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18 de Novembro de 2018

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Edição nº 943 / 2017

15/10/2017 - 08:18:13

Usina Laginha pode voltar a operar sob administração cooperativada

Reativação deve gerar mais de 4 mil empregos diretos

José Fernando Martins [email protected]
Movimentos sociais querem participar da reativação colaborando com o cultivo da terra

A Usina Laginha, localizada na cidade de União dos Palmares, pode, quem diria, voltar à ativa. Porém, sem os dedos do ex-usineiro e ex-deputado federal, João Lyra. A ideia é criar uma cooperativa com o auxílio da Pindorama, de Coruripe. Quem vê a iniciativa com entusiasmo é o prefeito de União, Areski Junior, o Kil (PMDB). Assim como diversos gestores municipais de Alagoas, Kil também teve que enxugar os gastos da máquina pública para superar a crise. 

Caso volte aos negócios, a usina poderá gerar cerca de 4 mil empregos diretos na região. A conversa de fazer com que a Laginha volte a produzir tem sido discutida desde o mês de maio. “Abriríamos, inicialmente, apenas a parte de destilaria. Daqui alguns anos, faríamos a usina produzir açúcar”, contou o prefeito. O assunto chegou aos ouvidos do governador do Estado, Renan Filho (PMDB). 

A proposta foi apresentada ao governante durante reunião na Cooperativa da Pindorama, que contou com o secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico e Turismo (Sedetur), Helder Lima. “Levantamos todos os custos para a Laginha atuar como destilaria. A usina está nova, o que está estragado são peças pequenas. O investimento para reativá-la ficará em torno de R$ 4 milhões. Estamos fechando as contas e levaremos o orçamento ao governador na semana que vem”, explicou Kil. 

Fora o investimento no maquinário, ainda será necessário promover melhorias no campo para a plantação da cana-de-açúcar. Para isso, a Prefeitura de União dos Palmares irá se unir com produtores da região e a Agência de Fomento de Alagoas S/A (Desenvolve). No entanto, um dos impasses a serem solucionados está a questão dos movimentos sociais. “Sentei com as lideranças, que concordaram que a usina precisa reabrir. Mas, eles também querem a parte deles para participar da produção da cana”.

O nome da cooperativa que poderá assumir a Laginha não tem nome definido. Ainda terão que decidir se escolhem CoopeUnião ou CoopeZumbi. O governador Renan Filho já teria se reunido com o Tribunal de Justiça (TJ-AL), que sinalizou interesse em fazer com que a usina gere renda. Assim como as usinas Uruba, Guaxuma, Triálcool e Vale do Paranaíba, a Laginha faz parte da massa falida do Grupo JL, que tem um saldo devedor de cerca de R$ 2 bilhões. 

Segundo um dos juízes que cuidam do processo falimentar,  Phillippe Melo, a possibilidade de reativar a usina da Laginha foi realmente levantada. “Mas ainda não existe nada definido, pois precisamos fazer um encontro de contas com o Governo do Estado para avaliar as opções. Por isso, não é possível confirmar nada neste momento”, ressaltou à reportagem.

Leilão

O leilão da sede da empresa Laginha Agroindustrial S/A teve início no dia 2 de outubro e segue até o próximo dia 17, no site da Superbid, especializada em leilão eletrônico. O imóvel, localizado no bairro Jacarecica, em Maceió, está avaliado em R$ 15.720 milhões. Até esta data, não houve lances de compra do empreendimento. É a segunda tentativa de venda da sede, que faz parte da massa falida da usina. No leilão que ocorreu entre 26 de julho e 14 de agosto, o imóvel também não recebeu nenhum lance, razão pela qual foi elaborado novo edital.

 O lance inicial deverá ser de no mínimo 50% do valor em que o imóvel foi avaliado judicialmente. A venda está condicionada à posterior aprovação dos magistrados encarregados do processo da massa falida, assim como do Ministério Público e do administrador-judicial.  Ainda segundo o edital, que foi publicado no Diário da Justiça Eletrônico do dia 29 de agosto, os lances poderão ser ofertados pela internet, no site da Superbid, ou no auditório da empresa, na avenida Engenheiro Luís Carlos Berrini, 105, 4º andar, na Vila Olímpia, em São Paulo.

 O leilão está sendo conduzido pelos leiloeiros Renato Moysés e Osman Sobral e Silva, matriculados nas Juntas Comerciais de São Paulo e Alagoas, respectivamente.  O processo da massa falida da Laginha tramita na 1ª Vara de Coruripe e tem à frente os juízes Leandro de Castro Folly, Phillippe Melo Alcântara Falcão e José Eduardo Nobre Carlos.

 No leilão realizado entre 26 de julho e 14 de agosto, outros bens da Laginha foram vendidos. Um apartamento, localizado no bairro da Ponta Verde e avaliado em R$ 650 mil, foi arrematado por R$ 395 mil.  A aeronave modelo EMB-820C Carajá, ano 1985, avaliada em R$ 345.500,00, recebeu lance de R$ 324.300,00. Já a sala e a garagem no prédio “Avenue Center”, no Centro de Maceió, receberam avaliação de R$ 145 mil e foram vendidas por R$ 95 mil. O procedimento foi homologado em 22 de agosto deste ano.

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