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18 de Novembro de 2018

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Edição nº 944 / 2017

24/10/2017 - 10:35:10

Gabriel Mousinho

Gabriel Mousinho

Cartada final

Se faltava a garantia de ter legenda para disputar o governo de Alagoas, esta dúvida acabou. Agora, Rui Palmeira, que patinava sobre se seria ou não candidato para enfrentar Renan Filho nas urnas, deve arregaçar as mangas da camisa e partir para o ataque eleitoral.

Com a decisão do ex-governador Téo Vilela de entregar o PSDB de cabo a rabo a Rui, o prefeito de Maceió fica bem a cavalheiro para fazer as modificações que quiser e escolher um time que possa, efetivamente, ser de grande importância para o partido e para as eleições do próximo ano.

O que se temia, embora fosse uma coisa considerada pelo próprio Téo Vilela como sonho, era de que, de última hora, fosse negada a legenda a Rui, numa suposta dobradinha do ex-governador com o senador Renan Calheiros. Dissipada a dúvida e com o partido que será comandado por Rui na convenção de 11 de novembro, todas as alternativas foram consideradas ultrapassadas.

Resta saber se o prefeito, agora, vai topar ou não ser candidato a governador de Alagoas. Pelo menos é o que esperam todos os partidos que fizeram aliança com o PSDB nas últimas eleições. Se depender de segurança jurídica, a bola está com o prefeito de Maceió.

Com força

O assédio do PMDB a lideranças políticas de outros partidos já está dando o que falar e o clima começa a ficar tenso em várias regiões do estado. A situação chegou a tal ponto que, há dias, ocorreu um desconforto entre o ministro do Turismo, Marx Beltrão, e o governador Renan Filho, que pode resvalar na campanha eleitoral do próximo ano.

A hora é essa

Com o PSDB na mão, depois de Téo Vilela jogar a toalha, o prefeito Rui Palmeira vai decidir mais rápido e será ou não candidato ao governo no próximo ano. Ele, a partir do dia 11 de novembro, vai comandar os diretórios regional e municipal, garantindo um partido na mão para viabilizar ou não candidaturas.

Limpeza

Como recebeu literalmente a chave do PSDB, o prefeito Rui Palmeira deverá fazer uma limpeza no partido e consequentemente nomear outras pessoas da sua inteira confiança. Um dos nomes a sair é Claudionor Araújo, que acompanhou Téo por muito tempo.

Pressão

Acuado com a pressão exercida pelo presidente do Democratas, José Thomaz Nonô, de que Téo Vilela poderia negar a candidatura de Rui Palmeira por uma suposta dobradinha com Renan Calheiros, o ex-governador achou melhor sair da parada para não criar mais constrangimentos.

Por baixo dos panos

Essa posição não quer dizer que Téo vá abdicar de uma aliança branca com Renan Calheiros para o Senado Federal. Afinal de contas, eles já foram companheiros em outras jornadas onde foram parar no Senado.

Incentivo

Ao comandar o PSDB, o prefeito Rui Palmeira se sente mais seguro para tocar o projeto para enfrentar Renan Filho nas urnas. Informações de bastidores dão conta de que Rui tomou novo fôlego e vai começar a fazer incursões e alianças no interior do estado.

Posse ou velório?

Uma foto divulgada logo depois da posse de Rafael Brito como secretário do Turismo, na segunda-feira, mostrou o clima existente entre os personagens. Rafael Brito, Ronaldo Lessa, Renan Filho e Fábio Farias, pareciam que estavam num velório.

Independência?

Andam falando por aí de independência política dos partidos. Aqui, em Alagoas, isso é conversa pra boi dormir. Independência, ora, depende dos interesses dos que comandam as siglas no estado.

É preciso muito mais

A euforia do presidente do CSA, Rafael Tenório, com o sucesso obtido pelo clube de maior torcida em Alagoas, é até compreensível. Mas até chegar a uma candidatura ao Senado, vai ter muito chão para percorrer. Para se almejar isso, Rafael precisa fazer uma super campanha na série B e rodar este Estado de norte a sul, se as lideranças políticas já não estiverem comprometidas com outros candidatos.

Ele é forte

O advogado Omar Coêlho conseguiu desbancar o “prestígio” de Cícero Almeida e vai continuar firme e forte comandando o Podemos, em Alagoas. Quanto a Almeida, ninguém sabe agora pra onde vai.

Exemplo de Traipu

A administração do prefeito Eduardo Tavares, deve servir de exemplo para os outros municípios. Enquanto se fala em crise e falta de recursos, Traipu anuncia concurso público para 221 vagas nas mais diversas especialidades. É um exemplo de que o município, conduzido com seriedade e competência, dá para fazer muito mais. Mantendo os salários rigorosamente em dia e suas obrigações sociais e sem demitir servidores como é o caso de muitos municípios, o prefeito Eduardo Tavares mostra que administrar é assim.

Chegando o PT

O PT será o próximo partido a embarcar no governo de Renan Filho, mas deve se contentar com pouco espaço no Palácio dos Martírios. Para ele, depois da aliança de Lula com Renan Calheiros, está reservada a empresa Desenvolve, que não tem lá muita repercussão no campo político. O que o PMDB quer e aos poucos está alcançando, é mais tempo no guia eleitoral para as eleições do próximo ano.

Chegando ao fim

Cansado de ser coadjuvante, o secretário do Gabinete Civil, Fábio Farias, está sendo estimulado para sair da sombra do senador Renan Calheiros. Grande articulador e que trabalha ferozmente nos bastidores, Farias está sendo incentivado para disputar uma vaga de deputado federal, se é que vão deixá-lo dar um voo mais alto.

Para os ricos

O ministro Marx Beltrão, numa longa entrevista, dá uma alfinetada no governo e diz que não se pode fazer turismo sem investir em infraestrutura, no que está absolutamente certo. Só erra quando diz que o turismo distribui riquezas. Só se for para os ricos, que utilizam a mão-de-obra pobre dos coitados dos alagoanos.

Xô, satanás

O deputado Ronaldo Lessa não está gostando nem um pouco dos boatos de que seria vice na chapa com Renan Filho. “Ele vai continuar na Câmara Federal, mas terá que trabalhar muito”, diz um eleitor muito próximo a Lessa.

Divórcio

Parece que a lua de mel entre a Polícia Militar e o governo do Estado, acabou. Os militares estão cansados de promessas e fizeram um acampamento na porta da Secretaria da Fazenda, que insiste em não querer dar reajuste salarial para os servidores públicos. Depois da PM outros segmentos também prometem se mobilizar.


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