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17 de Novembro de 2018

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Edição nº 951 / 2017

19/12/2017 - 16:44:46

Nova diretoria será eleita dia 15

José Fernando Martins [email protected]

Os Conselhos Regionais de Engenharia e Agronomia (Creas) e o Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea) elegem na próxima sexta-feira, dia 15, suas novas e respectivas diretorias. 

Em Alagoas, três nomes disputam a presidência do conselho. São eles: o engenheiro civil Fernando Dacal Reis, que tenta a reeleição, o agrônomo Mário Agra e o engenheiro civil e ambiental Disneys Pinto. 

O EXTRA conversou com os três candidatos que expuseram suas propostas para o Crea-AL. As entrevistas em vídeo estão online no endereço eletrônico novoextra.com.br/so-no-site/entrevistas.

Fernando Dacal

Combate ao desemprego e ao 

descumprimento do piso salarial 

O engenheiro civil e empresário Fernando Dacal Reis coloca seu nome para disputar a reeleição. “Pegamos um conselho deficitário que não estava conversando com o profissional. O que arrecadava não pagava a própria despesa. Tudo fora dos limites da Lei de Responsabilidade Fiscal. Foi quando começamos a dar um modelo para o Crea Alagoas de gestão”. 

Sobre o que os profissionais da área podem esperar de um novo mandato, Dacal diz que tem dez novas propostas para o Crea. 

“Na primeira eleição entramos com uma linha de dez propostas. Dessas dez, até setembro tínhamos cumprido 70%. Nos resta reativar a biblioteca e reformar nosso prédio da parte antiga da cidade que é tombado. Agora, temos mais dez propostas”, assinala. 

De acordo com Dacal, asprioridades de sua nova gestão são a interiorização, o combate ao desemprego e ao descumprimento do piso salarial.

Ele ainda deu detalhes de um projeto de criação de um colégio de entidades. 

“Só em Maceió, temos em torno de 10 faculdades de engenharia. Só duas têm registro no Crea. Precisamos que registrem os cursos e o colégio de entidades de ensino servirá de incentivo. Isso porque é necessário que conversemos com o mundo acadêmico”, finalizou. 

Mário Agra

Empresas abusam dos 

profissionais

Mário Agra é formado pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal) e durante sua carreira, entre outros cargos, assumiu a vice-presidência do Crea Alagoas. Segundo ele, mais de 70% do Produto Interno Bruto (PIB) do país passam pelas descobertas da engenharia, fazendo da profissão um elo fundamental para o crescimento da economia. Disse ainda que o Conselho tem que ser uma estrutura a serviço dos profissionais, mas também da população. 

“Muitas pessoas têm me abordado para fazer reclamações pós-entrega de alguns edifícios com menos de um ano, mas com problemas estruturais. Nós [conselho] temos condições de pedir perícia nesses locais”. Segundo Agra, a valorização do profissional é necessária, mas também deve haver uma fiscalização nas empresas que exploram a categoria, fazendo com que o mesmo trabalhador atue em várias obras de uma vez só causando um sobrecarregamento.

“O Crea hoje, está mais voltado para servir de instrumento de alguns diretores da Casa da Indústria, que dirigem politicamente o conselho. O Crea fiscaliza em função das vontades dessa entidade”. 

Ele também critica a atual gestão, afirmando que ela decide o destino do conselho sem debate com a categoria. “Essa relação com os profissionais e a sociedade tem que mudar”, diz. 

Disneys Pinto 

Sou um candidato que 

representa o trabalhador

O engenheiro Disneys Pinto foi servidor público da Prefeitura de Maceió por 35 anos. Aposentado, hoje atua como secretário-adjunto Municipal de Obras. Parte da sua carreira foi dedicada à área sindical lutando pelos direitos dos engenheiros de Alagoas. 

“Colegas me procuraram para que o Sindicato dos Engenheiros no Estado de Alagoas (Senge) lançasse um candidato que fizesse parte do trabalhador, já que hoje o Crea Alagoas é comandado com o apoio do Sindicato da Indústria da Construção Civil de Alagoas, Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Alagoas e a Casa da Indústria”, criticou. 

“Como podemos ter um conselho de profissionais onde os patrões querem comandar? O Crea vai fiscalizar o exercício ilegal da profissão? Então, fica complicado o conselho fazer o trabalho que deveria estar fazendo. Já existe uma grande dificuldade dos profissionais se aproximarem do Crea”. 

O engenheiro destacou ainda o modelo de gestão que pretende implantar uma vez eleito. “Há uma necessidade de uma maior fiscalização das empresas, prefeituras e governo do Estado. Assim colocaremos os estudantes em estágios nessas empresas e também ofereceremos um banco de empregos para o profissional e universitários deixarem à disposição seu currículo para consulta. Vamos introduzir, assim, com maior rapidez, a categoria no mercado de trabalho”. 

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