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25 de Setembro de 2018

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Edição nº 943 / 2017

18/10/2017 - 10:08:15

O que podemos dizer dele?

Jorge Morais

Normalmente, ou naturalmente, usamos esse espaço mais para criticar, levantar dúvidas quanto às coisas que nos cercam, exercer o poder de adivinhação, criticar a classe política, os governos de um modo geral ou qualquer coisa que mexa com a sensibilidade do nosso povo. Opinamos, às vezes, sem nem saber o porquê. Mas escrevemos ou falamos de tudo e de todos, sem perdão, sem aliviar e elogiando muito pouco. Reconheço que o mundo está amargo e beirando a uma grande guerra, quando estamos falando de dois países governados por pessoas que não controlam seus impulsos, como os Estados Unidos e da Coreia do Norte.

No entanto, nem tudo está perdido. Mesmo amargo e em crise, ainda sobra muita coisa boa para que a gente possa se concentrar. Essa semana, o Centro Universitário Cesmac prestou uma homenagem, denominando um de seus laboratórios de saúde com o nome de um homem querido pela sociedade e respeitado acima de tudo pelo que construiu durante toda a sua vida. Estou me referindo ao Dr. Ismar Malta Gatto. No seu discurso, o reitor João Sampaio lembrou um trecho de um artigo escrito pelo médico e ex-vereador Antônio Arnaldo Camelo, que diz o seguinte:

“No curso de medicina, entre outros, encontrei um mestre, que logo aprendi a admirar e respeitar. Além de aluno, tornei-me seu discípulo. Com o tempo, e sua convivência profissional, entendi que era um professor completo, um mestre, competentíssimo. Suas aulas eram verdadeiras palestras e suas palestras eram verdadeiras aulas. Foi professor titular da disciplina de Histologia e Embriologia da Escola de Ciências Médicas de Alagoas; estudioso e pesquisador da música clássica;  pianista, com uma formação intelectual erudita e indefectível.

Foi atleta campeão da Seleção Alagoana de Voleibol, assim como seu irmão Ivaldo e outros membros da família. Admirá-lo e segui-lo foi uma opção correta. Para a Academia Alagoana de Letras, além de sócio efetivo, era também um mecenas. Nascido no estado de São Paulo, é um alagoano de coração e muito religioso. Foi o fundador e mantenedor de uma instituição de proteção e assistência aos animais: o Núcleo de Educação Ambiental Francisco de Assis – Neafa – uma extraordinária obra. Casado com a senhora Marysa Gatto, esse educador e mestre é um verdadeiro mito, de quem eu tive a honra de ser aluno”.

Mesmo que já se tenha dito tudo sobre Ismar Malta Gatto, acho que ainda é muito pouco para o que ele representou e representa para muitas gerações. Nunca tive uma convivência próxima ao Dr. Ismar, no máximo um aceno à distância ou um cumprimento mais próximo, mas a obra que tive oportunidade de conhecer essa semana é algo extraordinário do ponto de vista humanitário e solidário. Acompanhado do Dr. João Sampaio fui ver de perto o trabalho que é feito no Neafa. Não tem explicação o que vi.

Pessoas abnegadas e profissionais competentes que se revezam no atendimento a pessoas que levam seus pequenos animais - cachorros e gatos - para consultas e cirurgias de graça, em um ambiente que mais parece um hospital, com centro cirúrgico, equipamentos para exames laboratoriais, salas de recuperação e repouso, além de um amplo espaço para acolhimento dos animais, que são vacinados, castrados e encaminhados para adoção. Tudo feito com recursos próprios e doações de algumas pessoas que respeitam e entendem o que é feito ali, numa casa comprada pelo Dr. Ismar e doada para a clínica.

É vendo o trabalho e a dedicação daquelas pessoas que passo a  entender que nem tudo está perdido, enquanto ainda tivermos pelo mundo pessoas como o Dr. Ismar Malta Gatto. Justa a homenagem feita pelo Cesmac.                                                                                                 

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