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16 de Novembro de 2018

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Edição nº 945 / 2017

31/10/2017 - 09:45:46

Sururu

Da Redação

Terra arrasada 

1 - Ao se analisar a situação de falência de mais sete usinas e duas outras empresas ligadas ao setor - Mecânica Pesada S/A e a Copertrading – não se deve jogar a culpa apenas na crise que afeta o País. Má administração das usinas, incompetência de seus diretores e falta de visão empresarial dos usineiros estão presentes em todos os casos.

2 - Ninguém desconhece que boa parte da eterna crise em que vive Alagoas e a maioria de seus habitantes deve-se à política de terra arrasada praticada pela elite predadora do açúcar desde o Brasil Colônia. Após séculos de exploração do homem e da natureza, deixaram como legado só pobreza e miséria.

3 - Das 27 usinas de Alagoas, poucas sobreviverão. A maioria sucumbirá junto com milhares de trabalhadores que são descartados sem ao menos receber a indenização a quem têm direito por lei. Hoje já se conta aos milhares os plantadores de cana que estão quebrados e enfrentando dificuldades até mesmo para manter a própria sobrevivência. Sem falar nos fornecedores de produtos e de serviços, também vítimas do calote das usinas.

4 – As usinas estão quebradas, mas os usineiros estão ricos e se mantêm encastelados no poder, dominando todos os setores do estado.  Alguns deles, bilionários, até se mudaram para o exterior e hoje vivem encastelados em mansões e apartamentos de luxo em Londres e Paris, bem distantes da miséria que produziram e nos deixaram como herança maldita.

Duplo calote

A Usina Sinimbu foi comprada recentemente pela Copertrading Comércio Exportação e Importação S.A., braço comercial da Cooperativa dos Usineiros. Além de dar calote nos ex-donos da indústria, a cooperativa também não quitou as dívidas da usina nem honrou compromisso com seus trabalhadores. Agora, a Copertrading pede regime de recuperação judicial junto com a Sinimbu, num duplo calote.

Aviso prévio

Há dois meses esta coluna informou que a Cooperativa dos Usineiros de Alagoas só esperava receber um empréstimo externo de 300 milhões de dólares, que negociava com aval da União, para pedir a recuperação judicial. O dinheiro não saiu e na época seus credores já sentiam o cheiro do calote, que agora se concretiza.

Planos de saúde contra idosos

O projeto da nova lei dos planos de saúde abre caminho para um inescrupuloso aumento de preços para todas as idades. A pretexto de “proteger” a exploração do cliente cuja mensalidade aumenta mais de 100% quando completa 59 anos, o projeto limita esse reajuste a seis vezes àquele pago por cliente de 18 anos. Assim, os planos ganham o “direito” de aumentar a mensalidade dos 18 anos para explorar os idosos.

Ousados, os planos de saúde tentam convencer os deputados a alterarem o Estatuto do Idoso para abrir caminho à exploração sem limites. O artigo 15 do Estatuto do Idoso, que os lobistas querem abolir, proíbe os planos de saúde de cobrar valores diferenciados em razão da idade. (Cláudio Humberto Rosa e Silva).

Discriminação

As práticas abusivas dos planos de saúde contra idosos já eram vedadas pelo art. 39 do Código de Defesa do Consumidor. Outra lei a protegê-los é o Estatuto do Idoso, Lei nº 10741, de 1º de outubro de 2003, que veda qualquer forma de discriminação contra idosos, praticada pelos planos de saúde.

Falso argumento

Antes da edição desta lei, havia dúvidas quanto à legalidade da cobrança diferenciada, uma vez que o aumento da idade acarretava maior risco de utilização do plano e, consequentemente, um maior custo para o fornecedor.

Valores diferenciados

Essa dúvida foi dissipada pelo Estatuto do Idoso, que proibiu expressamente no §3º do art. 15 qualquer forma de discriminação por parte dos planos de saúde ao idoso, especialmente a cobrança de valores diferenciados.

Bancada da morte

O perigo maior é a pressão dos planos de saúde sobre os congressistas, visto que essas empresas vêm investindo pesado a cada eleição. No pleito de 2014 doaram R$ 55 milhões para 131 candidatos. O apoio financeiro de 40 empresas do setor ajudou a reeleger a presidente Dilma Rousseff, três governadores, três senadores, 29 deputados federais e 29 deputados estaduais. No total, 60 foram eleitos e outros 71 não. O montante doado em 2014 representa 263% a mais que o financiamento dos planos feito na campanha eleitoral de 2010, que foi de R$ 15,1 milhões. É a bancada da saúde, que deveria ser chamada de bancada da morte.

Oligarquia da toga

Para o jornalista e economista Rodrigo Constantino, a grande ameaça ao Brasil é a oligarquia da toga formada pelos ministros do Supremo Tribunal Federal. Segundo ele, o ativismo do STF é visível e diretamente proporcional ao seu grau de arbítrio. “De guardião da Constituição, o STF virou o próprio legislador, usurpando um poder que cabe ao Congresso. São casos e mais casos em que os ministros decidem da cabeça deles, não da letra da lei, medidas que exercem enorme influência nos rumos do país”.

Cheiro de Calcinha

Um dos nomes mais ventilados na corrida por uma vaga na Assembleia tem sido o do vereador Anivaldo da Silva, mais conhecido como Lobão (PR). Não é à toa que recentemente o ministro Maurício Quintella, uma das estrelas da legenda, esteve prestigiando uma apresentação do vereador com sua banda “Cheiro de Calcinha“, no Boteco do Rei, no Santo Eduardo.

Ajuda divina

Recentemente, o deputado federal Marx Beltrão (PMDB) recebeu a Comenda Governador Afrânio Lages por seu trabalho à frente do Ministério do Turismo. Há poucos dias, Beltrão solicitou ajuda do papa Francisco para tentar se manter santo aos olhos dos eleitores.

De carona

O principal patrocinador do CSA, e multijogador presente em todas as camisas do time do Mutange, Rafael Tenório, está aproveitando a boa fase para alavancar sua pré-candidatura ao Senado pelo Podemos. Vale lembrar que os principais postulantes às duas vagas de senador ocupam espaços generosos na mídia.

Down

Até o sábado, 28, Maceió é palco do maior congresso brasileiro sobre Síndrome de Down. O evento acontece no Centro de Convenções Ruth Cardoso, no Jaraguá. Especialistas de todo o País  debatem saúde, educação, produção de conhecimento e oportunidades para os portadores da síndrome. 

A organização é do Instituto Amor 21, que reúne pais, familiares e amigos de pessoas com Down.

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