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17 de Novembro de 2018

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Edição nº 949 / 2017

04/12/2017 - 20:02:15

O som que domina as noites de Maceió

Bruno Fernandes Estagiário sob supervisão da Redação

Parafraseando a Banda Vibrações: “Reggae é a voz do resistente, a lança do combatente”! E é mesmo! A música reggae surgiu nos guetos da Jamaica e rapidamente se espalhou pelos guetos de Maceió.

É só ligar o rádio para ouvir referências que 10, 15 anos atrás eram novidade na pista de dança entalhadas em músicas de consumo rápido, todo mundo usando timbres que já fizeram a cabeça de várias casas de shows nos anos 90.

Há 19 anos, quando a edição de Nº 3 do EXTRA de Alagoas estava nas bancas, o ritmo da moda em Maceió era o Reggae. O movimento originário da capital Kingston (Jamaica) surgiu como forma de protesto contra as injustiças sociais. No Jacintinho, Vergel, Benedito Bentes, alguns dos bairros mais populosos de Maceió, o reggae está vivo até hoje. 

A mais famosa danceteria de Maceió na época, a Skorpion’s ainda existe. Há 28 anos a casa se dedica a difundir a cultura rastafári pela capital. Os regueiros de todas as partes se encontravam no local a partir das sextas-feiras, começando às 20h e se estendiam até às 5h da manhã.

Os seguranças do local afirmam desde 1998 que dentro da danceteria ninguém usa drogas, porém, só em 2017, cerca de três operações da polícia civil apreenderam menores e grande quantidade de drogas no local.

Som da resistência 

A raiz não nos deixa negar: o reggae é um som de resistência, por isso vem sendo criminalizado há mais tempo que o semanário mais antigo de Alagoas. Há 19 anos, o DJ e radialista Nizinho Rasta disse. “O reggae é marginalizado, porque a ideia formada que se tem dos frequentadores e amantes do ritmo são marginais, apenas por morarem na periferia”.

Embora o estilo ainda seja criminalizado, pode-se dizer que ele está muito bem representado por bandas como Maneva, Vibrações e por Edson Gomes, considerado por muitos do gênero como o maior nome da música reggae no país. Apesar da boa representação, o “hit” do momento é outro, diversas casas de shows se dedicam a produzir festas todos os finais de semana, onde a única regra é: curtir muito pop e eletrônica. O ritmo jamaicano perdeu espaço.

Nunca as “mais, mais” das paradas de sucesso foram tão dançantes. Bom para a música eletrônica? Em termos. Em Maceió vemos clubes tradicionalmente do “underground” tendo que abrir as portas para tocar músicas de rádio.

DJs de renome internacional e com anos de estrada como Vintage Culture e Alok desembarcam frequentemente em Alagoas. Festas com famosos tocando ou então promoters que se metem no som, botando seus pendrives para tocar música pop, estão cada dia mais em alta.

Quem confirma isso é Wagner Melo, produtor e proprietário do Orákulo Chopperia, no bairro do Jaraguá, em Maceió. A casa está aberta há aproximadamente 17 anos, e como o EXTRA, presenciou as várias fases da evolução musical na capital. “Já passamos por muita crise financeira por causa de outras casas, temos que estar atentos ao mercado, sempre inovando”, explica Wagner.

Para o empresário, a faixa etária que continua se divertindo é sem dúvida a de jovens com idade en 18 e 30 anos, em sua maioria universitários, e garante, embora o local possua uma programação diferenciada com ritmos diferentes em cada dia da semana, as sextas e os sábados são dominados pela eletrônica e pop.

“Começamos há 17 anos, naquele tempo nosso foco era pop rock, mas tivemos que ir inovando, passamos para o forró, pagode, pop e agora decidimos fazer uma programação para cada gosto, mas quem domina hoje é o público que curte eletrônica e a capacidade total da casa de mil pessoas é preenchida nesses dias”, conclui ele.

A produtora Vaneça Almeida, 25, concorda com Wagner. “Casas de shows apostam em nomes de peso e conseguem fechar uma noite com a quantidade que vai de 300 a 1200 pessoas”, e acrescenta outro ritmo, o Funk.

Para Vaneça, atualmente as festas e a própria cena musical nacional têm se dedicado a reproduzir funk no quesito “o que mais ouvem”. Mesmo com diversos temas e propostas, a espera do público pelo funk tem sido notória e resume bem o que a noite alternativa vem oferecendo em maior quantidade.

A disseminação de novas culturas musicais através das mídias sociais e dos serviços de streamings de música, foram os grandes responsáveis por toda essa acessibilidade a grandes nomes da música nacional e internacional, alcance quase impossível há 19 anos.

Estar atento a tudo que é lançado de novo está diretamente relacionado à escolha dos produtores a temas de festas que mesmo de forma indireta influenciam no que é 

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