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15 de Novembro de 2018

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Edição nº 943 / 2017

17/10/2017 - 08:59:45

Pesquisas eleitorais mentirosas

JOSÉ ARNALDO LISBOA

Todos os meios de comunicação, como a televisão, o rádio, o jornal e, agora, as redes sociais, deveriam respeitar o povo, de modo a não ficarem divulgando resultados de pesquisas eleitorais sem que antes saibam quais foram os autores, os órgãos e seus diretores. Digo isso porque já consegui bastante experiência no assunto, durante os 19 anos trabalhando no ramo. Quando eu me aposentei no DER-AL, mesmo já tendo feito o Curso de Estatística, na Escola de Engenharia, fui fazer um estágio na Fundação Getúlio Vargas, no Rio de Janeiro, já que eu havia criado uma microempresa para fazer pesquisas eleitorais, de mercado, sociais  e de opinião. No estágio, e em livros, eu me preparei para chegar em Maceió, colocar em funcionamento a DICAS-Distribuidora de Informações Comerciais e Assessoria de Serviços. Através dela, já realizamos mais de 1.200 pesquisas em Alagoas, Pernambuco e Sergipe. Como ainda falta um ano para as eleições próximas, notei que estão divulgando resultados estranhos, daqueles que, depois dos “trabalhos de campo”, trancam-se numa sala e dão os resultados que bem entendem, como querem os contratantes. 

Recentemente, um instituto disse que, numa pesquisa nacional, foram ouvidos 2.044 eleitores em 157 municípios, durante dois dias. Ora, devem ter usado aviões para cada um dos municípios e em cada uma das localidades, como Rio, São Paulo, Belo Horizonte, Maceió, etc, pois só foram ouvidas 13 eleitores de 13 capitais. Eu sei que pesquisas são amostragens, pois elas podem dar resultados científicos, com uma certa segurança, como os tais 2 para mais ou para menos, o que é uma grande frescura. O problema é que são dados telefonemas, ficando os resultados nas dependências de pesquisadores, se honestos ou não. É por isso que as pesquisas saem erradas, como acontecem muitas vezes, como vemos. 

Nós, da DICAS, fazíamos pesquisas entrevistando cada um dos eleitores, em 17 ou 20 povoados ou sítios, além das apurações, os relatórios, os registros no TRE ou TSE e as divulgações. Por telefone, como são feitas as pesquisas, as pesquisadoras dão os resultados que querem. Eu não sei por que a CNI-Confederação Nacional da Indústria só faz pesquisas para o Lula e em todas elas, ele ganha. E a CNI é empresa de pesquisa?  É muito interessante, não é? De nada adiantam os registros das pesquisas no TRE ou TSE, pois, ninguém vai a todos os povoados ou sítios, pessoa a pessoa, perguntar ao eleitor se é verdade que ele votou em Zé ou na Dona Maria. Além de tudo, o voto é secreto. 

Em tempo – Meu amigo bacharel Ricardo Ferreira Barbosa foi meu companheiro nas festas nos clubes de Maceió e tornou-se meu leitor do EXTRA. Abraços para esse meu amigão. 

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