com o ano novo!

ALARI ROMARIZ

O ano foi embora. Fazemos avaliações de tudo que passamos: das alegrias, dos sofrimentos. Num balanço geral: será que valeu a pena?

Na família, tivemos uma grande perda; um querido cunhado faleceu após longo sofrimento. Os filhos estão indo bem, netos se formando, uma bisneta nasceu. O velho casal agradecendo a Deus por tudo recebido. Diremos que foi um ano atípico.

No plano profissional, um verdadeiro terrorismo! É impossível avaliar o procedimento da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa das Alagoas. Não sei de onde vem tanto descumprimento de leis nestes meus anos de convivência com os integrantes da Casa de Tavares Bastos. As diversas Mesas que por lá passaram nos últimos tempos insistem em usar o dinheiro público inadequadamente.

Eles utilizam meios ilícitos e não são repreendidos por ninguém! O Poder Judiciário não consegue punir os parlamentares! Precisam dos deputados para aprovar matérias de seu interesse e, dando o troco, o primeiro-secretário da ALE, se procurado por servidores para solucionar algum impasse, responde ironicamente: “Judicialize!!!” Uma total falta de respeito à Justiça que, segundo  o dono da casa, ele  ganha tempo e fica com parte do salário da vítima.

O Ministério Público Estadual, órgão responsável e cumpridor de suas obrigações, já comunicou à Justiça, pedindo solução para vários absurdos cometidos: “Taturanas”, imposto de renda retido e não repassado ao Estado, salários dobrados a comissionados e outras “coisitas más”. Ninguém foi preso, poucos foram condenados. 

Todas as ações ganhas pelos funcionários não foram respeitadas. É uma verdadeira luta para a implantação de ordens judiciais. Os desembargadores precisam tomar novas medidas, chegando até à aplicação de multas.

O desrespeito da Mesa Diretora com a categoria dos servidores é ilimitado. No mês de novembro, ela já gastou todo o duodécimo e apela para o Governador a fim de obter suplementação para quitar a folha de dezembro e o décimo terceiro salário. Tal fato acontece há dez anos e não existem soluções.

Nosso pequeno estado, governado pelo filho do Renan Calheiros, está caminhando lentamente, sem grandes atropelos. Pagou os salários em dia, administrou as greves dos servidores, fez algumas obras. O governo perdeu as eleições para as prefeituras de Maceió e Arapiraca, mudou de tática política para conquistar novos aliados e lutará pela reeleição em 2018. Contudo, os Renans, pai e filho, estão sendo processados e devem ter dificuldades para concorrerem ao próximo pleito.

Na nossa capital, Maceió, o prefeito Rui Palmeira teve uma bonita reeleição, derrotando o candidato dos Calheiros. Faz uma administração razoável, apesar dos servidores entrarem em greve de vez em quando. Paga em dia a folha dos funcionários municipais. Quer ser candidato ao governo do Estado em 2018. Imagino uma bonita luta no próximo outubro! 

O povo alagoano está sofrido com o desacerto dos políticos: grande nível de desemprego, economia informal crescendo muito, mas o pior de tudo é a violência. Os crimes se sucedem, assaltos constantes, acerto de contas entre membros de quadrilhas de traficantes, políticos se matando. Maceió já foi considerada a cidade mais violenta do Brasil.

Vamos rezar para que em 2018 possamos escolher novos políticos, não comprometidos com propinas e verbas de campanha. O problema é a dificuldade de serem encontrados. Quem fez campanha política nos últimos anos usou o dinheiro público. Poucos escaparam do sistema sujo que envolveu o Brasil recentemente. Acabou-se o idealismo e o interesse pelo bem do povo e do país.

O novo ano deve ser melhor para a população, pois a economia está melhorando um pouquinho a cada mês, deve ser mais rígido com os políticos e mais suave com os pobres de nossa terra.

Com certeza Deus olhará por todos nós!

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