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15 de Novembro de 2018

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Edição nº 943 / 2017

17/10/2017 - 08:57:10

Meio Ambiente

Sofia Sepreny da Costa

Crise hídrica 

Prefeitos e especialistas buscam soluções para crise hídrica no Rio São Francisco. Com dados do pesquisador João Suassuana, um dos maiores especialistas do país, sobre a gravidade da baixa vazão do Rio São Francisco, os prefeitos de Alagoas e Sergipe acenderam o sinal vermelho para crise hídrica que se encontra a região. Em Alagoas 11 municípios são ribeirinhos e dependem diretamente do rio. Outros 40 estão incluídos na chamada “calha” porque também integram a bacia e dependem das águas do São Francisco para o abastecimento. Quando o Rio São Francisco foi descoberto, seu volume era de 11 mil m³ e hoje é de apenas 550 m³. 

Lixão 

A Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh) de Alagoas encerrou no início desta semana o 36º lixão do estado, no município da Barra de São Miguel. O encerramento faz parte do cumprimento da Política Nacional de Resíduos Sólidos. Agora Barra de São Miguel destinará seus resíduos para a Central de Tratamento de Resíduos (CTR) em Pilar.

Índios e mudanças     climáticas 

Quase 4% das terras do Brasil são reservadas aos povos indígenas. Somente na Amazônia os territórios dos índios representam uma reserva de cerca de 13 bilhões de toneladas de carbono (46,8 bilhões de toneladas de CO2) – 30% do que existe estocado na floresta. Se essas terras não continuarem protegidas, pode agravar ainda mais as mudanças climáticas no planeta. Segundo dados do Instituto Socioambiental (ISA), desde o início da década de 80 até hoje cerca de 6 milhões de hectares foram desmatados no entorno do Parque Indígena do Xingu. Isso significa que os indígenas são chave no jogo do aquecimento global e fundamentais para o sucesso da política de clima no Brasil. 

Monitoramento do coral-sol 

Equipe do Gerenciamento Costeiro (Gerco) do Instituto do Meio Ambiente do Estado de Alagoas (IMA/AL) concluiu a análise do material encontrado nas placas de monitoramento que foram instaladas na região do Porto de Maceió, para identificar a presença do coral-sol na costa alagoana. Segundo biólogos do Gerco não há identificação da presença do organismo bioinvasor. Na análise foram encontradas outras espécies de animais marinhos: poliquetas, moluscos, crustáceos e esponjas. Nenhum desses organismos identificados nas análises das placas é caracterizado como organismo bioinvasor.

Sem saneamento 

Dados de uma pesquisa da Agência Nacional de Águas (ANA) apontam que  apenas 42,6% dos esgotos do país passam por coleta e tratamento. O levantamento da ANA, batizado Atlas Esgotos, traz o diagnóstico da coleta e do tratamento em cada um dos 5.570 municípios brasileiros. Mostra ainda o impacto do lançamento da carga orgânica de esgotos em açudes, rios e oceanos. O Atlas mostra que para alcançar a universalização do esgotamento sanitário na área urbana do país seriam necessários cerca de R$ 150 bilhões em investimentos, tendo como horizonte o ano de 2035. Cerca de 50% dos municípios que precisam de serviço de tratamento convencional de esgoto, demandam 28% do valor estimado. 

Mais desmatamento 

O Brasil tem um dos melhores sistemas de monitoramento de desmatamento por satélite do mundo. Mas os boletins mensais contavam com um problema. Áreas equivalentes a até dez campos de futebol eram invisíveis por satélites e acabavam sendo detectadas apenas uma vez por ano nos dados oficiais do sistema do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Segundo o Imazon, uma organização ambiental que monitora a cobertura florestal da Amazônia por satélite, a Amazônia perdeu 184 quilômetros quadrados de florestas em agosto. Destes, 39 quilômetros quadrados, ou 21%, foram feitos em áreas menores de 10 hectares e, portanto, permaneceriam invisíveis não fosse o novo sistema. Se essa proporção se mantiver nos próximos meses, isso vai indicar que uma parte considerável do desmatamento não estava sendo detectada pelas análises mensais e só apareceriam na avaliação anual.

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