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20 de Novembro de 2018

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Edição nº 942 / 2017

10/10/2017 - 09:14:40

Será que é verdade?

Jorge Morais

Na solenidade de abertura da Bienal do Livro, no Centro de Convenções, estavam presentes, entre outras autoridades e convidados, o governador de Alagoas, Renan Filho, e o prefeito de Maceió, Rui Palmeira. Como políticos polidos e respeitosos, como manda a regra, os dois ficaram sentados próximos na primeira fila de poltronas, trocaram poucas palavras, mas saudaram um ao outro na hora das falas, ficando por conta do governador palavras mais duras quanto ao momento vivido pela educação superior do País, chegando a receber manifestação de apoio por parte de um grupo de professores que gritava : “Fora Temer. Presidente golpista”.

Por falar na Bienal do Livro, abro um parêntese para parabenizar a organização do evento, a Universidade Federal de Alagoas e seus parceiros, pela megaestrutura montada para o evento que  tem duração de 10 dias, se encerrando neste próximo domingo (8), depois de receber a visita de milhares de pessoas, diariamente, como escritores, estudantes, intelectuais, pessoas comuns do povo, que tiveram a oportunidade de comprar livros, ouviram histórias, acompanharam lançamentos de mais de cem obras literárias, ouviram músicas populares e apresentações de grupos folclóricos, entre outras atrações.

Mas o artigo desta semana não vai se prender, especialmente, à Bienal do Livro. Na verdade, quero falar sobre um fato político que chamou a atenção minutos após o encerramento da solenidade destacada no início do artigo. Como quem estava com pressa, o prefeito Rui Palmeira, acompanhado por dois assessores, deixou o auditório sem visitar a feira, a não ser que tenha feito isso antes da abertura oficial. Quando se preparava para ir embora, Rui avistou um grupo de pessoas que conversava descontraidamente ali próximo.

Ao se dirigir para os cumprimentos, ouviu a seguinte pergunta do professor e economista Cícero Péricles: “E aí Rui, você é candidato ao governo de Alagoas?” Na resposta balançou a cabeça e saiu dizendo: “Estamos na luta”. Depois disso, saiu em disparada. São testemunhas desse momento, o autor deste artigo; minha mulher, a jornalista Ana Cristina Brito; o escritor e historiador Sávio de Almeida; além de um rapaz que não recordo o nome, agora, pois tinha sido apresentado minutos antes.

Confesso que o movimento com a cabeça e a resposta do prefeito deram a entender que deverá ir à luta no ano que vem, ou melhor, que está mais animado com essa possibilidade, mesmo que tenha ficado na retranca até o presente momento, quanto a uma candidatura. Acho que Rui Palmeira está sentindo que essa pode ser uma chance, mesmo que esteja trocando mais dois anos de gestão em Maceió por uma incógnita quanto ao que pode acontecer depois de lidos os cartões de memória das urnas eletrônicas, numa disputa direta com o governador Renan Filho, indiscutível e natural candidato à reeleição.

Muitos são os interesses políticos e pessoais que despertam as eleições de 2018 em Alagoas. Se por um lado Renan Filho faz uma administração rápida em suas decisões, objetiva na busca de resultados favoráveis e invade todas as áreas e lugares, inclusive na Maceió de Rui Palmeira, o prefeito, para muitos, perde terreno com essa indefinição e, ainda, deixa dúvidas quanto ao seu grupo político para esse novo processo eleitoral. Uma dúvida é saber se Rui é candidato pelo PSDB ou pelo DEM. Há quem diga que o ex-governador Teotonio Vilela Filho é o pivô dessa dúvida, enquanto um senador estaria por trás dessa costura, juntamente com o presidente do DEM, em Alagoas, José Thomas Nonô. Nessa hora, procure a sua verdade.


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