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20 de Setembro de 2018

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Edição nº 946 / 2017

07/11/2017 - 11:08:56

Escolas estaduais usam ludicidade e tecnologia para estimular a aprendizagem

Jogos e robótica são ferramentas usadas para dinamizar ensino; projetos foram destaque de feira da Ufal

Texto de Ana Paula Lins Fotos de Valdir Rocha
Estudantes de escolas de diferentes regiões do estado tiveram a oportundade de expor projetos desenvolvidos de forma lúdica

A matemática é apontada por muitos estudantes como a disciplina que consideram mais difícil de aprender. Para romper com a fama de “bicho papão” e mostrar que é possível ensinar matemática de forma interativa e divertida, escolas públicas da rede estadual fazem de uso de jogos e da robótica para estimular o interesse pela disciplina. Alguns destes projetos foram apresentados durante a edição 2017 da Matexpo/Matfest, evento promovido pelo Instituto de Matemática da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) no período de 23 a 25 de outubro.

Ao todo, 14 trabalhos desenvolvidos pelas escolas estaduais Fernandes Lima, Benedita de Castro, José da Silveira Camerino, Miguel Guedes Nogueira, Rodriguez de Melo, Moreira e Silva e Centro Cyro Accioly foram apresentados durante os três dias do evento. Além disso, a Secretaria de Estado da Educação (Seduc), também levou para a mostra as ferramentas e jogos desenvolvidos pelo Laboratório de Educação Matemática (LEM) do Centro de Ciência e Tecnologia da Educação (Cecite) e projetos de robótica das escolas estaduais Francisco Leão (Rio Largo), José Aprígio Brandão Vilela (Teotônio Vilela), Luiz Augusto (Delmiro Gouveia), Watson Clementino de Gusmão (Delmiro Gouveia), Senador Rui Palmeira (Arapiraca), Professor Loureiro (Murici), Geraldo Melo, Irene Garrido, Afrânio Lages e Theonilo Gama (todas de Maceió).

Ricardo Lisboa, superintendente de Políticas Educacionais da Secretaria de Estado da Educação (Seduc), diz que, em meio a tantos atrativos tecnológicos, a exemplo dos smartphones, o desafio do ensino contemporâneo é encontrar formas de tornar as aulas atrativas para as crianças e adolescentes.

“Muitos estudantes ainda consideram a matemática uma disciplina difícil e, como vivemos uma época em que a atenção do aluno é facilmente dispersada pelos atrativos tecnológicos, faz-se necessário encontrar meios de tornar a matemática encantadora. Para isso, a Seduc tem investido em ferramentas e formações que dão um suporte para os professores buscarem essas inovações: hoje, temos 95 escolas com robótica; a plataforma Escola Web, que conta com diversos objetos de aprendizagem à disposição dos educadores e o nosso Laboratório de Educação Matemática do Cecite. Além disso, o Simpósio Alagoano de Ciências da Natureza e Matemática (Salcinn), promovido pela Seduc, oportuniza a discussão de novas tecnologias e metodologias”, destaca Ricardo.

Exposição 

O coordenador da Matexpo, Isnaldo Isaac, conta que o evento, que contou com 55 trabalhos inscritos, promove uma maior aproximação entre a universidade e as escolas de ensino fundamental e médio, mas também possibilita mostrar como se pode inovar no ensino aprendizagem de matemática.

“A Matexpo é espaço para mostrar trabalhos que vem potencializando o ensino de matemática nas escolas públicas e particulares. Vimos projetos muito interessantes e interdisciplinares que unem matemática e história, matemática e engenharia. O distanciamento do aluno da matemática ocorre a partir do momento que ele não tem estímulo para estudar.Por isso, a Matexpo também se propõe a ser um canal de motivação para que os alunos gostem da matemática”, declara.

Propostas - Professora da Escola Estadual Guedes Nogueira, em Bebedouro, Natalia Santos apostou no jogo africano mancala como a ferramenta para estimular a aprendizagem da matemática. “Em uma disciplina que muitos alunos consideram difícil, é fundamental e no lúdico. Por meio da mancala, jogo cujo objetivo é recuperar o maior número possível de sementes, trabalhamos as quatro operações e o raciocínio lógico, pois, para ganhar o jogo, é preciso ter estratégia”, explica.

Com cinco projetos inscritos na Matexpo, a Escola Estadual Benedita de Castro Lima, no Clima Bom II, também aposta em ferramentas lúdicas para fomentar o ensino da disciplina. Dentre elas, o uso do spinner na resolução de problemas, do jogo tangram para a confirmação do Teorema de Pitágoras e o uso de bolas e pipas para o ensino da geometria. Estes projetos tiveram também o apoio de acadêmicos de Matemática da Ufal por meio do Programa Institucional de Iniciação à Docência (Pibid).

“São ferramentas que apresentam a matemática de forma divertida e tornam o aluno protagonista do seu aprendizado. Por meio de bolas e pipas, por exemplo, falamos de geometria plana e espacial. Percebemos que os alunos ficam fascinados quando fazemos uso destas ferramentas”, fala o professor Wellington Santos.

Estímulo

Os estudantes confirmam que as ferramentas lúdicas tornam o aprendizado da disciplina mais atrativo.

É o caso de Victor Manuel Souza, aluno da 1ª série do ensino médio da Escola Estadual Luiz Augusto, em Delmiro Gouveia. Na Matexpo, o jovem apresentou projeto em robótica de guindaste magnético que diminui o risco de acidentes. Ele diz que a vinda da robótica à escola realizou um sonho antigo.

“Desde criança, sempre sonhei em montar carrinhos, máquinas e termos a robótica em nossa escola é algo incrível, trouxe muita inovação para nossa aprendizagem”, afirma o jovem. Na última edição do Encontro Estudantil da Rede Estadual, ele e seus colegas ficaram em quinto lugar na Mostra de Robótica com o projeto do guindaste magnético.

No caso de Tâmara Virgínia e Vitória Abyas, alunas do 9º ano da Escola Estadual Benedita de Castro Lima, a simpatia pela matemática também se fortaleceu graças às ferramentas pedagógicas. “Já gostávamos de matemática e projetos como estes que temos na escola deixam o aprendizado ainda mais interessante. Participar da Matexpo também é uma experiência muito enriquecedora”, contam.

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