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24 de Setembro de 2018

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Edição nº 948 / 2017

22/11/2017 - 13:06:29

Jorge Oliveira

O caos na Barra!

Jorge Oliveira

Barra de São Miguel, AL – Primeiro uma historinha, versão posto de saúde: na última quarta-feira, pela manhã, um rapaz foi ao posto de saúde da Barra de São Miguel queixando-se de uma dor de dente. Encontrou – como sempre - o prédio fechado. Movido pelo sofrimento intenso apelou: arrancou o portão imenso do prédio e o jogou na rua (foto). Foi ouvido pela polícia e liberado. Segunda historinha, versão moradores: o rapaz estaria levando a mulher para ser atendida e encontrou o posto de saúde fechado. Ao removê-la para a UPA do Francês, ela teria morrido.

E a população? Bateu palmas para o rebelde porque viu nele o seu defensor já que ninguém aguenta mais o descalabro da administração que entregou a cidade à especulação imobiliária e a cada dia assiste o desmonte de suas belezas naturais.

A Barra, como já disse aqui, virou um caos sob o olhar complacente das autoridades. O IMA – Instituto do Meio Ambiente – que, em tese, deveria preservar o meio ambiente, virou cúmplice da ganância do prefeito e seus comparsas. Onde existe uma destruição e um crime ao meio ambiente lá está a placa do IMA autorizando o desastre. Os dois -  a prefeitura e o instituto – trabalham como irmãos siameses para devastar as encostas, acabar com os rios e poluir as praias da cidade, ainda uma das mais belas do litoral alagoano.

Os servidores recebem salários atrasados, as escolas fecharam por dois dias esta semana em protesto à inépcia do prefeito, os fornecedores estão sem receber e o município parou. Com isso, o movimento no comércio caiu. As lojas, pequenas e grandes, estão às moscas porque o dinheiro deixou de circular. Mas se a administração está um caos, existe um outro lado que está nadando de braçada nas belas águas da Barra de São Miguel: o prefeito e seus amigos especuladores que transformam o lugar em um monte de concreto e ferro sem dotar a cidade de uma infraestrutura adequada para receber esses novos empreendimentos.

O prefeito não aparece na cidade, como denunciam os moradores. Um tal de Mourinha é o responsável pela administração, aliás, pela esculhambação, pela anarquia generalizada. A cadeia pública está fechada a cadeado. Isso mesmo: a cadeia pública está com cadeado no portão de entrada! As encostas com áreas verdes estão sendo devastadas para atender os negócios escusos dos empreendedores de fora da cidade. O prefeito – veja que coisa! – constrói a maior marina particular da cidade (foto), obra milionária para a qual não faltam recursos nem operários. Ele quer ligar o litoral ao condomínio Alta Vista, onde tem casa. Para isso, do dia para a noite, devastou uma imensa área de mata nativa transformando o local em dois platôs para criar estacionamentos e viabilizar o seu projeto. Para “limpar” a área, o prefeito ameaça retirar do local dezenas de famílias que vivem da cata do maçunim, desalojando a população carente que vive da pesca. Os moradores estão revoltados, mas o movimento de protesto é abafado pelas benesses oferecidas pelo prefeito aos mais exaltados.

A criminalidade aumentou terrivelmente. Nesta semana, várias lojas e pequenos comerciantes foram assaltados. Nos condomínios já ninguém dorme com tranquilidade porque os ladrões fazem visitas nas madrugadas aproveitando-se da ausência de policiamento na cidade. O pânico tomou conta dos moradores que não se arriscam sair à noite com medo dos bandidos.

Diante desse caos é de estranhar que o Ministério Público, tão zeloso das suas funções em Alagoas, ainda não tenha atentado para essa desordem administrativa e a bagunça em que se transformou a cidade da Barra, cartão postal do estado. Um dos mais belos, diga-se de passagem.   

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