Acompanhe nas redes sociais:

24 de Setembro de 2018

Outras Edições

Edição nº 951 / 2017

19/12/2017 - 16:56:30

Belas rasteiras

ALARI ROMARIZ

Em política vemos de tudo. A primeira vez que vi um grande amigo sendo traído pelo vice foi no governo de Divaldo Suruagy. Conversávamos com políticos, de um lado e do outro, e ficávamos perplexos. Uma verdadeira arapuca! Pior; o personagem principal acreditava piamente nos falsos amigos. Até parlamentares de oposição entraram na grande peça que foi a saída de meu amigo Divaldo Suruagy.

Recentemente, presenciei outro espetáculo lamentável. Estávamos todos esperando confirmação do pagamento dos inativos e chega um aviso: a Mesa Diretora fez uma reunião secreta com a presidência do Alagoas Previdência e determinou que os aposentados seriam regidos pelo Estado. O chão se abriu e caímos num profundo buraco! 

Quando a Dilma lutava para não cair, uma grande sombra a empurrava para o fundo do poço. Seu vice, Michel Temer, segundo a imprensa, negociava a sua saída. Falam até, que empresas pagaram propina a deputados para votarem contra a presidente.

     Outro fato que me assustou: no dia em que o Senado votou o afastamento da Dilma, Renan, presidente da Casa, quieto, só observando. De repente, pede a palavra e subdivide o processo em dois. Salva os direitos políticos dela e os dele também. Isto é, salva todos os políticos. Xeque mate! Lembrei-me das sessões que eram realizadas, pela madrugada, no Legislativo alagoano. Aconteciam fatos inesperados. Um deputado dormiu presidente do Poder e caiu da cadeira! Acordou como simples parlamentar; um mortal comum.

Na época do Collor, governador de Alagoas, quando o líder do governo chegava à Assembleia com uma pasta preta, tudo podia acontecer. Quem era do azul virava encarnado. Vi “coisas do arco da velha”!

Voltando à roda do tempo: foi aprovado um Plano de Cargos e Salários em nossa “Casa Assombrada”. O tempo foi passando e nada de enquadramento. De repente, os ativos entram no plano e os inativos nem notícias. Silêncio total! Numa assembleia geral da categoria, veio a notícia: havia um acordo da Mesa Diretora e a entidade de classe: só os ativos seriam enquadrados. Até hoje os velhinhos esperam!

A idade vai nos levando aos antigos tempos e a histórias mirabolantes: na época da guerra (1944), em Maceió, um oficial do Exército, paulista, noivou com uma moça direita, de boa família. O comandante, vendo a loucura do subordinado, comunicou o fato à esposa traída. No dia do casamento, ela chegou à igreja com os filhos. E nada aconteceu. Isto é, não houve casamento!

Realizou-se uma eleição em Alagoas e os dois candidatos mais fortes eram Geraldo Bulhões e Renan (pai). Collor apoiava Calheiros e sua mulher pedia votos para GB. Uma amiga minha, ligada ao sSenador, tinha certeza de sua vitória. Eu, ouvindo os comentários, tinha dúvidas. O GB ganhou as eleições. Collor deu uma boa rasteira no pobre Renan, que nunca conseguiu ser governador de Alagoas.

     No cenário da política é onde assistimos a filmes estarrecedores. A ousadia é tão grande que derruba o idealismo. Não sabemos atualmente quem é quem no cenário político nacional. O que vale hoje é o poder e o dinheiro. Não vejo como afirmar que existe amizade entre parlamentares, governantes e empresários.

     Podíamos dizer em outros tempos, quais os partidos de esquerda, de direita e de centro. Hoje vemos o presidente da República negociando com integrantes do Congresso para votarem a favor da reforma previdenciária. E a moeda oferecida pode ser dinheiro, cargos no governo e apoio para o partido na campanha de 2018.

     Com tanta conversa, o Temer ainda corre o risco de levar uma bela rasteira de vários políticos e até de seu suposto vice, o presidente da Câmara Federal.

     Pago para ver!!!     

Comentários

Curta no Facebook

Siga no Twitter

Jornal Extra nas redes sociais:
2i9multiagencia