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19 de Setembro de 2018

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Edição nº 942 / 2017

10/10/2017 - 09:09:47

Eu tenho a solução!

JOSÉ ARNALDO LISBOA

Eu nunca experimentei qualquer droga e, na minha época de estudante, não sabia de alguém que a usasse ou consumisse. Que eu soubesse, nenhum dos colegas com os quais estudei no Ginásio Diocesano de Penedo, Ginásio  Pio XII, em Palmeira dos Índios, no Ginásio Salesiano de Aracajú ou no Colégio Guido de Fontgalland fazia uso da maconha ou da cocaína. Mesmo na Escola de Engenharia ou na universidade, de um modo geral, onde a turma poderia ser mais liberal, eu nunca soube de alguém que fosse consumidor ou fizesse uso, mesmo na “moita”. Na nossa época, alguns colegas ou amigos gostavam do rum, da vodka, das batidas com uma cachacinha, mas, a turma só ficava nisso, pois, whisky ou o vinho não eram bebidas para estudantes, mesmo ricos. 

Hoje em dia, a turma está usando e abusando da maconha e de cocaína, tanto nos shows, como nas praias e nos encontros sociais. Aqui-acolá, sabemos que fulano tem um filho ou uma filha que se droga e que são pessoas da sociedade, “filhinhos de papai e de mamãe”. Diariamente, sabemos através da TV, dos jornais, das redes sociais e das rádios, que fulano foi preso e torturado, porém, só ouvimos falar nos coitadinhos que não tiveram nenhuma orientação sobre o perigo das drogas. É esse pessoal das grotas, da periferia e do mundo cão que paga o pato. Nada acontece com o pessoal das baladas e dos shows internacionais, mas eu não os condeno por isso, pois muitos não sabiam que fumando maconha e cheirando cocaína, uma só vez, poderiam ficar viciados. 

Seria conveniente que todos os presidentes, governadores, senadores, deputados e prefeitos se unissem em torno do grande problema que é o uso das drogas. Os nossos governantes já deveriam saber que os acidentes de trânsito, a violência doméstica, os assaltos, a violência no futebol e os assassinatos são, em sua grande maioria, provenientes do uso das drogas. Ora, os pobres sem emprego vão procurar conseguir dinheiro, traficando drogas, também, para matar a fome. Por sua vez, os ricos sabem onde conseguir drogas e a quem comprar, criando assim, um ciclo vicioso.

Acabar com as drogas é uma utopia, mas com a criação de redes para curar ou tentar curar os viciados, seria o ideal. Sei que existem instituições que cuidam disso, porém deveriam ter dezenas, centenas ou milhares delas, espalhadas nos bairros ou em fazendas próprias. De uma coisa eu tenho certeza. É que haverá uma enorme diminuição da violência, roubos, acidentes de trânsito, menos violência contra as mulheres, menos assassinatos, menos traficantes, menos problemas para hospitais, para os delegados e para os senhores pais de drogados. Façam uma experiência, pois havendo muitas outras instituições, o povo vai se ver livre de um grande mal para a humanidade. As mães e pais, pobres ou ricos, seriam as primeiras pessoas a serem beneficiadas. 

         

Em tempo – Eu tenho amigos que gostam do que eu escrevo no EXTRA, como o Dr. Rainor Marinho, um dos homens importantes da Saúde, na Prefeitura de Maceió. A ele meus agradecimentos. 


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