Acompanhe nas redes sociais:

16 de Novembro de 2018

Outras Edições

Edição nº 946 / 2017

07/11/2017 - 11:15:48

Uma empresa pouco recomendável

ZAIDA LINS DE LIMA

Sexta-feira, dia 27/10, regressávamos dos EUA, na classe executiva da companhia aérea Avianca precisando fazer uma conexão no aeroporto de Bogotá, na Colômbia. O tempo decorreu sem maiores complicações até o alto-falante anunciar uma proposta aos passageiros que se apinhavam na sala de embarque. Ofereciam 500 dólares aos que quisessem desistir, com acréscimo de hospedagem e alimentação. Cinco minutos após, a oferta subiu para 710 dólares. Não soubemos se houve desistente, mas, de certeza, apuramos o overbooking. Venderam mais passagens do que poderiam. Chamaram a mim, meu filho e nora para negociar. Nada feito! Queríamos chegar. Como primeira mentira, alegaram não haver classe executiva pelo pequeno porte do avião. Que os comandantes de aeronaves maiores entraram em greve. Outra mentira, segundo apuramos! Sem nos arredarmos da impossibilidade de ficar, prometeram-nos um ressarcimento de 500 dólares na forma de crédito na empresa. Esses colombianos devem achar que os brasileiros são, em geral, mais otários e babacas do que eles, francamente! Subimos no avião e vimos que trocaram nossas vagas por alguém mais “graduado ou e$$$$$perto”. Lá estava a classe executiva completa, sem nossas vagas numeradas e devidamente adquiridas. Fomos acomodados no “puleiro”, com o resto da tripulação, “degustando” um repasto horroroso, logo deixado de lado. De repente precisei ir ao toilette. Dirigi-me ao WC da classe executiva, porém fui barrada. Levantei a voz, e disse que, se não me abrissem a porta, faria um escândalo e um discurso para os brasileiros presentes e os ainda decentes. Sempre sobra algum... Abriram! Na hora! Por quatro vezes fui lá porque fiquei nervosa. Acabo de vencer um câncer de mama e, portanto, nada, nada mais neste mundo me intimida. Vamos entrar na Justiça, mas, como fui advogada por muitos anos e até defensora pública, não acho que o caso chegue a bom termo, sabendo como sei, filha e mulher de advogado e neta de desembargador, que esse país só muda quando houver um pulso firme e honesto no topo da administração brasileira. E isso está difícil enquanto os ladrões dos bens públicos permanecerem ricos na cadeia, e livres do confisco...

Comentários

Curta no Facebook

Siga no Twitter

Jornal Extra nas redes sociais:
2i9multiagencia