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15 de Novembro de 2018

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Edição nº 946 / 2017

01/11/2017 - 17:51:47

Antonio e Dudu Hollanda: pai e filho investigados pela PF

Vereador e deputado são acusados de corrupção

José Fernando Martins [email protected]
Vereador Antonio Hollanda, investigado por crime eleitoral, e o filho, deputado Dudu Hollanda, suspeito de desviar R$ 15 milhões da ALE

Mais um caso de pai e filho acusados de corrupção está sendo investigado em Alagoas. A dupla da vez é o vereador Antonio Hollanda (PMDB) e o deputado estadual Dudu Hollanda (PSD). Os nomes de ambos estão impressos nos calhamaços de papel provenientes dos inquéritos da Polícia Federal. 

E os escândalos vieram à tona apenas com uma semana de diferença. Na quarta-feira, 1º, Antonio Hollanda foi surpreendido com um mandado de condução coercitiva expedido pela Operação Pense Maceió. 

O político teve que ir até a sede da PF prestar esclarecimentos sobre esquema de troca de atendimento odontológico e consultas médicas por votos nas eleições de 2016. 

Uma semana antes o nome de Dudu Hollanda, filho do vereador, apareceu na lista dos deputados estaduais acusados na Operação Sururugate de desvio de dinheiro dos cofres da Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE-AL). 

PENSE MACEIÓ

De acordo o delegado Daniel Silvestre, do Núcleo de Combate ao Crime Organizado da Polícia Federal (PF), “as consultas na ONG Pense Maceió, localizada no Vergel do Lago, começaram três meses antes das eleições”. 

Após Antonio Hollanda ser eleito, a ONG logo fechou as portas. As investigações começaram em fevereiro de 2017. Disse ainda que o Ministério Público Eleitoral (MPE) recebeu provas do crime e encaminhou à PF para aprofundar as investigações. 

Um dos indícios da veracidade das acusações é que o presidente da ONG trabalha no gabinete do vereador. Em torno de 30 policiais federais foram mobilizados para cumprimento das diligências. Foram também alvos da operação a sede da ONG investigada e o gabinete do parlamentar na Câmara Municipal de Maceió.

Antonio Hollanda já foi vereador por Maceió (1977-1983), deputado estadual por dois mandatos (1983-1987 e 1987-1991) e deputado federal (1991-1995). 

Segundo o superintendente do PF, Bernardo Torres, um parente do acusado, também político, teria se beneficiado do esquema. No entanto, Torres preferiu não confirmar nomes. 

SURURUGATE

Dudu Hollanda, como já mencionado, é filho de Antonio Hollanda, e seria um dos responsáveis de desviar dinheiro público da Assembleia Legislativa. Ele é um dos parlamentares investigados pela Operação Sururugate, deflagrada em março deste ano. 

Investigações apontaram que, somente entre 2010 e 2013, a Assembleia pagou cerca de R$ 15 milhões a indivíduos cadastrados em programas sociais do governo federal.  Realizada em parceria com o Ministério da Transparência, Fiscalização e Controladoria-Geral da União (CGU), a operação identificou falhas de controle na folha de pagamentos do órgão legislativo.

Entre as irregularidades encontradas estavam a subdeclaração de informações da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS); acumulação ilegal de cargos e empregos públicos e benefícios sociais, previdenciários e da reforma agrária em desacordo com a lei; e pagamentos a servidores após registro de óbito no Sistema de Controle de Óbitos (SISOB).

Além de Dudu Hollanda,  outros deputados são acusados de participar do esquema de corrupção: João Beltrão (PRTB), Cícero Cavalcanti (PMDB), Isnaldo Bulhões (PMDB), Severino Pessôa (PSC), Olavo Calheiros (PMDB), Edval Gaia (PSDB), Marcos Barbosa (PRB), Marcelo Victor (PSD), Thaise Guedes (PMDB), Antônio Albuquerque (PTB) e Cícero Ferro (ex-deputado do PRTB).

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