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15 de Novembro de 2018

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Edição nº 951 / 2017

19/12/2017 - 16:42:11

Gabriel Mousinho

Gabriel Mousinho

O calvário dos Vilela

O envolvimento do ex-governador Teotonio Vilela, do seu irmão Elias Vilela e outras pessoas que fizeram parte da administração estadual por suposto recebimento de propina com relação ao Canal do Sertão não foi nenhuma surpresa.

Dirigentes da OAS e Odebrechet já haviam, meses atrás, denunciado que várias reuniões ocorreram e que os pedidos de propina sobre obras foram diretos, o que os acusados negam desde o início. O fato é que a Polícia Federal não pensa assim e por isso mesmo recebeu autorização para realizar mandados de busca e apreensão na semana passada.

Esse episódio mexe profundamente no campo político em Alagoas às vésperas de uma eleição que pode ser a mais disputada dos últimos anos, com seus protagonistas envolvidos em denúncias de corrupção.

O ex-governador vai ter que convencer que não tem nada a ver com as denúncias de suposta corrupção e demonstrar muita força e serenidade se pensa mesmo em disputar um cargo majoritário nas próximas eleições. Seu irmão, Elias, que não possuía cargo no governo do irmão, também terá que se desdobrar para explicar por que, mesmo não tendo nenhuma relação com a administração, participava de encontros nada republicanos com dirigentes de empresas que tocavam obras do Canal do Sertão.

Até o desfecho final, os envolvidos vão comer o pão que o diabo amassou.

Prejudicando

As denúncias de suposta corrupção já trouxeram sérios prejuízos políticos para o ex-governador Téo Vilela, que a estas alturas não sabe se será mesmo candidato ao Senado da República em 2018. Sua honra, embora esteja na fase de inquérito policial, foi atingida duramente, principalmente pelo histórico de homem público sério e decente. Resta esperar que prove na Justiça que não tem nada a ver com o pato.

Nas sombras

Como não tinha nenhum cargo no governo, o empresário Elias Vilela, irmão do ex-governador, fazia traquinagens às escondidas conforme entendimento da Polícia Federal. O acusado não sabe explicar bem como navegava na área da cana-de-açúcar e da construção civil, especialmente sobre obras no Canal do Sertão.

Nota fria

Em defesa, Téo Vilela distribuiu uma nota dizendo apenas que “tem consciência de que não praticou nenhum crime e que a verdade será restabelecida e que é o maior interessado na elucidação dessas investigações”. Isso, só, não basta.

Arrastão 1

A Polícia Federal e o Ministério Público estão mesmo atentos sobre esquemas de corrupção em Alagoas, principalmente em algumas prefeituras do interior. Nova operação foi desencadeada na terça-feira tendo como alvo pessoas ligadas ao ex-prefeito de Marechal Deodoro, Cristiano Matheus. Dezenas de mandados de busca e apreensão foram autorizados pelo juízo da 2ª Vara Federal.

Arrastão 2

Muitas outras pessoas conhecidas na sociedade maceioense também foram “visitadas” pela Polícia Federal no início da semana. Muitas ligadas à construção civil.

É pra valer

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, demonstrou, em pronunciamento na segunda-feira, que não vai deixar por menos o combate à corrupção no Brasil e que os envolvidos se preparem porque a coisa é pra valer. Em Alagoas parece que sobre o tem, passou um furacão e que muita coisa ainda vai aparecer até as eleições do próximo ano.

Bastidores da política

Na reeleição do governador Ronaldo Lessa, Téo e Renan eram candidatos ao Senado na mesma coligação, mas as pesquisas indicavam que se Fernando Collor fosse candidato, tomaria uma vaga dos dois. Téo e Renan, mesmo estando na chapa de Ronaldo, procuraram Collor e prometeram ajuda para ele sair candidato ao governo para derrotar o próprio Ronaldo, numa verdadeira operação de traição. Collor perdeu e a ajuda que Téo e Renan prometeram nunca chegou. Essa mágoa Fernando Collor não esquece nunca.

Mágoa 

Agora, Téo denunciado de suposto recebimento de propinas da Odebrecht e da OAS sobre obras do Canal do Sertão, não espere de Collor nenhum gesto de solidariedade.

Ele esqueceu

O próprio Ronaldo Lessa já deve ter esquecido da traição dos dois candidatos ao Senado na campanha de sua reeleição, ao voltar de braços abertos para o grupo liderado pelo senador Renan Calheiros.

Desprestígio

Lessa saiu da Prefeitura de Maceió para apoiar o governo do Estado, com a promessa de indicar Lailson, vice-presidente do PDT, para a Arsal, nomeação que até agora não saiu. Bem que Lessa merecia um melhor tratamento por parte do governo pela sua história política. Para alguns amigos de Ronaldo Lessa, o tratamento que o deputado vem recebendo é humilhante.

No limite

Pessoas ligadas a Ronaldo Lessa dizem que ele já está no limite e falta pouco para cair fora do governo. O assunto já foi comentado nos bastidores e até o irmão, Otávio Lessa, já foi comunicado da insatisfação do irmão com o governo.

Sem explicações

Ninguém sabe por que um paciente que sofre qualquer tipo de fratura e é encaminhado ao Hospital Geral do Estado é removido para ser submetido a cirurgia em um hospital de Coruripe. Estranho, muito estranho.

Festival de                  incompetência

A Secretaria Estadual de Saúde desde o início do governo que é um festival de incompetência. Entra secretário e sai secretário e não melhora em nada. Pagamentos de fornecedores com grandes atrasos, perda de processos nos setores, uma desorganização total. É comum prestadores de serviços estarem com atraso de pagamento de 8 a 10 meses sem solução. Quem tiver dúvida é só ficar diariamente na porta da secretaria para ver o desespero de quem tem dinheiro a receber neste final de ano. A equipe da Sesau demonstra estar perdida, sem rumo. Um desastre.

Maldade

É cruel que algumas pessoas estimulem o ex-deputado João Lyra a sair candidato nas próximas eleições. Sem estrutura e afastado da política desde 2013, JL, que ainda pertence aos quadros do PSD, é carta fora do baralho.

De fora

Decepcionada com os rumos da política alagoana, Thereza Collor desistiu de sair candidata em Alagoas. Deve disputar um mandato de deputada federal por São Paulo, cujo título de eleitor já foi transferido. Para pessoas ligadas à família, Thereza observou que a situação aqui é complicada e com certeza teria problemas na sua candidatura.

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