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18 de Setembro de 2018

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Edição nº 944 / 2017

24/10/2017 - 10:44:08

Prefeitos demitem servidores e cortam salários

quase mil pessoas são afetadas em atalaia pelas medidas para redução de gastos

Bruno Fernandes Estagiário sob supervisão da Redação
Chico Vigário dispensou cerca de mil servidores comissionados

A Prefeitura de Atalaia, interior de Alagoas, decidiu reduzir em 30% o salário de gestores e servidores, além de exonerar todos os comissionados, exceto os cargos de primeiro escalão. Quase mil pessoas foram afetadas. Os decretos, segundo o Município, são resultado da crise financeira. As decisões foram divididas em dois decretos assinados pelo prefeito Chico Vigário (PSDB) nos dias 12 e 13 deste mês. O objetivo, segundo o gestor é cortar gastos e sanar as contas do município.

Os cortes foram realizados nos cargos de secretário Municipal, secretários adjuntos, procurador Geral do Município, controlador Geral do Município e cargos equivalentes, utilizando-se como base de cálculo os respectivos valores praticados em agosto deste ano. Além da redução, estão suspensas as contratações de servidores, a menos que sejam para funções especialmente essenciais para a gerenciamento do município, mediante autorização expressa do próprio prefeito.

Não bastassem os cortes, foram suspensos de forma temporária os contratos da prefeitura com empresas prestadoras de serviços ao município por um prazo de 90 dias. No período de suspensão, será feita a análise financeira e contábil para dimensionar a real necessidade da cidade perante as empresas.

Atalaia não é a única prefeitura a demitir servidores.  A crise também atingiu outras cidades, a exemplo de Piranhas, no Sertão de Alagoas. Nesta quinta-feira, 19, a prefeita Maristela Sena Dias (PP) também emitiu um decreto suspendendo contratos e demitindo funcionários contratados e comissionados. Em vídeo divulgado nas redes sociais, a gestora explica que um dos motivos para as prefeituras,  não só de Alagoas, mas também de outros estados, estarem tomando tais providências, são os cortes feitos pelo governo federal: “A queda tem sido violenta nos repasses dos recursos, e a crise também nos atingiu”, diz a prefeita.

Recentemente, gestores de vários municípios alagoanos, após começarem a se deparar com despesas maiores que as receitas, adotaram como saída a demissão de funcionários comissionados. Da dança das dispensas já participaram Delmiro Gouveia, Novo Lino, São Luiz do Quitunde e União dos Palmares. Essa última até contou com desabafo do prefeito Areski Junior, mais conhecido como Kil (PMDB), nas redes sociais.

No início do ano, o presidente da Associação dos Municípios Alagoanos (AMA) e prefeito de Cacimbinhas, Hugo Wanderley (PMDB), orientou os gestores a terem cautela e que também evitassem contratações. 

Em recente entrevista ao EXTRA, Wanderley explicou que muitos pegaram as prefeituras bagunçadas, outros tinham usinas que hoje estão falidas. Alguns têm quadro efetivo muito grande, como Maribondo com seus números de concursados de altos salários, e há ainda as despesas fixas que não têm como cortar.

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