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18 de Novembro de 2018

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Edição nº 944 / 2017

24/10/2017 - 10:33:44

Sururu

Da Redação

Licença para matar

1 - As últimas decisões judiciais têm decepcionado os alagoanos que ainda acreditam na Justiça como única esperança de uma convivência pacífica.

2 - Absolver o deputado João Beltrão - envolvido em mais de uma dezena de assassinatos -  é um incentivo à impunidade, que alimenta todos os tipos de crimes contra a cidadania.

3 - Absolvido por unanimidade, 21 anos depois do crime, só faltou o réu receber atestado de bons antecedentes. A decisão também desmente o provérbio segundo o qual a Justiça tarda, mas não falha. Nesse caso foi tardia e omissa.

4 - Cada vez mais o Judiciário dá razões ao dito popular de que “cadeia só existe para pobre, preto e puta”. E as prisões brasileiras estão aí para provar essa triste realidade.

5 - Até o Tribunal do Júri – a mais democrática das instituições - tem dado sua contribuição para o descrédito da Justiça. Não se sabe se por incompetência dos jurados ou por ameaças contra eles. É preciso investigar cada caso.na compra da refinaria 

Chefe do crime

Ao defender a condenação de João Beltrão, o procurador-geral de Justiça de Alagoas, Alfredo Gaspar de Mendonça, classificou o deputado como “maior líder do crime organizado em Alagoas”.

O falso delegado

A Polícia Federal deve abrir inquérito policial contra o ex-policial rodoviário José Eutímio Brandão por crime de falsa identidade. Brandão armou confusão em uma panificação de Paripueira ao se apresentar como “delegado federal” para coagir a funcionária do estabelecimento a lhe atender, mesmo com a padaria fechada para almoço.

Ao se identificar como “delegado federal” para ameaçar pessoas em proveito pessoal, José Eutímio Brandão praticou crime previsto no Artigo 307 do Código Penal, cuja pena vai de 3 meses a 1 ano de cadeia.

Para quem não lembra, o arrogante Brandão era patrulheiro rodoviário federal, chegando ao cargo de superintendente do órgão em Alagoas. No meio do caminho fez uma séria de lambanças e acabou aposentado compulsoriamente. A bem do serviço público. 

Deu no Radar

Michel Temer homenageou um dos aliados mais próximos de Renan Calheiros. O cardiologista José Wanderley Neto recebeu a medalha de Mérito da República das mãos do presidente.

A atitude de Temer é curiosa porque Neto é superamigo do senador, que vem tecendo, dia após dia, duras críticas ao mandatário da República.

O médico alagoano foi vice-governador de Alagoas indicado pelo peemedebista e suplente do senador.  Além disso, é pai do presidente da Associação dos Municípios Alagoanos graças ao apoio do amigo. Isso por si só já seria muito para ilustrar a amizade de ambos, mas recentemente Renan ofereceu um jantar para Lula na casa de Neto em Maceió. (Maurício Lima). 

Dallagnol: “Lula deve,       sim, ser preso”

Deltan Dallagnol disse ao jornalista Josias de Souza que Lula deve ser preso imediatamente depois de ser condenado pelo TRF-4.

Isso só poderá ocorrer, porém, se o STF mantiver a decisão que permitiu mandar para a cadeia os condenados em segundo grau.

O procurador da Lava Jato foi claro: “A valer as regras atuais, ele deve, sim, ser preso no momento seguinte”.

Deu no Financial Times

“Ninguém tem a menor ideia de quem será o próximo presidente do Brasil. O surgimento de figuras periféricas como o sr. Bolsonaro revela o tamanho do vácuo (…).

Ainda mais preocupante para os mercados seria um retorno do impenitente sr. Lula da Silva. Mas ele foi condenado por corrupção e será impedido de concorrer se perder o recurso”.

 “Os investidores se sentiriam mais confortáveis com o prefeito de São Paulo, João Doria, que tem como modelo o bilionário de Nova York Michael Bloomberg, ou então seu ex-padrinho e atual rival, o conservador Geraldo Alckmin”.

“Esses são apenas os candidatos conhecidos – há montes de outros nomes surgindo, de banqueiros a apresentadores de TV e juízes do Supremo”.

 Dória é nosso       irmão

O prefeito de São Paulo, João Doria vai receber o título de cidadão maceioense, dia 27, concedido pela Câmara de Maceió.

Perguntar não ofende: O que fez João Dória para merecer a honraria? Com a palavra, o vereador Chico Holanda Filho, autor da lambança.

Dobradinha

Renan Calheiros e Téo Vilela são os únicos nomes com chances reais de ocupar as duas cadeiras no Senado no pleito do próximo ano. Além de estrutura política e econômica de peso, a dupla manterá a dobradinha que elegeu Renan Filho ao governo. Só os tolos não acreditam nisso.

Favas contadas

Com o prefeito Rui Palmeira fora do páreo, a reeleição de Renan Filho é considera pule de 10. Fora de Rui, não há concorrente e os que surgirem serão apenas para marcar espaço.

Inelegibilidade

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu afastar a inelegibilidade de um prefeito porque, no momento da eleição, não havia embargo infringente pendente de julgamento.

É um recurso exclusivo da defesa, que se fundamenta na falta de unanimidade em uma decisão colegiada. 

Esse recurso suspende os efeitos da condenação e, segundo os ministros do TSE, também a inelegibilidade.

Assim a decisão do TSE fortalece uma possível candidatura de Lula em 2018, mesmo se ele for condenado no TRF-4.

Sono dos justos

Realmente não havia clima no TJ para sentenciar o deputado João Beltrão por homicídio. Durante a fala do procurador-geral de Justiça, Alfredo Gaspar de Mendonça, que insistiu na condenação do réu, o advogado Diógenes Tenório, assessor da Presidência do tribunal, dormia o sono dos justos, enquanto a desembargadora Elisabeth Carvalho fazia cara de paisagem.

A vida como ela é

Dos atuais 81 senadores, 54 poderão concorrer à reeleição no próximo ano. Desses 54, 29 votaram a favor de Aécio Neves e os outros 15 que o livraram têm mandato garantido até 2023.

E ainda tem eleitor que acredita em Papai Noel.

Candidatura de Lula

O mesmo advogado que fez um parecer defendendo Michel Temer e Dilma Rousseff no TSE, Luiz Fernando Casagrande Pereira, foi contratado pelo PT para defender a candidatura de Lula em 2018.

De acordo com a Folha de S. Paulo, ele argumenta que Lula pode concorrer mesmo que ele seja condenado pelo TRF-4 e que tenha suas liminares rejeitadas pelo STJ e pelo STF.

Cármen Lúcia e seus pares realmente não contam mais nada. (Diogo Mainard).

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