Acompanhe nas redes sociais:

15 de Novembro de 2018

Outras Edições

Edição nº 952 / 2017

20/12/2017 - 08:48:36

Namorado de camareira pega 12 anos

José Fernando Martins [email protected]
Juarez Tenório Júnior

Foi condenado nesta quinta-feira, 14, o terceiro acusado de participar da morte do advogado Marcos André Félix, crime que aconteceu em 2014, na Praia do Francês, em Marechal Deodoro. 

O réu Juarez Tenório Júnior, que estava dirigindo o veículo que levou os atiradores Álvaro Douglas dos Santos e Elivaldo Francisco da Silva até a cena da execução, pegou 12 anis de cadeia em regime fechado. 

De acordo com a acusação, o crime teria sido cometido a mando de Janadaris Sfredo, que era proprietária de uma pousada na cidade e tinha constantes atritos com a vítima.

Durante interrogatório, o acusado alegou inocência e afirmou que sequer conhecia a vítima. 

Júnior era namorado da camareira Maria Flávia dos Santos, que também chegou a ser acusada de participação no assassinato. 

No entanto, o Ministério Público Estadual (MPE) considerou não ter provas suficientes para torná-la ré no processo. O mesmo aconteceu com o marido de Janadaris, Sérgio Sfredo.

Conforme Júnior, ele só conversou com Janadaris antes do assassinato sobre uma proposta de trabalho. Também disse que não sabia que Álvaro e Elivaldo  estavam armados quando os levou ao local do crime.

Em agosto, Álvaro foi condenado a 24 anos de reclusão, reduzidos definitivamente para 18 anos porque está preso há três e teve como atenuante a confissão. 

Elivaldo também foi condenado a 24 anos, reduzidos para 21 anos com a subtração dos três anos que está preso. 

Argumentação

O advogado de defesa Marinésio Luz disse ao júri que o acusado não tinha motivos para assassinar Marcos André. Segundo ele, o réu desconhecia que Álvaro e Elivaldo estivessem armados dentro do carro com o objetivo de executar a vítima, sustentando que a participação de Júnior no crime foi de menor importância. 

Já o promotor de Justiça, Sílvio Azevedo, mostrou ao júri filmagens que comprovariam a participação de Juarez Tenório. 

“A vida humana custou para os executores apenas R$ 2 mil”, salientou Azevedo. 

O valor faz referência à quantia que para o Ministperio Público teria sido paga por Janadaris Sfredo para os acusados.

Comentários

Curta no Facebook

Siga no Twitter

Jornal Extra nas redes sociais:
2i9multiagencia