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18 de Novembro de 2018

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Edição nº 948 / 2017

22/11/2017 - 13:07:38

Gabriel Mousinho

Gabriel Mousinho

Violência não

Embora seu grupo político esteja no olho do furacão, o presidente da Assembleia Legislativa, Luiz Dantas, tem demonstrado que a violência não é o melhor remédio para se resolver problemas eleitorais no seu principal reduto, o município de Batalha.

Dantas, que sempre foi avesso à violência, mas impotente para conter os ânimos mais exaltados, não tem compactuado com o que vem acontecendo em um dos principais municípios do sertão de Alagoas, tão massacrado pela mídia há anos e também agora, exposto no cenário nacional.

Eterna briga de famílias na região, o fato tem trazido preocupações para o próprio governo, que não tinha assistido nos últimos anos o recrudescimento da violência no interior do estado. O problema é plenamente localizado e medidas repressivas e preventivas devem ser tomadas pelas autoridades policiais, para que não se estimule nem se alastre para outras localidades.

A disposição do presidente da Assembleia Legislativa, para manter a paz e a segurança das famílias e da população de Batalha, é um exemplo que deve ser seguido por todos que têm diferenças aos longos dos anos em diversas regiões de Alagoas. O objetivo maior é construir a paz entre as pessoas e que os mais afoitos entendam que a violência é um caminho sem volta para aqueles que querem o poder a qualquer custo.

O pau cantou

Num espetáculo pra lá de deprimente, o pau cantou na festa de emancipação política do município de Boca da Mata. Quem estava lá presenciou uma cena de pugilato, com o prefeito Gustavo Feijó entrando numa luta corporal numa briga que envolveu também os ex-prefeitos Toninho Lins, de Rio Largo, e Cristiano Matheus, de Marechal Deodoro. A confusão, de acordo com pessoas que participavam da festa, começou com uma pequena discussão e que depois enveredou para a briga. Uma vergonha, disseram moradores de Boca da Mata.

Com força

A matança no interior de Alagoas mais precisamente no município de Batalha voltou com força. O crime de mando que aparentemente havia desaparecido em Alagoas, parece que está de volta, embora a polícia já saiba de onde partiu tudo.

Oposição 

despertou

O governador Renan Filho parece que não terá vida tão fácil politicamente no próximo ano como se previa. A oposição disputará o governo do Estado com força. Pelo menos dois grupos já mostraram que estão dispostos a ir à luta. O do prefeito Rui Palmeira, que assumiu a direção do PSDB em Alagoas, e o do deputado federal JHC.

Sonegação fiscal

Prisões, afastamento de funções e outros delitos, foram os resultados da Operação Polhastro desencadeados pelas Polícias Civil, Militar e naturalmente o Ministério Público, com sua equipe de combate ao crime organizado. Além de fiscais de tributos, até o ex-vereador José Márcio também estaria envolvido em sonegação fiscal. Uma vergonha para o fisco alagoano.

Força de Lira

O deputado federal Artur Lira foi ouvido pelo Palácio do Planalto. A pressão sobre espaço da base aliada do presidente Temer no Congresso Nacional funcionou. Até o ministro das Cidades, Bruno Araújo, entregou o cargo. Lira mostrou força política ao liderar o PP e mais alguns partidos ao reclamar do tratamento recebido do Planalto pelos aliados. Alagoas sai na frente e poderá ter mais gente prestigiada na próxima reforma ministerial que já foi iniciada.

Fragilizado

Quem mais deve perder com a reforma ministerial é o PSDB. Na votação da denúncia contra o presidente Michel Temer, o partido foi fraco no número de votantes. A barra para defender o governo ficou por conta do Partido Progressista e de outros aliados, enquanto o PSDB navegava no comando de pelo menos quatro ministérios.

Ou vai ou racha

O deputado Arthur Lira jogou todo o seu prestígio nessa fase de transição. E está saindo vitorioso. O governo entendeu que, sem esse apoio, poderia ter sérias consequências daqui pra frente, como por exemplo as reformas que pretende enviar para a Câmara dos Deputados, especialmente a da Previdência.

Inflexível

Enquanto a oposição se articula em Alagoas, o presidente do Democratas, José Thomáz Nonô, não deixa por menos a desconfiança de que o ex-presidente do PSDB, Téo Vilela, pode fazer uma dobradinha com o senador Renan Calheiros para as eleições do próximo ano.

Tudo pode acontecer

Candidatíssimo ao senado, Vilela tentou demonstrar que nada tem com Renan Calheiros, mas a história faz os aliados ficarem com as barbas de molho. Ele passou a direção do PSDB ao prefeito Rui Palmeira, mas não convenceu totalmente aos seus aliados. Thomáz Nonô e o deputado federal Arthur Lira não estão totalmente convencidos da fidelidade de Téo.

Aliança branca

O que a oposição teme, a exemplo da eleição passada, é que Téo Vilela manobre para fazer uma aliança por baixo dos panos com Renan Calheiros, especialista em acordos políticos. Isso poderia trazer sérios prejuízos para os demais candidatos, a exemplo do próprio Rui Palmeira e do senador Benedito de Lira, candidato à reeleição.

Demonstração

O que os aliados de Rui Palmeira exigem, é uma demonstração mais precisa da fidelidade de Téo com o grupo. Por exemplo: viajar ao interior e fazer acordos, alianças e declarações de que está mesmo com o grupo de oposição, não deixando brechas para as reeleições de Renan Filho e do pai Renan Calheiros.

Em jogo

Nesta embolada toda, também está em jogo uma candidatura de oposição à presidência da República. Já é público e notório que se por ventura até lá Lula não for preso nem inelegível, Renan Calheiros irá apoiá-lo juntamente com o filho governador. Isso afetaria qualquer aliança mesmo que fosse branca na campanha do próximo ano.

Ameaça

O senador Renan Calheiros, naturalmente, também estaria ameaçado caso fosse julgado e condenado na Operação Lava Jato. Mas isso é uma alternativa na qual ninguém quer acreditar, nem mesmo Renan, que sabe da morosidade da justiça nesses casos.

Musculatura política

O deputado JHC monta uma estratégia para apresentar uma opção ao governo do Estado, que poderia ser ele mesmo. Ele esbarra, entretanto, numa ampla força política em toda Alagoas. Para uma candidatura majoritária é necessário que o postulante ao cargo tenha serviços prestados em todos os municípios alagoanos, o que parece não é o caso do deputado. Mesmo assim, demonstrou que é bom de urna.

Adesão

Nesse pouco tempo que resta para alianças políticas visando às eleições de 2018, JHC está investindo em trazer para si a adesão de novos partidos políticos e lideranças que sejam impactantes junto a eleitorado. Se vai conseguir, ninguém sabe, mas o seu nome é o mais forte no momento.

Ainda não

O Partido dos Trabalhadores, que decidiu marchar com os Renans para o governo, ainda espera de boca aberta o espaço que vai ocupar no governo do Estado. O PT queria a Secretaria de Educação, mas já sabia, de antemão, que seria praticamente impossível esse acordo. Tirar o vice-governador do cargo era o mesmo que mexer numa casa de marimbondo, principalmente pelo trabalho eficiente que vem sendo realizado por Luciano Barbosa, implantando, sobretudo, o tempo integral nas escolas para os alunos da rede estadual.

Segundo escalão

O PT deve se contentar com cargos no segundo escalão, assim mesmo sem nenhuma visibilidade no governo. Chegou tarde para compor e principalmente porque a aliança foi decidida em nível do ex-presidente Lula com o senador Renan Calheiros.

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