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17 de Novembro de 2018

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Edição nº 949 / 2017

04/12/2017 - 19:59:55

Previdência Social e aposentadoria

JORGE MORAIS

Dificilmente o governo federal vai conseguir alguma mudança significativa nas regras de aposentadoria da Previdência Social ainda este ano, mas, na pior das previsões, não ultrapassará abril do ano que vem. Por mais que a oposição faça barulho, tente atrapalhar as discussões sobre o tema e diga que a Previdência Social não está quebrada e tudo é conversa do governo (situação) para juntar dinheiro e continuar pagando mal aos aposentados, não vejo como se livrar dessa, mesmo porque o presidente Michel Temer continua se reunindo, se articulando e distribuindo vantagens para os aliados.

O agrado mais recente foi para o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, que teve um aliado nomeado para o Ministério das Cidades, talvez o mais importante na estrutura do governo, pelo volume de recursos para obras, a partir do Programa de Aceleramento do Crescimento, o PAC. Desde o processo de votação para o arquivamento da segunda denúncia contra o presidente da República proposto pela Procuradoria Geral da República, na era de Rodrigo Janot, que Temer e Maia não eram vistos juntos. Recentemente, os dois se reuniram em um jantar, o novo ministro foi nomeado e tudo está voltando às mil maravilhas entre ambos.   

Eu, particularmente, acho que a Previdência Social está mesmo quebrada. Não tenho como avaliar em quantos anos ela deixará de pagar o salário dos aposentados e pensionistas. Só espero que essa quebradeira ainda demore alguns bons anos para se concretizar e fechar as portas. Estou a um ano e meio do caminho dessa aposentadoria e não gostaria de, depois de contribuir por tantos e longos anos, não desfrutar desse benefício que acho justo e injusto ao mesmo tempo. Justo, porque fiz jus com trabalho por tanto tempo. Injusto, porque por mais que venha a ser esse meu novo salário de aposentado, ainda é muito pouco pelo cálculo geral da média do que me foi tirado nesses anos descontando em folha.

Com absoluta certeza, o fiel da balança vai passar pela reforma ministerial que será apresentada pelo presidente Michel Temer. Pelas informações, serão 17 alterações ao todo, anunciada antes de uma só vez, mas modificada na sua aplicação, pois entende o presidente que mexer muito agora é como mexer em casa de marimbondo. Livrando a oposição hoje, o PSDB, dividido ao meio, fala em deixar o governo, mas uma boa parte de seus senadores e deputados ainda permanecem em cima do muro. É possível até que alguns desses ministros tucanos façam a opção de deixar o partido, pois não querem deixar de “comer” a carne e ficar só roendo o “osso”.

Logo, logo chega o mês de dezembro e, com ele, o recesso parlamentar. Por mais pressa que tenha o presidente da República e seu principal ministro, Henrique Meireles, da Fazenda, interlocutor e homem das propostas e estudioso das novas regras, os meses de janeiro e fevereiro do ano que vem não somam muito nesse momento, restando para uma discussão mais ampla e a votação final nas duas Casas do Congresso Nacional os meses de março e abril, quando não vai mais adiantar nem choro e nem vela da oposição. Sem dúvida, o esfriamento das discussões de agora em diante só beneficia o governo e é nisso que a situação está apostando. No mais, é rezar e rezar. Se for feito, está feito. 

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