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20 de Novembro de 2018

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Edição nº 948 / 2017

22/11/2017 - 13:17:54

Inquérito policial foi enviado à Justiça, mas sem laudo

Joyce Soares teria sido abusada por agente penitenciário dentro da cela; acusado nega

Maria Salésia [email protected]
Joyce é acusada de participação na morte do filho Dyllan

A lentidão no desfecho do caso de estupro dentro de uma cela no Centro Psiquiátrico Pedro Marinho Suruagy, em Maceió, tem dado o que falar. O crime teria acontecido em julho deste ano quando o agente Hélio Henderson Silva teria abusado da detenta Joyce Soares, acusada de participação na morte do  filho Dyllan Taylor.  Segundo informações da 2ª Delegacia de Defesa dos Direitos da Mulher, o inquérito foi enviado à Justiça, mas sem laudo do IML (Instituto Médico Legal) que confirmaria ou não o estupro.

A chefe de serviço da Delegacia da Mulher, Zeina Oliveira, afirmou que a delegada Cássia Mabel reenviou ofício ao IML pedindo o documento, pois o laudo “é que vai fazer a diferença”. De acordo com ela, durante interrogatório, o agente negou a acusação.

A assessoria de comunicação do IML afirmou que o laudo está pronto, mas a pedido da médica responsável o documento retornou para correção de digitação. No entanto, garantiu, que ficaria pronto nesta quinta-feira, 16.

Embora o agente negue qualquer tentativa de abuso sexual, as informações da época apontavam que câmeras de vigilância do manicômio teriam confirmado que o agente esteve na cela de Joyce na noite do dia 14 de julho de 2017.  Vale ressaltar que as gravações teriam sido solicitadas pela Secretaria de Estado da Ressocialização e Inclusão Social (Seris), à qual o centro psiquiátrico é vinculado. Na ocasião, ao ser questionado sobre o episódio, Hélio Henderson se limitou a responder que fazia ronda.

O caso ganhou repercussão a ponto da Comissão de Justiça e Inclusão Social do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Mulher (Cedim) fazer uma visita ao manicômio para ouvir a jovem. Já a assessoria da Seris afirmou que o agente foi afastado das funções até que saia o resultado das investigações para a partir daí tomar as medidas cabíveis.

CASO JOYCE

O filho de Joyce Soares, Dyllan Taylor, 3 anos, foi encontrado morto no dia 21 de janeiro de 2016, dentro de casa e com diversos hematomas pelo corpo, em Arapiraca. No mesmo dia, o padrasto dele, Meydson Alysson Alves da Silva Leão, foi preso em flagrante sob suspeita de homicídio qualificado.

Segundo dados da polícia, Dyllan teria morrido em consequência da série de agressões. No entanto, durante depoimento, Joyce Soares afirmou que havia saído para trabalhar e deixado o filho em casa com o padrasto. Meydson Silva admitiu à polícia que costumava agredir a criança, mas que o fazia na presença da mãe. 

Em 16 de fevereiro do ano passado, a mãe de Dyllan Taylor também foi presa, mas em outubro deste ano, Joyce e o padrasto da criança receberam liberdade provisória por meio de habeas corpus. Em sua decisão, o juiz Alfredo dos Santos Mesquita justificou que audiências de instrução e julgamento deixaram de ocorrer, caracterizando constrangimento ilegal na manutenção da prisão dos denunciados. O magistrado responsabilizou o Estado pela não ocorrência das audiências já que cabia ao sistema prisional o recambiamento dos réus até o Forum de Arapiraca, o que não ocorreu.

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