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21 de Setembro de 2018

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Edição nº 952 / 2017

20/12/2017 - 08:50:43

Ainda há esperança?

ELIAS FRAGOSO

Vejam a que ponto chegou a “elite” política deste país: o ex-presidente Lula, condenado em primeira instância e em vias de confirmação na segunda, a ex-presidenta (sic), processada, o atual presidente da República e grande parte dos seus ministros acusados e respondendo processos, o ex-presidente do Senado com mais de uma dezena de processos, o ex-presidente da Câmara, preso. Os dois presidentes atuais e os dois líderes deste governo (no Senado e na Câmara) também encalacrados na Lava Jato, a presidente do PT, processada, o presidente do PSDB, idem, assim como os presidentes do PMDB, do PP, do DEM e o do PR (que está solto, mas em liberdade condicional por suas artimanhas no mensalão). Isso para não falar dos mais de 200 deputados e senadores que ou já estão sendo processados ou em vias disso. 

Também estão presos o ex-presidente da Petrobras e do Banco do Brasil, o ex-ministro da Fazenda do governo Lula, o presidente da Nuclebras, os principais empreiteiros de obras do país, 2 ex-governadores de Estado (mais 6 ou 7 sendo processados). E olhe que estamos falando apenas da elite governante, já que a Lava Jato pouco avançou nos estados.

Como fazer uma eleição com essa turma? Ainda mais quando já sabemos, e aqui vou usar das palavras do jornalista Jorge Serrão, do site Alerta Total: “Eleição é encenação. Trata-se de um mero mecanismo de escolha. Torna-se enganação, ainda mais, quando teatralizada com urnas eletrônicas inseguras e que não permitem recontagem de votos pela via impressa... O jogo é sujo e bruto”. Este país jamais teve uma eleição que não fosse fraudada. Seja nas urnas ou pelas mentirosas promessas políticas de todos os candidatos sobre cuidar das pessoas e do futuro da nossa Nação ou estado.

E olha que não falei do crime organizado que terá papel importante no financiamento de suas excelências. Nem dos sorteios e bingos com que essas mesmas excelências candidamente pretendem lavar o dinheiro roubado para usar nas eleições. Tampouco me reportei à lavagem de grana pelas “igrejas”, responsável pela eleição de quase 15% dos congressistas. Nem das malas cheias de grana (acham que só o ladrão do Geddel tinha malas e malas com grana viva? Só se você acreditar em papai Noel...) que vicejam nervosas em esconderijos mil...

Também não me alonguei sobre outras “sabedorias” que estão sendo engendradas na calada da noite para as próximas eleições para enganar ao eleitor, nem sobre a fragilidade das urnas eletrônicas (que o TSE alegou – apesar de ser lei – não poder utilizar o voto impresso) que, mais uma vez, teve comprovadas em evento oficial a sua fragilidade para ser manipulada (quem não lembra da estranhíssima vitória folgada da Dilma em Minas Gerais, diferença que fez a sua eleição?). Quem quiser mais detalhes sobre problemas com urnas eletrônicas, pode ver um documentário do HBO sobre o tema.

O eleitor quer mudanças. Mas como fazer? Essa turma que aí está, para usar uma expressão do cientista político Carlos Melo, representa a “utopia regressiva”. Falam de futuro, mas, querem mesmo é o passado, onde reinaram sem ser incomodados pela turba. Frutos desse nosso sistema eleitoral ficcional que somente gera políticos sem consistência que, tal qual papagaio, decoram algumas frases de efeito para, de novo, tentar enganar o povo. A vender falsas soluções para os sérios problemas desta Nação. Na verdade, são os responsáveis diretos pela enormidade de recessão por que este país passou e ainda não se safou.

A maioria silenciosa da Nação não pode se curvar mais uma vez ao populismo rastaquera desses senhores. Se não se inverter agora essa equação – mesmo a despeito de tudo -  serão mais 4 anos perdidos.

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