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24 de Setembro de 2018

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Edição nº 942 / 2017

10/10/2017 - 09:16:06

Lá vai o Brasil, descendo a ladeira...

ELIAS FRAGOSO

Somos diária e cotidianamente testados em nossos limites de paciência pela súcia política que aí está que pratica à risca o que inigualável Stanislaw Ponte Preta dizia em troça: “O sol nasce para todos, a sombra é para quem é mais esperto”. Ainda Lalau, este país vive momentos que está mais para o “samba do crioulo doido” que para uma nação que é a 9ª potência mundial apesar dos escroques políticos que sempre a dilapidaram). 

Temos um ex-chefe de estado que loteou o governo de amigos corruptos (quem não está preso, está indiciado), balança entre ser preso ou voltar a ser presidente da República e outro  no poder, acusado de ser o chefe da mais perigosa quadrilha do país, nem mais disfarça mais o toma lá da cá para manter seu mandato,  inaugurando o “modelo” compra de votos no atacado à luz do dia, com filas e mais filas de corruptos aguardando na sua ante sala (em pleno Palácio do Planalto!) para acertar suas boquinhas e votarem a favor do vetusto senhor que tem estrondosos e sintomáticos 3% de apoio popular. Tem que responder por mais essa indecência.

O Congresso não fica atrás. Com mais de 80% de deputados e senadores respondendo processos por corrupção ou ameaçados pela Lava Jato, continua a insistir em nos impingir suas amoralidades agora transformadas em bilhões para comprar votos nas eleições ou empurrando de barriga para 2020 decisões centrais que poderiam ajudar a moralizar minimamente a política e a prática legíslativa. Malas de dinheiro, saltitantes homens da valise, bilhões roubados dos fundos de pensão e das estatais (se esse país fosse minimamente sério e sua grande imprensa idem, o Brasil já saberia que a Petrobras foi onde eles menos roubaram). A roubalheira acontecida nos últimos anos equivale quase a outro PIB!

Esses caras ou são kamikases ou acham que – como sempre – nada acontecerá do ponto de vista da justiça e que, novamente, irão se dar bem nas próximas eleições. Que até lá o povo já esqueceu de mais uma pilantragem praticada por eles, mesmo sabendo que para 80% dos brasileiros a corrupção é inaceitável em qualquer circunstância e que, nada menos que 89% das pessoas querem que a Câmara dos Deputados autorize a abertura de processo contra o Sr. Temer por organização criminosa e obstrução de justiça, segundo pesquisa recente do Datafolha.

A mesma pesquisa mostra com clareza o quão do “samba do crioulo doido” reina entre nós: o Nordeste foi a região que mais sofreu as consequências das alopradas políticas petistas: 69% das pessoas que foram desempregadas no Brasil nos  últimos 3 anos estão aqui (apesar da região representar apenas 25% da população nacional), assim como  47% dos rendimentos perdidos totais no país naquele período (mesmo sendo a renda regional tão somente pouco mais de 16% da renda nacional). E mais, é da região, paupérrima, a maior inflação dentre as demais regiões. 

Uma tragédia indecorosa silenciada por autoridades, a grande maioria dos intelectuais (que fogem do tema como o diabo da cruz, receosos talvez de perder as boquinhas nos quebrados governos da região) e meios de comunicação regionais. Pois bem, é justamente no Nordeste onde o hepta indiciado Lula tem o maior apoio! “A burrice (com a ajuda do atraso, digo eu) não tem fronteiras ideológicas”, diria Roberto Campos.

Essa caminhada ladeira abaixo precisa de um basta. Nos resta uma nesga de esperança que o judiciário (que ultimamente tem se mostrado protagonista de celumas por parte até de ministros do Supremo e mais ativo nas redes sociais e na imprensa que nas suas ações) retorne ao seu leito natural. Dia 11 de novembro, o Supremo terá a oportunidade de se (re) posicionar perante a Nação. Aguardemos.

Ou então como disse com todas as palavras o general Mourão, com o respaldo do alto comando do Exército: “Na minha visão, que coincide com a dos companheiros que estão no alto comando... ou as instituições solucionam o problema político, pela ação do Judiciário, retirando da vida pública esses elementos envolvidos em ilícitos, ou, então, nós teremos que impor isso”.

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