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19 de Setembro de 2018

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Edição nº 952 / 2017

20/12/2017 - 08:51:28

Larvas saem de nariz de paciente idosa

Esmeraldina Marques faleceu após duas semanas de internação

Bruno Fernandes Estagiário sob supervisão da Redação
Silvana relata descaso com a mãe

A percepção de que o governo parece estar mesmo indiferente com o caos que se instalou no Hospital Geral do Estado é cada vez mais evidente.  A ausência do poder no HGE é histórica e, mesmo com a enxurrada de pedidos de socorro daqueles que dependem do Sistema Único de Saúde (SUS), o sofrimento muitas vezes segue até que a morte simplesmente bate à porta. 

É o que aconteceu com a idosa Esmeraldina Marques, de 78 anos, que faleceu no dia 3 desse mês. Sua família denuncia o descaso de funcionários do HGE, localizado no bairro do Trapiche em Maceió, com a matriarca da família. Silvana Albuquerque, filha da paciente, em mensagem enviada a redação do Jornal EXTRA, relata que larvas teriam saído do nariz da mãe, após 12 dias internada.

Em um vídeo divulgado nas redes sociais no dia 29 de novembro, que já conta com mais de 130 mil visualizações, Silvana relata que a mãe, acamada, tinha histórico de múltiplos acidentes vasculares e estava com pneumonia quando foi internada no dia 17 do mesmo mês na área vermelha do Hospital Geral, com um quadro de AVC (Acidente Vascular Cerebral) e pneumonia. No dia 28, durante visita, foi constatado pela própria acompanhante da paciente que estava saindo tapuru do nariz da idosa.

“Quando cheguei para visitar minha mãe, comecei a conversar com ela para ver se ela reagia, quando virei ela um pouco para o lado, vi um bicho saindo do nariz dela, chamei a enfermeira e a assistente social, quando ela chegou começou a cair mais bicho da minha mãe [...] é triste ver sua mãe nessa situação por descaso dos funcionários”, detalhou a filha, emocionada.

Ainda segundo Silvana, todos os dias ela se dirigia ao HGE para verificar como a mãe estava, na esperança de que estivesse sendo bem cuidada pelos funcionários do local. “Eu só quero que seja feita justiça, pois pago meus impostos para ter uma saúde digna para mim e para minha mãe”. 

Silvana também relata que ao questionar a enfermeira sobre a situação, iniciou-se uma discussão generalizada. A denúncia já foi realizada ao Ministério Público Estadual de Alagoas.

O EXTRA entrou em contato com o HGE que, em nota, disse que a paciente pode não ter contraído a miíase ou tapuru- infecção de pele causada por larvas de moscas que são depositadas em tecidos cutâneos necrosados – no local. “Prezamos pela segurança dos pacientes e pelo compromisso da assistência à saúde dos alagoanos [...] agimos, rotineiramente, para minimizar a presença de insetos no ambiente de internação, através de higienizações e dedetizações que não prejudicam as assistências.

Ainda segundo o HGE, a paciente era portadora de púrpura trombocitopênica idiopática (PTI), marcada pelo ataque das próprias defesas às plaquetas, células responsáveis pela coagulação do sangue. Esmeraldina deu entrada no HGE com três mil plaquetas quando o normal no sangue do adulto é, em média, de 150 mil a 350 mil, de acordo com a nota. 

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