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20 de Novembro de 2018

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Edição nº 951 / 2017

19/12/2017 - 17:02:18

SAÚDE MENTAL

Tentativa de suicídio

Nos últimos anos, o número de suicídios tem crescido assustadoramente em todos os continentes. De acordo com a Organização Mundial Saúde, cerca de 5% da população está sofrendo de depressão – que é uma das principais causas das tentativas de suicídio. Mas, o que fazer?

Tentativa de suicídio II

É comum na clínica chegar uma pessoa com depressão, ter ideação suicida ou mesmo ter praticado algum tipo de tentativa. A pessoa está desesperada: não consegue trabalhar, fica irritada por qualquer motivo, tem insônia, às vezes costuma comer demais ou de menos, baixa autoestima, entre outros sintomas.

Mas existem algumas atitudes que a família pode adotar e que ameniza o sofrimento da pessoa. A primeira delas é não julgar o fato de que a pessoa esteja com depressão ou mesmo se ela ter comentado em praticar o suicídio. Muitas vezes o familiar diz: Você tem tudo e está com depressão. Isso é frescura. Isso é besteira. Daqui a pouco você melhora. Vá se divertir, que melhora.

A depressão precisa ser diagnosticada por profissional, principalmente psicólogo e também por psiquiatra.

Tentativa de suicídio III

Esse tipo de comentário só faz a pessoa se sentir ainda mais ‘culpada’ por ‘ter tudo’ porque deveria estar ‘feliz’. Mas não é bem assim.

Cada pessoa tem uma história de vida, tem experiências singulares, portanto, um sofrimento – que pode ser por um pensamento ou um comportamento inadequado - pode levar a pessoa a desenvolver vários transtornos e cometer suicídio.

Às vezes o amigo, o colega ou um familiar fica desesperado quando está com alguém com depressão. O que fazer? Primeiro, deixar ou instigar que ela fale. Deixe a pessoa falar à vontade. Muitas vezes ela só queria que alguém a ouvisse. Só isso.

Tentativa de suicídio IV

Jamais julgue a pessoa, apenas dê atenção, tenha interesse no que ela diz e a motive a realizar um sonho, por exemplo.  Outra coisa fundamental: incentive a procurar um psicólogo. Cerca de 10% a 15% das pessoas que têm pensamento suicida ou com depressão cometem o suicídio, daí a importância da psicoterapia. Um detalhe importante: somente a medicação não funciona. Se necessário, o psiquiatra ministra medicamento, mas a psicoterapia é fundamental. 

SAP – o que ocorre

Quando a Síndrome da Alienação Parental (SAP) é instalada, a criança/adolescente começa a apresentar: sentimento de raiva e/ou ódio contra quem praticou o comportamento (pai ou mãe); crenças negativas sobre a vida; desequilíbrio emocional; agressividade; alcoolismo e drogas; tendência a prostituição; dificuldade de adaptação em ambiente psicossocial; insegurança; baixa autoestima; ideação suicida; sentimento de rejeição; falta de organização mental (transtorno mental); dificuldade nas relações interpessoais; sentimento de culpa (por ter sido cúmplice).

SAP – o que ocorre II

Assim, é fundamental que o pai e, principalmente a mãe, mesmo num litígio contra o ex-cônjuge, preserve a integridade mental do filho(a) para que os sintomas da SAP não ocorram. É bom frisar que os comportamentos inadequados, acima descritos, ocorrem depois de instalada a SAP, portanto é fundamental que, aos primeiros sinais, o casal procure um psicólogo para evitar que surja um comportamento inadequado ou um transtorno mental no(a) filho (a), como por exemplo, ansiedade, depressão, transtorno de identidade, síndrome do pânico e ideação suicida. 

Anorexia

A anorexia é um transtorno alimentar.  A pessoa tem uma distorção da própria imagem, não consegue aceitar o seu corpo da forma como é. Tem a ilusão de que está com o peso em níveis acima do normal. Esta ideia pode causar um distúrbio alimentar, provocando a perda de peso acima do que é considerado saudável e também desenvolver estresse, ansiedade e depressão.

Quando instalado o transtorno, a pessoa desenvolve medo intenso de engordar. Mesmo sendo magra, toma medida extrema para ‘alcançar melhores resultados de emagrecimento’. Mesmo a pessoa sendo magra se olha no espelho e se vê ‘gorda’, o que gera sofrimento psíquico diante do ‘ideal’ frustrado.

O transtorno ocorre mais com as mulheres. Pode ocorrer até morte por causa das condições físicas debilitadas de nutrientes. Aos primeiros sinais é aconselhável que a pessoa procure um psicólogo.

O transtorno atinge 1% das mulheres entre 18 e 40 anos, sendo aproximadamente dez vezes mais comuns em mulheres que em homens. É um dos transtornos da modernidade devido à imposição da mídia de que as mulheres devem ter um ‘corpo perfeito’. As adolescentes são mais afetadas pelo transtorno.

Mais sobre afeto

Com a contemporaneidade, os pais/mães ou responsáveis têm menos ou quase não têm tempo para ficar com os filhos, ou seja, dar atenção ou segurança emocional. Na clínica, o que mais surge são adolescentes que verbalizam, claramente, a ausência dos pais e de afeto na vida deles. O que isso representa?

Para Freud, conhecer sobre o afeto era conhecer/entender a alma humana. Afetos são emoções ou sentimentos positivos por alguém. A intensidade do quantum de afeto adequada, o sujeito tende a ser neurótico e quando a intensidade é inadequada o sujeito tende a ser psicótico ou psicossomático.

Assim, quanto mais afeto os pais ou responsáveis derem para os filhos, menos transtornos eles terão.

Na próxima edição mais sobre neurótico e psicótico.

Síndrome do pânico

Como o próprio nome indica, síndrome, são diversos sinais, e o pânico é o grau máximo de ansiedade que um indivíduo pode ter. Geralmente é recorrente. A pessoa apresenta mal-estar físico e mental.

Afeta a qualidade de vida e se não tratada pode surgir a depressão ou o transtorno denominado de agorafobia, ou seja, medo de ter medo.

Os sinais mais frequentes são: medo de morrer, de ter um ataque cardíaco, um infarto; medo de enlouquecer; aceleração da frequência cardíaca; sensação de batimento desconfortável; sudorese difusa (sem uma causa específica) ou localizada; tremores; sensações de falta de ar; sensação de desmaio; tonteiras; sensação de estar com a cabeça vazia; dor torácica; náusea ou desconforto abdominal, boca seca; sensação de não ser ela(e) mesma(o); formigamentos; calafrios ou ondas de calor; dor e desconforto no peito.

Na próxima edição mais sobre síndrome do pânico: como ocorre e o que se pode fazer para evitar que a síndrome se instale.

Diga não!

Você diz sim quando quer dizer não? Pois é, a dica de leitura dessa semana é o livro: “Não diga sim quando quer dizer não.”, de Herbert Fensterheim. 

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