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13 de Novembro de 2018

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Edição nº 946 / 2017

07/11/2017 - 11:06:18

Gabriel Mousinho

Gabriel Mousinho

Mau exemplo

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Luiz Dantas, fez como Pôncio Pilatos ao ser indagado sobre o desvio de pelo menos R$ 15 milhões dos seus cofres: eles que se justifiquem, disse Dantas.

O presidente quis tentar se safar das denúncias, mas não explicou por que os setores da Assembleia não identificaram as safadezas supostamente aplicadas por um bom número de deputados.

Esta é a segunda operação feita pela Polícia Federal na Assembleia Legislativa. A primeira foi a Taturana, cujo processo ainda hoje tramita nas esferas federais e estaduais. De concreto mesmo, ninguém foi punido, o que viria a estimular outras práticas a exemplo da Sururugate.

A Assembleia Legislativa perdeu de vez a credibilidade dos alagoanos, que vê a instituição como porta da corrupção e do desvio de recursos públicos. É lamentável que tudo isso esteja acontecendo numa Casa que deveria servir de exemplo de correção e honestidade para todos.

Descaramento

A deputada Thaise Guedes e mais alguns parlamentares vão ter que na explicar na polícia e na Justiça o sumiço de milhões de reais da Assembleia Legislativa. Um novo golpe foi aplicado e que está sendo apurado pelo Polícia Federal. A Casa de Tavares Bastos a cada dia perde a credibilidade, se é que ainda existia.

Delirando

O secretário do Gabinete Civil, Fábio Farias, parece que pegou a mania de não dizer coisa com coisa no governo. Divulgaram por aí que ele havia dito que Renan Filho só trata de eleição no carnaval. O governador faz pelo menos um ano que não trata de outra coisa, a não ser de eleição e colocar novos aliados em cargos do governo.

Loteando

Como não existe mais cargo de secretário para negociar com futuros aliados, Renan Filho agora parte para o segundo escalão. Vários órgãos estão na mira de grupos políticos, inclusive Detran e Ideral.

Falha do Ciço

Quando o deputado Cícero Almeida votou contra o presidente Michel Temer na semana passada, não foi atendendo ao apelo do seu eleitorado. Falam por aí que ele teria recebido ordem do senador Renan Calheiros para se posicionar dessa maneira.

Arrumando as       gavetas

Depois de votar contra o presidente Michel Temer, é bom o deputado Cícero Almeida mandar arrumar as gavetas dos seus indicados em órgãos do governo federal em Alagoas. O Planalto, segundo notícias nacionais, será implacável com o que ele chama de traidores.

Mais uma

O senador Renan Calheiro trabalhou muito para que os deputados não dessem quórum na votação das denúncias contra Temer, mas foi em vão. Perdeu feio e as denúncias foram arquivadas.

Em janeiro

Deve ser mesmo em janeiro que o prefeito Rui Palmeira vai anunciar sua candidatura ao governo. Pelo menos ele tem dado pistas sobre isso, quando afirma que os Calheiros irão ter, sim, oposição forte em 2018. Com o PSDB na mão e a aliança com o PP e o PR, Rui acredita que chega lá.

Desanimado

Quem tem conversado com o deputado Ronaldo Lessa nos últimos dias acha que ele não está muito entusiasmado pela escolha que fez ao ficar de lado dos Calheiros. Anda meio desolado, como se tivesse errado na escolha.

Tudo em família

Logo que foi acolhido nos braços do PMDB, Ronaldo Lessa não se fez de rogado: nomeou seus parentes mais próximos para cargos no governo. Falam nos bastidores seus ex-aliados que ficaram decepcionados com sua escolha.

Alerta geral

Os alagoanos devem ter muito cuidado com o telefone. Os grampos andam soltos por aí, mesmo que o governo do Estado venha negando os procedimentos considerados ilegais.

Pão e água

Os deputados que votaram contra o presidente Michel Temer, a exemplo de Cícero Almeida, Pedro Vilela, Ronaldo Lessa, JHC, Paulão e Givaldo Carimbão, vão comer o pão que o diabo amassou. Se depender do governo federal não terão verbas de emendas liberadas. O governo vai jogar duro com os considerados infiéis.

Agressão 1

O ministro Marx Beltrão atacou ferozmente nas redes sociais contra o jornalista Davi Soares, do site Diário do Poder, do jornalista Cláudio Humberto. Se ficou incomodado com a matéria de Davi, o ministro deveria, pelo menos, manter a ética e corrigi-la se alguma coisa estivesse equivocada. Preferiu outro caminho. Nossa solidariedade ao jornalista alvo da ira do ministro.

Agressão 2

Já alguns seguranças da deputada Thaise Guedes, alvo de operação da Polícia Federal sobre o suposto desvio de dinheiro público, agrediram uma equipe do jornalismo da TV Gazeta, que produzia um material jornalístico sobre o caso. A deputada parece que ainda não entendeu que os tempos são outros. Em vez de agredir jornalistas no cumprimento de sua missão, seria melhor que a deputada esclarecesse as denúncias de surrupiar o dinheiro do contribuinte.

Disparada

Pode até ser que as projeções mudem de rumo, mas, no momento, o nome de Heloísa Helena para deputada federal tem bombado nas pesquisas de opinião. Se fizer uma boa coligação, Heloísa pode ser uma das mais bem votadas nas eleições do próximo ano.

Trabalho para a 

polícia

O ano de 2017 vai terminar com muito trabalho para a polícia, Ministério Público e consequentemente o poder Judiciário. Neste final de ano as denúncias de assaltos aos cofres públicos feitos supostamente por deputados e até prefeitos presos são coisa nunca vistas. Nunca se viu tanto gabiru saindo pelo ladrão.

Onde há fumaça...

O Grupo de Combate às Organizações Criminosas, do Ministério Público, recebeu informações privilegiadas de que a distribuição da recuperação judicial da Cooperativa dos Usineiros, envolvendo várias usinas, pode ter sido jogo de carta marcada. Alguém deve ser preso nos próximos dias, talvez até alguns profissionais liberais que estariam envolvidos na maracutaia.


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