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26 de Setembro de 2018

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Edição nº 954 / 2018

09/01/2018 - 15:11:58

Gabriel Mousinho

Gabriel Mousinho

Tragédia brasileira

O ano de 2017 encerrou com pelo menos um terço do Congresso Nacional enrolado com inquéritos na Polícia Federal e processos que tramitam no Supremo Tribunal Federal. Na sua maioria, por supostas falcatruas praticadas por deputados e senadores com o dinheiro público, prática que havia se tornado rotineira neste país.

Com o advento da Lava Jato existe uma perspectiva, mesmo muito remota, de o Brasil viver, a partir deste ano, dias melhores e que as classes políticas e empresários demonstrem para as futuras gerações que vale a pena ser honesto.

As centenas de processos decorrentes de operações policiais, envolvendo principalmente políticos de todos os matizes, é um sintoma de impunidade que reina neste Brasil, isso sem falar no envolvimento de deputados estaduais, vereadores e prefeitos que se lambuzaram com a corrupção.

O ministro Luís Roberto Barroso, em depoimento histórico na semana passada durante sessão no Supremo Tribunal Federal, exigiu que todos os homens públicos, inclusive aqueles que julgam processos de pessoas envolvidas em corrupção, deem o exemplo de que ainda existe uma tênue esperança para este país amado por todos. A corrupção é uma praga que se alastrou principalmente no serviço público e tem que ser estancada para que o brasileiro possa ter, com o pagamento de seus impostos, pelo menos educação, saúde e segurança pública.

Sem definição 

O ministro Maurício Quintella tem navegado na sua popularidade, mas não decidiu se vai tentar uma vaga no Senado da República. Como tem uma reeleição garantida, não deve arriscar o certo pelo duvidoso. Quem conhece Maurício sabe que ele não é político de arriscar.

Só vendo

Outro deputado que já ensaiou uma candidatura ao Senado da República foi Marx Beltrão. Ele aproveitou para mergulhar no interior com projetos turísticos, mas nada indica que ele tope a parada. Desconfortável no PMDB, Marx pode, na primeira janela antes do prazo legal para as eleições, migrar para o PSD, partido que domina em Alagoas. Só assim poderá se ver livre de uma rasteira dos caciques do partido.

Distante

Já não é mais segredo para ninguém que o relacionamento de Marx Beltrão com o senador Renan Calheiro vai de mal a pior. Os dois não se entendem principalmente pelos redutos eleitorais da região sul do estado e com a possibilidade de Marx disputar os votos que sempre foram de Renan.

Afastado

O deputado João Beltrão, líder político da família em Alagoas, continua em São Paulo para tratamento de saúde, cuidando de uma diabetes crônica que já lhe mutilou algumas partes do corpo. A família acha que Beltrão estará de volta ao batente neste início de ano para comandar o clã dos Beltrão nas eleições de 2018, mas a situação é complicada.

Ameaça

Se João Beltrão não participar do processo eleitoral do próximo ano, o clã dos Beltrão tende a rachar politicamente. Circulam nos bastidores que o atual prefeito de Coruripe, Joaquim Beltrão, não tem tido um bom relacionamento com o sobrinho Marx Beltrão.

Fortalecidos

A rejeição das denúncias da Procuradoria Geral da República pelo Supremo Tribunal Federal deu mais oxigênio ao senador Biu e seu filho deputado Arthur Lira, que irão disputar as eleições de 2018. O STF fez justiça, disseram eles, depois de terminada a sessão de julgamento da 2ª Turma do STF.

Ponto final

Benedito de Lira é candidato à reeleição e ponto final. Essa história de ser candidato a vice numa chapa que teria Rui Palmeira na cabeça, não tem sentido, dizem amigos do Biu. Para o senador “deixem falar, enquanto continuo buscando meus votinhos no interior”.

Sem pressa

Mesmo com uma chapa majoritária indefinida, a oposição somente baterá o martelo depois do Carnaval, quando o prefeito Rui Palmeira decidirá se irá ou não disputar o cargo de governador este ano. Na candidatura majoritária está apenas certa a presença do senador Benedito de Lira.

Avaliação

Para Rui ser candidato para enfrentar Renan Filho nas urnas, vai ter que deixar o cargo de prefeito um ano depois de ter sido reeleito. No seu lugar assumiria o vice Marcelo Palmeira. A decisão é difícil e requer muito o pé no chão, dizem pessoas ligadas ao prefeito.

Por pouco

A substituição de ministro horas antes da inauguração do novo conjunto habitacional do Minha Casa, Minha Vida, no Eustáquio Gomes, quase que cria um problema político. O ministro do Turismo iria representar o presidente Michel Temer, mas o comando da solenidade terminou nas mãos do ministro das Cidades, Alexandre Baldy.

Para trás

Com a entrega de mais quase 4 mil casas pela Prefeitura de Maceió, o programa habitacional do município deixa muito pra trás o governo do Estado. Todos os recursos foram conseguidos através do empenho pessoal do senador Benedito de Lira e do prefeito Rui Palmeira e do eficiente trabalho realizado pelo secretário Mac Lira, da Sedet.

Iate e o Verde e Branco

Incansável Comodoro do Iate Clube Pajuçara, Moacir Albuquerque mantém a tradição do Carnaval em Maceió. Mais uma vez, entre tantas, o Iate oferece a prévia carnavalesca Verde e Branco, no próximo dia 27 de janeiro. O Iate, diga-se de passagem, é o único clube em Alagoas que mantém viva as tradições momescas mesmo enfrentando as dificuldades de uma crise sem precedentes no país. A orquestra de frevo Emoções, de Pernambuco, e o Grupo Samba Sim, irão fazer a alegria dos foliões.

Cidade fantasma

Batalha encerrou o ano de 2017 como uma das cidades onde o medo tomou conta da população. Ninguém se sente seguro naquele município do Sertão, mesmo com o reforço policial que aportou na região nos últimos dias.

Sem limite

O ano terminou com o governo do Estado jogando pesado na mídia local. A propaganda é maciça e constante nos principais órgãos de comunicação do Estado, grana que daria, com certeza, para melhorar as condições de abastecimento de medicamentos e equipamentos no Hospital Geral do Estado. Pela farta propaganda, Alagoas é um oásis, onde aqui não existe problema aparente.

Os homens fortes

Entre todos os auxiliares do governador Renan Filho, dois têm destaque especial e que mandam literalmente no governo: Fábio Farias, do Gabinete Civil, e George Santoro, secretário estadual da Fazenda, que faz acontecer.

Sem esperanças

Pequenos fornecedores na educação e na saúde se perguntam quando o Estado vai pagar o que deve a todos eles. Só com uma bola de cristal, dizem os suplicantes.

Tudo pode acontecer

Nas eleições majoritárias deste ano tudo pode acontecer. Até mesmo aproximação e dobradinha entre velhos rivais da política alagoana. Afinal de contas, são duas vagas para o Senado, além da eleição para governador. As composições avançam a cada dia.

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