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25 de Setembro de 2018

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Edição nº 954 / 2018

07/01/2018 - 07:50:11

Alagoas reduz incidência de doenças causadas pelo Aedes aegypti

Chegada do carnaval amplia a possibilidade de criadouros do mosquito

Bruno Fernandes Estagiário sob supervisão da Redação

O Boletim Epidemiológico divulgado pelo Ministério da Saúde mostrou que Alagoas encerrou 2017 com um quadro positivo no combate ao mosquito Aedes aegypt - responsável pela transmissão de doenças como dengue, zyka e chikungunya - e a prevenção de doenças relacionadas ao mosquito, em Alagoas, na comparação com o ano de 2016.

Os dados contabilizados de 1 de janeiro de 2016 a 11 de dezembro de 2017 apresentados pela pasta trazem uma redução significativa. Os números de casos de dengue de 2017 caíram em mais de 80%, em relação a 2016, os de zika - doença que está ligada ao aumento dos casos da microcefalia -  em mais de 95% e chikungunya 96%.

A redução nos casos dessas três doenças, apontada no último boletim, pode ser atribuída a um conjunto de fatores, como a mobilização nacional contra as doenças e a maior proteção pessoal da população, além da escassez de chuvas em determinadas regiões do estado, o que desfavorece a proliferação do mosquito. 

A proteção natural que as pessoas adquirem ao ter alguma das doenças em anos anteriores também pode ter contribuído para a redução.

O número de óbitos causados pela dengue também sofreu queda em Alagoas. Ao longo de 2016 foram totalizadas 8 mortes devido a doença, em 2017, apenas 3 casos foram confirmados em decorrência da dengue em Alagoas. 

Os dados foram confirmados pelo Ministério da Saúde. 

DENGUE

De acordo com dados coletados pela Vigilância e Controle de Doenças Transmissíveis da Secretaria de Saúde do Estado, entre 1 de janeiro de 2016 e 7 de dezembro de 2017, em 2016 foram notificados 22848 casos de dengue – quando há qualquer tipo de suspeita em relação a doença -, desse total, 12927 foram confirmados. Em 2017, apenas 3299 foram notificados e 2492 foram confirmados.

Chikungunya

A doença que também é transmitida pelo mosquito Aedes aegypfoi a segunda mais notificada em Alagoas. Em 2016, 13.831 casos foram notificados, sendo que 8686 foram confirmados, enquanto isso em 2017, apenas 618 foram notificados e 352 confirmados.

Zyka 

Também houve redução em relação a doença que muitas vezes é confundida com a dengue. Os sintomas do Zika vírus são semelhantes, e também causa febre de cerca de 38 graus, dor de cabeça, dores no corpo, diarreia e enjoos, além de microcefalia em bebês de mães que foram expostas ao vírus. 

Em 2016, 8066 casos foram notificados pela Sesau com suspeita da doença e 3777 foram confirmados. Com todas as medidas implantadas pelo Estado e municípios, os números chegaram a 292 notificações e 153 confirmados em 2017.

Desafios

Embora haja um empenho em combater o mosquito e os números apresentados mostrem um quadro positivo, Alagoas ainda têm desafios na luta contra o Aedes aegypti. 

Com a chegada das férias de janeiro e do Carnaval, as cidades alagoanas, especialmente as localizadas na faixa litorânea, aumentam o acúmulo de lixo por toda parte, ampliando a possibilidade de criadouros do mosquito Aedes aegypti.

Vale ressaltar, no entanto, que o período de maior incidência das três doenças é entre abril e maio. Portanto, todos os esforços de prevenção e combate ao Aedes aegypti devem ser mantidos.

“O trabalho que desenvolvemos ao longo desses últimos anos vai continuar. Não podemos parar pois corre o risco de os números dos anos anteriores voltarem”, disse a gerente de Vigilância e Controle de Doenças Transmissíveis da Sesau, Daniele Castanha.

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