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20 de Setembro de 2018

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Edição nº 954 / 2018

09/01/2018 - 15:19:18

SAÚDE MENTAL

Janeiro branco?

Janeiro é considerado o mês em que as pessoas devem fazer uma reflexão sobre as ações do quotidiano. Uma reflexão sobre saúde mental. É extenso também às instituições. Elas estão contribuindo ou não para a saúde mental de seus colaboradores?

Quais comportamentos incomodam e quais fazem bem? É o primeiro mês do ano para que ações sejam planejadas para obter saúde mental durante todo o restante do ano. Seria assim: o que a pessoa esta pensando, o que está fazendo na vida, o que está fazendo no relacionamento, têm contribuído para que se tenha saúde mental?

É também para chamar a atenção da mídia para que colaborem para promover a saúde mental da população. É contribuir para a construção, fortalecimento e a disseminação de uma cultura da saúde mental.

Completando a nota da edição anterior, sobre:

Neurose e psicose ...

Muitos confundem o terno neurose com psicose. A psicose é mais grave e se caracteriza pela perda da noção da realidade, através das alucinações e delírios. Um exemplo clássico é a esquizofrenia em que a pessoa, num surto, perde, totalmente, a noção de sua própria realidade; do que é certo ou errado e uma vez comprovada incapacidade, pode até ser inimputável.

Na neurose a pessoa perde, parcialmente, a autonomia psíquica e na psicose ela perde a autonomia interferindo, inclusive, na personalidade.

Na neurose a emoção é comprometida e na psicose a razão e a vontade de ação são comprometidas. O neurótico permanece socialmente organizado, o psicótico; não.

Embora os especialistas acreditem que na psicose há mais resistência à psicoterapia, há, entretanto, neuroses em que um dos principais sintomas é exatamente a resistência à psicoterapia, como é o caso da histeria.

Bullying em pauta

Poucos sabem, mas a ação caracterizada como bullying pode responsabilizar, civilmente,  uma instituição/escola/faculdade por não apresentar ações que amenizem ou aniquilem esse comportamento.

De acordo com a lei 13.185, de novembro de 2015, que institui o Programa de Combate à Intimidação Sistemática, expressa que bullying é “todo ato de violência física ou psicológica, intencional e repetitivo que ocorre sem motivação evidente, praticado por indivíduo ou grupo, contra uma ou mais pessoas, com o objetivo de intimidá-la ou agredi-la, causando dor e angústia à vítima, em uma relação de desequilíbrio de poder entre as partes envolvidas.”

Há, inclusive, uma orientação expressa quanto às ações que devem ser adotadas pelas instituições. O artigo é bastante claro quanto à situação: Artigo 5º:  É dever do estabelecimento de ensino, dos clubes e das agremiações recreativas assegurar medidas de conscientização, prevenção, diagnose e combate à violência e à intimidação sistemática (bullying).

Bullying e suicídio

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), as principais causas de morte entre os jovens, são em primeiro lugar trânsito.  Os acidentes são a principal causa de morte: 11,6% do total; depois o suicídio que fica em segundo, é o responsável por 7,3% das mortes; logo em seguida vem HIV/Aids e infecções respiratórias, e, por último violência. O Brasil é o 6º país do mundo com mais homicídios de jovens

O suicídio constitui-se, atualmente, um problema de saúde pública mundial. Está em muitos países, entre as três principais causas de morte entre indivíduos de 15 a 44 anos e é a segunda principal causa de morte entre indivíduos de 10 a 24 anos.

Em relação ao suicídio entre adolescentes, alguns estudos destacam que os fatores que podem constituir-se como risco: isolamento social, abandono, exposição à violência intrafamiliar, história de abuso físico ou sexual, transtornos de humor e personalidade, doença mental, impulsividade, estresse, uso de álcool e outras drogas, presença de eventos estressores ao longo da vida, suporte social deficitário, sentimentos de solidão, desespero e incapacidade, suicídio de um membro da família, pobreza, decepção amorosa, homossexualismo e bullying.

Portanto, é fundamental reconhecer os sinais de depressão, de perda de autoestima, de estressores frequentes, além de identificar alunos que possivelmente estão em depressão (por parte dos familiares e dos professores) para amenizar ou aniquilar o sofrimento do adolescente. Daí a importância de se encaminhar a pessoa a um psicólogo para iniciar uma psicoterapia.

Delírio e alucinação

Em termos bem simples, o delírio seria a visualização de um objeto ou de um comportamento distorcido do seu real sentido (significado), manifesta-se na mente e é a tentativa do psicótico em reconstruir seu mundo;  e representa a própria tentativa de cura de sua própria psicose; enquanto a alucinação seria a visualização de um objeto ou de um comportamento inexistente.

Na próxima edição sobre esquizofrenia.

Psicanalisando ...

A doença sai pela boca e o medicamento entra pelos ouvidos. (A.S.)

Arnaldo Santtos é Psicólogo Clínico CRP 15/4.132. Consultório: Rua José de Alencar, 129, Farol (atrás da Casa da Indústria), Maceió-Alagoas. E-mail: [email protected] ou [email protected]  Telefone:  9.9351-5851.

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