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23 de Setembro de 2018

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Edição nº 951 / 2017

19/12/2017 - 16:57:13

Números do atraso

ELIAS FRAGOSO

Somos o 9º PIB do mundo, o que demonstra a importância econômica do país, mas, ao mesmo tempo, o 79º no ranking do PIB per capita mundial, claro indicador social da nossa péssima distribuição de renda. Mas o que é ruim sempre pode ficar pior: recentemente perdemos mais 6 posições na já alarmante classificação no índice de competitividade mundial: passamos do 75º para o 81º lugar, a pior classificação do Brasil desde 1997, segundo estudo do Fórum Econômico Mundial. Os números são estarrecedores.

Em outro índice, o de liberdade econômica produzido pela Fundação Heritage e divulgado no Wall Street Journal, o Brasil segue a sua sina de “gigante adormecido”: é o 122º colocado (posição próxima da – pasmem! – Coreia do Norte e bem distante do nosso vizinho Chile que há décadas adota políticas de mercado e vem se destacando dos demais países da região).

Essa situação é fruto direto das sempre postergadas reformas do nosso marco regulatório, da ausência de uma agenda política e de negócios, do disseminado e alto grau de corrupção, da recorrentemente deficitária infraestrutura, da baixíssima produtividade nacional (1/5 da americana, por exemplo) subproduto da decadente política e má gestão da educação que leva a números ridículos no comércio exterior (1% do mercado mundial) face a baixa competitividade dos nossos produtos e serviços, e a um atraso tecnológico que nos remete a era dos dinossauros.

Nossa enviesada, anacrônica e defasada Constituição e sua visão de “estado provedor”, tão querido de políticos populistas e adeptos do “socialismo-democrático” - seja lá o que isso for -  em nada tem ajudado. Suas teses, em quase tudo contrárias às práticas positivistas de “Ordem e Progresso” preconizadas em nossa bandeira e antagônicas às leis de mercado é outro decisivo impedimento. Certamente os “iluminados” que nos legaram esse mostrengo legal estavam querendo criar uma nova teoria econômica:  a da roda. Aquela que não deve levar a lugar algum, exceto manter “tudo como está”: tudo para os apaniguados de sempre e o resto, para o “resto” da Nação empobrecida. Levada sempre a “pão e circo” das promessas irrealizáveis. 

Sabemos que países que adotaram soluções de mercado estão entre os mais desenvolvidos do mundo ou a caminho disso. Exemplos não faltam, Coreia, Japão, Cingapura, Malásia, são países que há 6 décadas tinham perfil semelhante ou abaixo do Brasil, hoje são potencias mundiais ou muito perto disso. O segredo? Políticas econômicas de mercado, evolução da qualidade da educação, agressiva política de inovação e tecnologia e baixo nível de corrupção. Simples, não?

Também não faltam exemplos de propostas de “bem-estar e da felicidade geral” por via oposta às de mercado: Venezuela, Bolívia, Cuba, Coreia do Norte, Vietnã... Todos bolivarionistas, comunistas ou que nome inventem. Todos pobres, em crise e ditaduras. 

2018 é um excelente momento para se discutir essas coisas. Vamos continuar no rumo “socialista-democrática” (sic!)? Ou, finalmente, na direção correta do progresso? 

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