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26 de Setembro de 2018

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Edição nº 944 / 2017

24/10/2017 - 10:56:33

Olho nos vices...

ELIAS FRAGOSO

Na ressaca do fim do regime militar que durou 21 anos e, por absoluta falta de renovação dos nossos quadros políticos, a democracia brasileira recém-nascida passou por duros testes nos seus primeiros anos. A morte de Tancredo Neves terminou por “entregar de bandeja” o governo eleito de forma indireta, frise-se, ao vice, o Sr. Sarney, aliado de primeira hora do regime militar, arauto do atraso e das práticas espúrias que primeiro tornaram o Maranhão sua capitania hereditária (ainda hoje o é, mesmo estando sua família “fora” do governo local) e posteriormente, a Nação como laboratório de abjetos e escusos toma-lá-dá-cá, tão comuns na república velha. Nossa jovem democracia já nascia velha, em todas as suas acepções. Uma enorme decepção para o povo que ainda por cima teve que suportar nada menos que anos de hiperinflação. Uma desgraça!

Nova eleição, agora direta, e todos os velhos caciques políticos foram derrotados não pelo “caçador de marajás”, mas pelo novo. Pela esperança de melhores dias. Pelo desejo de um futuro melhor. Quem colasse aquela imagem a si levaria a eleição. Mesmo que em seu bojo estivesse embutida “a tradicional farsa brasileira do finório discurso moralista sem escrúpulos” no dizer do jornalista Claudio Bojunga. Deu no que deu. 

A passagem de bastão após o impeachment coloca – de novo – um vice no poder (para quem o conhecia, sabia-se que seria um Deus nos acuda. Por seu temperamento mercurial e intempestivo e visão rasa do tamanho do problema em suas mãos). Mas, por uma conjunção de fatores importantes, mas não relevantes para a análise, foi seu governo o “pai” do plano Real que viria a eleger seu ministro da Fazenda, Fernando Henrique, presidente do Brasil (que para não perder a tradição dos políticos brasileiros de prometerem e não cumprirem, logo em seus primeiros dias de governo recomendou que as pessoas desconsiderassem toda sua copiosa obra sociológica-política) que se houve bem em um primeiro mandato, mas  teve um tumultuado segundo mandato onde perdeu todas as condições de governabilidade (e quase põe tudo a perder em termos do plano Real) fruto das malsãs negociatas que lhe asseguraram a permanência (mambembe) no poder.

Espaço aberto para Lula. Para o PT e seu bando tentar tornar o Brasil um laboratório da política bolivarionista-populista defendida pelo Pacto de São Paulo e cujo líder maior foi o famigerado Chavez, ex-presidente da Venezuela, a segunda maior produtora de petróleo do mundo que seu bando incapaz e criminoso conseguiu não apenas quebrar, mas levá-la à miséria.

Esse grupo de meliantes que tomou conta do país realizou a maior pilhagem de todos os tempos (nem a monarquia absolutista conseguiu tal feito). Quebraram tudo. Roubaram tudo. As empresas, os bancos federais, os fundos de pensão, o País. 

Outro impeachment. Desta vez do “poste” nomeado pelo hepta indiciado para atazanar a vida do brasileiro com suas basófias ininteligíveis, mentiras e acobertamento das falcatruas perpetradas por seus cúmplices do PT, do PMDB, do PP, principalmente, e das principais empreiteiras brasileiras. 

Mais um vice (já sopesaram o custo disso para a Nação?)  Desta vez o Sr. Temer. Que lá está no poder com seus estrondosos 3% de aprovação, dois pedidos de licença para ser processado, com a figura inesquecível do ladrão saltitante com valise de 500 mil reais pesando soturnamente sobre si e, uma acusação de ser o chefe da mais perigosa quadrilha do país a ele imposta pelo maior empresário brasileiro da atualidade (diga-se de passagem preso por suas falcatruas com dinheiro público).

Em outubro de 2018, mantidas as condições de temperatura e pressão, os agora pretensos candidatos a presidente da República, são, todos, marcados por seus passados ou ligações espúrias e mesmo os “novos”, fontes mais que certeiras de crise futura. 

É bom que você antes de votar olhe com cuidado quem serão os vices...

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